Moraes (foto) também é citado no material apreendido pela PF e deve ser alvo de outro relatório. (Foto: Luiz Silveira/STF)
A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso envolvendo o Banco Master marca um novo momento no andamento das investigações. A mudança ocorreu após o diretor-geral da Polícia Federal (PF) encaminhar ao ministro Edson Fachin um relatório que detalha conexões entre Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro. A partir desse encaminhamento, abre-se espaço para o aprofundamento das apurações e para a análise do material apreendido com executivos da instituição financeira.
De acordo com informações publicadas pela coluna da jornalista Malu Gaspar, no jornal O Globo, o relatório da PF menciona trocas de mensagens entre Toffoli e Vorcaro. O ministro seria citado diversas vezes em diálogos extraídos do celular do controlador do banco, aparelho que foi apreendido durante as diligências. Entre os conteúdos analisados estariam conversas que fazem referência a pagamentos destinados à esposa do magistrado.
Em dezembro, também foi noticiado que Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, celebrou contrato com o Banco Master prevendo o pagamento de R$ 130 milhões ao longo de três anos. O objetivo formal do acordo seria a prestação de serviços voltados à defesa de interesses da instituição junto a órgãos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Até o momento, não foram tornados públicos documentos que comprovem a execução detalhada dos serviços correspondentes aos valores estipulados no contrato. Nem Viviane Barci de Moraes nem Alexandre de Moraes apresentaram esclarecimentos públicos adicionais sobre o conteúdo e a extensão das atividades previstas no acordo.
Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal, a saída de Toffoli da relatoria foi interpretada como um fator que pode alterar a dinâmica processual do caso. Avalia-se que, sob sua condução, eventuais relatórios envolvendo outros ministros poderiam ter encaminhamento distinto. Com a redistribuição do processo, essa possibilidade deixa de existir.
O caso foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça, que passa a ser responsável pela análise dos elementos reunidos até aqui e pela definição dos próximos passos processuais. A mudança ocorre em um contexto de atenção pública elevada, dada a repercussão das informações divulgadas.
Nos dias que antecederam o afastamento da relatoria, Alexandre de Moraes manifestou apoio a Toffoli durante discussões internas na Corte. Em reunião reservada de ministros que tratou do tema, Moraes esteve entre os que defenderam o colega, antes de ser formalizado o pedido de afastamento. (Com informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo)
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Saída de Dias Toffoli do caso do Banco Master complica a situação de Alexandre de Moraes
Moraes (foto) também é citado no material apreendido pela PF e deve ser alvo de outro relatório. (Foto: Luiz Silveira/STF)
A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso envolvendo o Banco Master marca um novo momento no andamento das investigações. A mudança ocorreu após o diretor-geral da Polícia Federal (PF) encaminhar ao ministro Edson Fachin um relatório que detalha conexões entre Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro. A partir desse encaminhamento, abre-se espaço para o aprofundamento das apurações e para a análise do material apreendido com executivos da instituição financeira.
De acordo com informações publicadas pela coluna da jornalista Malu Gaspar, no jornal O Globo, o relatório da PF menciona trocas de mensagens entre Toffoli e Vorcaro. O ministro seria citado diversas vezes em diálogos extraídos do celular do controlador do banco, aparelho que foi apreendido durante as diligências. Entre os conteúdos analisados estariam conversas que fazem referência a pagamentos destinados à esposa do magistrado.
Em dezembro, também foi noticiado que Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, celebrou contrato com o Banco Master prevendo o pagamento de R$ 130 milhões ao longo de três anos. O objetivo formal do acordo seria a prestação de serviços voltados à defesa de interesses da instituição junto a órgãos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Até o momento, não foram tornados públicos documentos que comprovem a execução detalhada dos serviços correspondentes aos valores estipulados no contrato. Nem Viviane Barci de Moraes nem Alexandre de Moraes apresentaram esclarecimentos públicos adicionais sobre o conteúdo e a extensão das atividades previstas no acordo.
Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal, a saída de Toffoli da relatoria foi interpretada como um fator que pode alterar a dinâmica processual do caso. Avalia-se que, sob sua condução, eventuais relatórios envolvendo outros ministros poderiam ter encaminhamento distinto. Com a redistribuição do processo, essa possibilidade deixa de existir.
O caso foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça, que passa a ser responsável pela análise dos elementos reunidos até aqui e pela definição dos próximos passos processuais. A mudança ocorre em um contexto de atenção pública elevada, dada a repercussão das informações divulgadas.
Nos dias que antecederam o afastamento da relatoria, Alexandre de Moraes manifestou apoio a Toffoli durante discussões internas na Corte. Em reunião reservada de ministros que tratou do tema, Moraes esteve entre os que defenderam o colega, antes de ser formalizado o pedido de afastamento. (Com informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo)
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