Pré-candidato (foto) tenta se firmar como opção antissistema desde que decano do STF pediu sua inclusão no inquérito das fake news. (Foto: Reprodução/Agência Câmara)
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, apontado como pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, divulgou um novo episódio da série de vídeos que tem provocado reações no Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente do ministro Gilmar Mendes.
A produção audiovisual integra uma sequência de publicações intitulada “Os Intocáveis”, divulgada nas redes sociais de Zema. Os vídeos utilizam bonecos gerados por inteligência artificial para satirizar integrantes do STF e comentar episódios recentes envolvendo o Judiciário e a política nacional. O novo conteúdo será o sexto episódio da série. O quinto capítulo havia sido publicado no fim do mês passado.
A repercussão da série ganhou maior dimensão após Gilmar Mendes solicitar ao ministro Alexandre de Moraes a inclusão de Romeu Zema no chamado inquérito das fake news, que tramita no Supremo. O pedido teve como base o primeiro vídeo da sequência publicada pelo ex-governador.
Nesse episódio inicial, um boneco que representa Gilmar Mendes aparece em diálogo com outro personagem inspirado no ministro Dias Toffoli. A conversa faz referência ao caso envolvendo o Banco Master e decisões relacionadas ao Judiciário.
Na notícia-crime encaminhada ao STF, Gilmar Mendes argumenta que o conteúdo divulgado por Zema extrapola os limites da crítica política e institucional. Segundo o ministro, o ex-governador “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal como também da minha própria pessoa”.
O episódio ampliou o embate público entre o ministro e o pré-candidato do Novo. De acordo com informações publicadas pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, integrantes da estratégia política de Zema avaliam que a controvérsia tem potencial para fortalecer a imagem do ex-governador junto a setores do eleitorado identificados com discursos críticos ao Supremo Tribunal Federal.
Nos bastidores da pré-campanha, aliados consideram que o confronto com Gilmar Mendes reforça o posicionamento de Zema como um nome “antissistema” dentro do campo da direita. A avaliação do grupo político do ex-governador é que esse discurso pode diferenciá-lo de outros possíveis concorrentes do mesmo espectro político.
Entre os nomes citados no entorno da campanha estão o senador Flávio Bolsonaro, do PL, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, ambos também associados a críticas ao STF em diferentes momentos.
Segundo a coluna Painel, a estratégia da equipe de Zema é manter a divulgação de conteúdos com críticas às decisões e atuações de ministros do Supremo. A avaliação interna é que uma eventual inclusão do ex-governador no inquérito das fake news poderia ser utilizada politicamente pela campanha como argumento de que o Judiciário estaria assumindo um papel político no cenário nacional.
O inquérito das fake news foi aberto pelo STF em 2019 para investigar ameaças, ataques virtuais e disseminação de informações falsas direcionadas à Corte e a seus integrantes. Desde então, o procedimento tem sido alvo de debates e questionamentos entre juristas, políticos e setores da sociedade civil. (Com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo)
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Romeu Zema mantém embate e posta nas redes sociais novo capítulo da série que irritou Gilmar Mendes
Pré-candidato (foto) tenta se firmar como opção antissistema desde que decano do STF pediu sua inclusão no inquérito das fake news. (Foto: Reprodução/Agência Câmara)
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, apontado como pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, divulgou um novo episódio da série de vídeos que tem provocado reações no Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente do ministro Gilmar Mendes.
A produção audiovisual integra uma sequência de publicações intitulada “Os Intocáveis”, divulgada nas redes sociais de Zema. Os vídeos utilizam bonecos gerados por inteligência artificial para satirizar integrantes do STF e comentar episódios recentes envolvendo o Judiciário e a política nacional. O novo conteúdo será o sexto episódio da série. O quinto capítulo havia sido publicado no fim do mês passado.
A repercussão da série ganhou maior dimensão após Gilmar Mendes solicitar ao ministro Alexandre de Moraes a inclusão de Romeu Zema no chamado inquérito das fake news, que tramita no Supremo. O pedido teve como base o primeiro vídeo da sequência publicada pelo ex-governador.
Nesse episódio inicial, um boneco que representa Gilmar Mendes aparece em diálogo com outro personagem inspirado no ministro Dias Toffoli. A conversa faz referência ao caso envolvendo o Banco Master e decisões relacionadas ao Judiciário.
Na notícia-crime encaminhada ao STF, Gilmar Mendes argumenta que o conteúdo divulgado por Zema extrapola os limites da crítica política e institucional. Segundo o ministro, o ex-governador “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal como também da minha própria pessoa”.
O episódio ampliou o embate público entre o ministro e o pré-candidato do Novo. De acordo com informações publicadas pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, integrantes da estratégia política de Zema avaliam que a controvérsia tem potencial para fortalecer a imagem do ex-governador junto a setores do eleitorado identificados com discursos críticos ao Supremo Tribunal Federal.
Nos bastidores da pré-campanha, aliados consideram que o confronto com Gilmar Mendes reforça o posicionamento de Zema como um nome “antissistema” dentro do campo da direita. A avaliação do grupo político do ex-governador é que esse discurso pode diferenciá-lo de outros possíveis concorrentes do mesmo espectro político.
Entre os nomes citados no entorno da campanha estão o senador Flávio Bolsonaro, do PL, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, ambos também associados a críticas ao STF em diferentes momentos.
Segundo a coluna Painel, a estratégia da equipe de Zema é manter a divulgação de conteúdos com críticas às decisões e atuações de ministros do Supremo. A avaliação interna é que uma eventual inclusão do ex-governador no inquérito das fake news poderia ser utilizada politicamente pela campanha como argumento de que o Judiciário estaria assumindo um papel político no cenário nacional.
O inquérito das fake news foi aberto pelo STF em 2019 para investigar ameaças, ataques virtuais e disseminação de informações falsas direcionadas à Corte e a seus integrantes. Desde então, o procedimento tem sido alvo de debates e questionamentos entre juristas, políticos e setores da sociedade civil. (Com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo)
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