Segunda vítima detalha acusação de assédio sexual de ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça, relata choro e diz que tinha medo de ficar desempregada
Ministro Marco Buzzi nega as acusações e diz que provará a sua inocência. (Foto: Sergio Amaral/STJ)
A segunda mulher que denunciou ter sido vítima de assédio sexual cometida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi relatou que os episódios ocorriam de forma periódica durante o período em que atuou no gabinete do magistrado como secretária. Buzzi, que foi afastado provisoriamente por decisão da Corte, rebate as acusações e diz ser inocente.
A vítima era uma funcionária terceirizada e trabalhou no gabinete de Buzzi em 2023, época em que os episódios de assédio sexual teriam ocorrido. Segundo o relato dela ao CNJ, testemunhas viram os momentos em que ela, após as supostas investidas do magistrado, saía chorando ou pedindo ajuda. No depoimento, ela disse que temia ficar desempregada, e que muitas vezes pensou em pedir demissão, mas que precisava da função.
Buzzi não se manifestou sobre esse caso específico. Após o afastamento, a defesa afirmou que ele é inocente e classificou a medida como desnecessária, “sobretudo diante da inexistência de risco concreto à higidez procedimental da investigação e também porque o ministro já se encontra afastado para tratamento médico”. Ainda segundo a defesa, a decisão forma um “arriscado precedente de afastamento de magistrado antes do crivo do pleno contraditório”.
Buzzi está sendo alvo de duas denúncias e foi afastado pelo STJ após uma sessão do pleno que de forma unânime decidiu pela medida. O afastamento foi selado em uma rápida sessão marcada por um “clima de funeral e indignação”, segundo relatos feitos por ministros da Corte. Trechos dos depoimentos das vítimas foram lidos pelo ministro Francisco Falcão, um dos integrantes da comissão de sindicância instalada na semana passada.
A investigação está em curso e não há acusação formal contra o ministro, momento em que a conduta será definida. A tipificação final pode ir de importunação sexual a crimes mais graves, como assédio sexual, a depender do entendimento dos investigadores e do MPF. (Com informações do jornal O Globo)
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Buzzi não se manifestou sobre esse caso específico. Após o afastamento, a defesa afirmou que ele é inocente e classificou a medida como desnecessária, “sobretudo diante da inexistência de risco concreto à higidez procedimental da investigação e também porque o ministro já se encontra afastado para tratamento médico”. Ainda segundo a defesa, a decisão forma um “arriscado precedente de afastamento de magistrado antes do crivo do pleno contraditório”.
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A investigação está em curso e não há acusação formal contra o ministro, momento em que a conduta será definida. A tipificação final pode ir de importunação sexual a crimes mais graves, como assédio sexual, a depender do entendimento dos investigadores e do MPF. (Com informações do jornal O Globo)
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