A proposta também pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados condenados pelo Supremo
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
A proposta também pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados condenados pelo Supremo. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
A Câmara dos Deputados e o Senado Federal rejeitaram, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto conhecido como “PL da Dosimetria”, que reduz penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. A chamada dosimetria define como o juiz calcula o tamanho da pena com base na gravidade do crime, nos antecedentes e nas circunstâncias do caso.
Na prática, o projeto de lei permite a redução de penas de condenados por atos golpistas, incluindo os ataques de 8 de janeiro de 2023. A proposta também pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado pela tentativa de golpe de Estado em 2022. Deputados e senadores votaram separadamente, em sessão conjunta do Congresso Nacional.
Bolsonaro está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde, mas, em tese, segue em regime fechado, pois foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe. Segundo a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, ele só poderia passar do regime fechado para o semiaberto dentro de sete anos, em 2033. Com a nova regra, especialistas estimam que o ex-presidente terá chance de migrar de regime num prazo que varia entre dois e quatro anos. Isso porque o texto impede a soma de dois crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com pena de 4 a 8 anos de prisão; e golpe de Estado, com pena de 4 a 12 anos.
Pela medida, vale a pena do crime mais grave — golpe de Estado — acrescida de um sexto até a metade. O projeto também prevê redução da pena de um a dois terços quando os crimes ocorrerem em contexto de multidão, desde que o réu não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança. Caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) recalcular as punições de cada um dos réus.
Para isso, a corte precisará ser provocada, por exemplo, pela defesa de algum dos condenados, pelo Ministério Público ou por um ministro relator de um dos casos da tentativa de golpe. Portanto, a redução de pena não será automática. (Com informações do portal de notícias g1)
As investigações sobre venda de sentenças judiciais precisam prosseguir e ser aprofundadas. (Foto: Luiz Silveira/STF) Foi acertada a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de manter na Corte inquéritos que apuram venda de sentenças judiciais e de prorrogar o prazo das investigações. Na última semana de maio, a Procuradoria-Geral da República …
Documento enviado por Cláudio Castro diz ainda que ação ficou concentrada em áreas não residenciais. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil) O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que a megaoperação contra o Comando Vermelho respeitou as regras fixadas pela corte no julgamento da …
Mendonça vai definir se a investigação permanece na corte ou será enviada à primeira instância. Foto: Carlos Moura/SCO/STF Mendonça vai definir se a investigação permanece na corte ou será enviada à primeira instância. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF) O prazo foi acordado em reunião realizada nesta segunda-feira (23) entre Mendonça e os investigadores responsáveis pelo caso Master. …
Em nota, a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) afirmou que recebeu com satisfação a maioria formada no STF. (Foto: Udesc/Divulgação) O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou por unanimidade inconstitucional a lei aprovada em Santa Catarina que proibia o ingresso via cotas raciais ou outras ações afirmativas no ensino superior em instituições que recebem …
Saiba o que é a dosimetria, projeto que reduz pena de condenados por atos golpistas
A proposta também pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados condenados pelo Supremo
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
A proposta também pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados condenados pelo Supremo. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
A Câmara dos Deputados e o Senado Federal rejeitaram, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto conhecido como “PL da Dosimetria”, que reduz penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. A chamada dosimetria define como o juiz calcula o tamanho da pena com base na gravidade do crime, nos antecedentes e nas circunstâncias do caso.
Na prática, o projeto de lei permite a redução de penas de condenados por atos golpistas, incluindo os ataques de 8 de janeiro de 2023. A proposta também pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado pela tentativa de golpe de Estado em 2022. Deputados e senadores votaram separadamente, em sessão conjunta do Congresso Nacional.
Bolsonaro está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde, mas, em tese, segue em regime fechado, pois foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe. Segundo a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, ele só poderia passar do regime fechado para o semiaberto dentro de sete anos, em 2033. Com a nova regra, especialistas estimam que o ex-presidente terá chance de migrar de regime num prazo que varia entre dois e quatro anos. Isso porque o texto impede a soma de dois crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com pena de 4 a 8 anos de prisão; e golpe de Estado, com pena de 4 a 12 anos.
Pela medida, vale a pena do crime mais grave — golpe de Estado — acrescida de um sexto até a metade. O projeto também prevê redução da pena de um a dois terços quando os crimes ocorrerem em contexto de multidão, desde que o réu não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança. Caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) recalcular as punições de cada um dos réus.
Para isso, a corte precisará ser provocada, por exemplo, pela defesa de algum dos condenados, pelo Ministério Público ou por um ministro relator de um dos casos da tentativa de golpe. Portanto, a redução de pena não será automática. (Com informações do portal de notícias g1)
Related Posts
Ministro Cristiano Zanin, do Supremo mantém na Corte inquéritos que apuram venda de sentenças judiciais
As investigações sobre venda de sentenças judiciais precisam prosseguir e ser aprofundadas. (Foto: Luiz Silveira/STF) Foi acertada a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de manter na Corte inquéritos que apuram venda de sentenças judiciais e de prorrogar o prazo das investigações. Na última semana de maio, a Procuradoria-Geral da República …
Governador do Rio de Janeiro diz a Alexandre de Moraes que megaoperação respeitou regras do Supremo com “emprego proporcional da força”
Documento enviado por Cláudio Castro diz ainda que ação ficou concentrada em áreas não residenciais. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil) O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que a megaoperação contra o Comando Vermelho respeitou as regras fixadas pela corte no julgamento da …
Ministro André Mendonça dá 60 dias para a Polícia Federal entregar relatório completo do Banco Master
Mendonça vai definir se a investigação permanece na corte ou será enviada à primeira instância. Foto: Carlos Moura/SCO/STF Mendonça vai definir se a investigação permanece na corte ou será enviada à primeira instância. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF) O prazo foi acordado em reunião realizada nesta segunda-feira (23) entre Mendonça e os investigadores responsáveis pelo caso Master. …
Por unanimidade, Supremo derruba lei que proibia cotas raciais em universidades de Santa Catarina
Em nota, a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) afirmou que recebeu com satisfação a maioria formada no STF. (Foto: Udesc/Divulgação) O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou por unanimidade inconstitucional a lei aprovada em Santa Catarina que proibia o ingresso via cotas raciais ou outras ações afirmativas no ensino superior em instituições que recebem …