“O que eu espero é isso, que seja feita a justiça respeitando o direito da presunção de inocência de quem está sendo julgado”, disse Lula. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve provar a própria inocência no caso da trama golpista, que começou a ser julgada nessa terça-feira (2) no STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília.
“Se é inocente, prove que é inocente. Prove que não tem nada a ver com isso e está de bom tamanho. O que eu espero é isso, que seja feita a justiça respeitando o direito da presunção de inocência de quem está sendo julgado. É só isso o que desejo para mim e para qualquer inimigo meu: apenas o direito à presunção de inocência para que o Brasil fique sabendo da verdade”, disse Lula na tarde dessa terça ao deixar o velório do jornalista Mino Carta, em São Paulo.
O conceito de presunção de inocência diz que toda pessoa acusada de um crime é inocente até que se prove o contrário. Ao defender que Bolsonaro comprove a própria inocência, o petista alegou que “ninguém está julgando ninguém pessoalmente” e que o ex-presidente deve ser julgado com base no que consta no processo.
“Tem o processo, tem os autos, tem as delações, tem as provas e a pessoa que está sendo acusada tem o direito à presunção de inocência. Ele (Bolsonaro) pode se defender, como eu não pude me defender. E eu não reclamei, não fiquei chorando, eu fui à luta”, afirmou o petista, referindo-se à própria prisão pelo caso do triplex em Guarujá, no âmbito da operação Lava Jato.
Amigo havia quase 50 anos de Mino Carta, que morreu nessa terça-feira, Lula alterou sua agenda do dia para ir ao velório no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, na zona oeste da capital paulista. O petista chegou ao local por volta das 15h, em meio ao primeiro dia do julgamento da trama golpista no STF, e deixou o cemitério cerca de uma hora depois.
Lula estava na companhia dos ministros Sidônio Palmeira (Comunicação) e Luiz Marinho (Trabalho), do deputado federal Rui Falcão (PT-SP) e do presidente nacional do PT, Edinho Silva. No local, ele cumprimentou a família de Mino, a quem teceu elogios e disse que teria feito uma cobertura sóbria e verdadeira do julgamento.
Lula compareceu ao velório após ter participado pela manhã de uma reunião com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para discutir o tarifaço. O presidente disse que busca a paz com outros países e que, após ter recorrido à OMC (Organização Mundial do Comércio), espera conseguir negociar a sobretaxa de 50% aos produtos brasileiros pelos Estados Unidos.
“Tenho o Geraldo Alckmin (vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), tenho o Fernando Haddad (ministro da Fazenda) e tenho o Mauro Vieira negociando. E falei outro dia numa entrevista: se o Trump estiver disposto a negociar, o Lulinha paz e amor está de volta”, disse.
Na saída, o petista tirou fotos com alguns dos garis do cemitério antes de retornar a Brasília.
https://www.osul.com.br/se-e-inocente-prove-que-e-inocente-diz-lula-sobre-o-julgamento-de-bolsonaro/ “Se é inocente, prove que é inocente”, diz Lula sobre o julgamento de Bolsonaro 2025-09-02
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“Se é inocente, prove que é inocente”, diz Lula sobre o julgamento de Bolsonaro
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2025-09-02
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