Smartphone desmontado. O processador está na maior peça, que é a placa principal do celular. (Foto: Reprodução)
O processador faz parte de quase todos os aspectos do desempenho do celular. É o “cérebro” do dispositivo. O chip precisa garantir rapidez no uso do aparelho, desde a abertura de aplicativos em milissegundos, o gerenciamento do consumo de bateria e lidar com tarefas simultâneas sem travar.
Para fazer tudo isso, o chip usado nos celulares é diferente daquele usado nos computadores convencionais. Nos PCs, cada parte é individual – como a placa-mãe, o processador, a placa de vídeo, por exemplo.
Empresas como Apple, MediaTek, Qualcomm e Samsung desenvolvem esses produtos baseados no que se chama de SoC, ou System on a Chip – sistema em um chip só.
O SoC junta os pedacinhos essenciais para o funcionamento do celular em uma peça só:
– GPU (a placa de vídeo);
– NPU (unidade de processamento neural, usada para funções de inteligência artificial);
– ISP (processador de sinal de imagem, usado na fotografia);
– Módulos de conectividade (modem 5G, wi-fi, bluetooth).
Perguntas e respostas
Veja abaixo uma lista de perguntas e respostas sobre o tema.
– Como se mede o desempenho do processador? Dá para pensar que a construção de um processador é similar à de um motor de carro, explica Samir Vani, diretor da MediaTek no Brasil.
O chip do celular precisa equilibrar as funcionalidades principais para garantir que nada trave, por exemplo.
O desempenho é determinado pela arquitetura e geração dos processadores (quanto mais nova, maior a capacidade de processamento), pela velocidade do clock (a frequência que eles executam suas funções básicas) e pelo número de núcleos da CPU (o padrão hoje são de 8 a 10, distribuindo a carga de processamento).
Abrir um game exige do processador o esforço de “inicializar o aplicativo”, mas o SoC consegue liberar o processamento de vídeo (os gráficos do jogo) para a GPU, em um “jogo do equilíbrio” com a CPU e, dependendo do aparelho, a NPU.
“Hoje, os processadores têm os mesmos recursos de placas de vídeo mais avançadas, com o Ray Tracing, que “simula o comportamento da luz real” para oferecer gráficos mais realistas, explica Helio Oyama, diretor de negócios da Qualcomm.
Vale ressaltar que cada fabricante pode criar o SoC (e seus ajustes internos) seguindo especificações do smartphone.
Mas todos os chips de celular, independentemente de quem o produziu, seguem as instruções de produtos criados pela ARM, uma companhia inglesa dona da “receita” dos chips de celular.
– Um celular dobrável tem chip diferente? Na prática, é quase o mesmo chip, com algumas pequenas mudanças.
Ele precisa ser poderoso para atender a demandas específicas, segundo Oyama, como suporte a múltiplas telas, maior eficiência para equilibrar o consumo de energia e melhorar a gestão térmica.
Nesse momento, entra a otimização de fabricante de chip em parceria com a marca do celular. “São feitos ajustes na GPU para lidar de forma mais eficiente com as telas externas e internas”, completa o executivo da Qualcomm.
– Por que os celulares mais caros têm processadores melhores? Os processadores usados nos smartphones topo de linha são os que têm chips mais avançados fabricados em processos nanométricos. Um nanômetro é uma medida de tamanho referente à bilionésima parte de um metro.
“Os nanômetros referem-se à litografia, ou seja, a distância entre os transistores em um chip. Quanto menor esse espaçamento, maior o número de transistores que podem ser colocados nele”, comenta Oyama.
Na prática, mais transistores representam maior velocidade de processamento e melhor desempenho sem precisar aumentar o tamanho físico do SoC.
Os chips mais novos, como o Apple A18 Pro (iPhone 16e), Qualcomm Snapdragon 8 Elite (Samsung Galaxy Z Fold7), Samsung Exynos 2400e (Galaxy S24 FE) e MediaTek Dimensity 9400+ (aparelhos da Oppo e Jovi lançados na Ásia), são fabricados com processos de 3 nanômetros, o mais avançado até o momento.
Aparelhos intermediários usam chips de 4 a 6 nanômetros, por exemplo. Pouco mais de dez anos atrás, os processos eram de 28 nanômetros, como o Apple A7 do iPhone 5C.
– O que o controle da temperatura tem a ver com o processador? Se a temperatura do processador aumenta muito, o celular esquenta na mão do consumidor. “Isso faz com que o desempenho caia e o consumo de energia aumente”, diz Vani, da MediaTek.
Mais calor significa aumento no consumo e menor duração da bateria.
Os SoCs utilizam algoritmos para “reger a orquestra de componentes” para tornar tudo mais eficiente, segundo o executivo.
– Celular carrega mais rápido se tiver processador melhor? Além do controle energético presente nos processadores de celulares, que ajuda a bateria a durar mais, o SoC também lida com o tempo de carregamento. Nesse caso, não precisa ser o celular mais novo, com o chip mais recente.
Modelos intermediários mais novos (como a geração chinesa recém-chegada ao Brasil) suportam carregadores de 45W, 60W e até 100W, que permite “encher” a bateria bem rápido.
Para comparação, o carregador padrão do iPhone vendido pela Apple é de 20W.
O chip ajusta o controle de corrente e voltagem enviado para a bateria.
Se o celular tiver o recurso de carga rápida, o tempo do telefone ligado na tomada diminui drasticamente. “Um carregamento de 5% a 70% em 20 minutos pode mudar como o usuário interage com o aparelho”, diz Vani.
https://www.osul.com.br/saiba-o-que-e-o-processador-do-celular-e-como-ele-funciona/ Saiba o que é o processador do celular e como ele funciona 2025-08-28
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Saiba o que é o processador do celular e como ele funciona
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Para fazer tudo isso, o chip usado nos celulares é diferente daquele usado nos computadores convencionais. Nos PCs, cada parte é individual – como a placa-mãe, o processador, a placa de vídeo, por exemplo.
Empresas como Apple, MediaTek, Qualcomm e Samsung desenvolvem esses produtos baseados no que se chama de SoC, ou System on a Chip – sistema em um chip só.
O SoC junta os pedacinhos essenciais para o funcionamento do celular em uma peça só:
– GPU (a placa de vídeo);
– NPU (unidade de processamento neural, usada para funções de inteligência artificial);
– ISP (processador de sinal de imagem, usado na fotografia);
– Módulos de conectividade (modem 5G, wi-fi, bluetooth).
Perguntas e respostas
Veja abaixo uma lista de perguntas e respostas sobre o tema.
– Como se mede o desempenho do processador? Dá para pensar que a construção de um processador é similar à de um motor de carro, explica Samir Vani, diretor da MediaTek no Brasil.
O chip do celular precisa equilibrar as funcionalidades principais para garantir que nada trave, por exemplo.
O desempenho é determinado pela arquitetura e geração dos processadores (quanto mais nova, maior a capacidade de processamento), pela velocidade do clock (a frequência que eles executam suas funções básicas) e pelo número de núcleos da CPU (o padrão hoje são de 8 a 10, distribuindo a carga de processamento).
Abrir um game exige do processador o esforço de “inicializar o aplicativo”, mas o SoC consegue liberar o processamento de vídeo (os gráficos do jogo) para a GPU, em um “jogo do equilíbrio” com a CPU e, dependendo do aparelho, a NPU.
“Hoje, os processadores têm os mesmos recursos de placas de vídeo mais avançadas, com o Ray Tracing, que “simula o comportamento da luz real” para oferecer gráficos mais realistas, explica Helio Oyama, diretor de negócios da Qualcomm.
Vale ressaltar que cada fabricante pode criar o SoC (e seus ajustes internos) seguindo especificações do smartphone.
Mas todos os chips de celular, independentemente de quem o produziu, seguem as instruções de produtos criados pela ARM, uma companhia inglesa dona da “receita” dos chips de celular.
– Um celular dobrável tem chip diferente? Na prática, é quase o mesmo chip, com algumas pequenas mudanças.
Ele precisa ser poderoso para atender a demandas específicas, segundo Oyama, como suporte a múltiplas telas, maior eficiência para equilibrar o consumo de energia e melhorar a gestão térmica.
Nesse momento, entra a otimização de fabricante de chip em parceria com a marca do celular. “São feitos ajustes na GPU para lidar de forma mais eficiente com as telas externas e internas”, completa o executivo da Qualcomm.
– Por que os celulares mais caros têm processadores melhores? Os processadores usados nos smartphones topo de linha são os que têm chips mais avançados fabricados em processos nanométricos. Um nanômetro é uma medida de tamanho referente à bilionésima parte de um metro.
“Os nanômetros referem-se à litografia, ou seja, a distância entre os transistores em um chip. Quanto menor esse espaçamento, maior o número de transistores que podem ser colocados nele”, comenta Oyama.
Na prática, mais transistores representam maior velocidade de processamento e melhor desempenho sem precisar aumentar o tamanho físico do SoC.
Os chips mais novos, como o Apple A18 Pro (iPhone 16e), Qualcomm Snapdragon 8 Elite (Samsung Galaxy Z Fold7), Samsung Exynos 2400e (Galaxy S24 FE) e MediaTek Dimensity 9400+ (aparelhos da Oppo e Jovi lançados na Ásia), são fabricados com processos de 3 nanômetros, o mais avançado até o momento.
Aparelhos intermediários usam chips de 4 a 6 nanômetros, por exemplo. Pouco mais de dez anos atrás, os processos eram de 28 nanômetros, como o Apple A7 do iPhone 5C.
– O que o controle da temperatura tem a ver com o processador? Se a temperatura do processador aumenta muito, o celular esquenta na mão do consumidor. “Isso faz com que o desempenho caia e o consumo de energia aumente”, diz Vani, da MediaTek.
Mais calor significa aumento no consumo e menor duração da bateria.
Os SoCs utilizam algoritmos para “reger a orquestra de componentes” para tornar tudo mais eficiente, segundo o executivo.
– Celular carrega mais rápido se tiver processador melhor? Além do controle energético presente nos processadores de celulares, que ajuda a bateria a durar mais, o SoC também lida com o tempo de carregamento. Nesse caso, não precisa ser o celular mais novo, com o chip mais recente.
Modelos intermediários mais novos (como a geração chinesa recém-chegada ao Brasil) suportam carregadores de 45W, 60W e até 100W, que permite “encher” a bateria bem rápido.
Para comparação, o carregador padrão do iPhone vendido pela Apple é de 20W.
O chip ajusta o controle de corrente e voltagem enviado para a bateria.
Se o celular tiver o recurso de carga rápida, o tempo do telefone ligado na tomada diminui drasticamente. “Um carregamento de 5% a 70% em 20 minutos pode mudar como o usuário interage com o aparelho”, diz Vani.
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2025-08-28
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