A montagem dos palanques estaduais vinha sendo tratada como um dos principais ativos políticos da pré-campanha do senador.
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A montagem dos palanques estaduais vinha sendo tratada como um dos principais ativos políticos da pré-campanha do senador. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
A crise provocada pela revelação das negociações entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro passou a afetar diretamente as articulações políticas do bolsonarismo para as eleições deste ano. O desgaste envolvendo o Banco Master interrompeu negociações para formação de palanques estaduais e levou partidos e lideranças regionais a recalcularem o custo eleitoral de associar suas campanhas ao projeto presidencial do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Dirigentes partidários, governadores e parlamentares discutem estratégias para evitar que a crise nacional afete disputas locais consideradas competitivas. O movimento já produz reflexos em estados como Santa Catarina, Ceará, Bahia, Minas Gerais e São Paulo.
Em Santa Catarina, onde o PL esperava reunir um amplo palanque da direita, a tendência agora é de isolamento político. O governador Jorginho Mello e o ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues eram vistos como possíveis aliados de Flávio. Após a divulgação das mensagens entre Vorcaro e o senador, Rodrigues passou a defender apoio exclusivo ao governador Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD à Presidência.
Mesmo assim, João Rodrigues evita atacar o senador publicamente.
“Ficar em silêncio é o melhor caminho”, afirmou.
O desgaste também intensificou disputas internas da direita catarinense pela vaga ao Senado. Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni são apontados como interessados na disputa, além do senador Esperidião Amin, que tentará a reeleição.
No Ceará, o ex-governador Ciro Gomes, pré-candidato ao governo estadual, passou a defender uma campanha sem forte associação à disputa presidencial. Apesar da aproximação regional com integrantes do PL, aliados do pedetista afirmam que o foco será exclusivamente estadual.
“Ciro não vai tratar de Presidência. Somente de governo do estado”, afirmou o deputado Mauro Benevides Filho.
Na Bahia, o ex-prefeito ACM Neto também mantém distância da polarização nacional. Interlocutores afirmam que a federação União Brasil-PP desacelerou conversas nacionais com Flávio após a repercussão do caso.
Mesmo em estados considerados mais alinhados ao bolsonarismo, aliados passaram a demonstrar cautela. Em São Paulo, integrantes do Republicanos admitem preocupação com o potencial de desgaste nacional da crise, apesar do apoio do governador Tarcísio de Freitas à família Bolsonaro.
Em Minas Gerais, dirigentes do Republicanos afirmam que ainda há indefinição sobre eventual apoio formal do senador Cleitinho à candidatura presidencial de Flávio.
Apesar do impacto político, integrantes do PL evitam qualquer sinalização de abandono da candidatura do senador. Parlamentares como Sergio Moro e Efraim Filho minimizaram a crise e afirmaram que Flávio já apresentou esclarecimentos sobre o caso.
A montagem dos palanques estaduais era considerada um dos principais ativos da pré-campanha do senador. Parte das negociações entrou em compasso de espera após a divulgação, pelo Intercept Brasil, de mensagens, áudios e documentos que apontam tratativas entre Flávio e Vorcaro para financiar “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.
Segundo a publicação, o acordo previa aportes de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões. O episódio atingiu o PL justamente no momento em que o partido tentava consolidar alianças com legendas do Centrão, governadores de direita e setores mais ideológicos do bolsonarismo.
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Relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro afeta palanques de aliados, que tentam evitar contaminação da crise
A montagem dos palanques estaduais vinha sendo tratada como um dos principais ativos políticos da pré-campanha do senador.
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A montagem dos palanques estaduais vinha sendo tratada como um dos principais ativos políticos da pré-campanha do senador. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
A crise provocada pela revelação das negociações entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro passou a afetar diretamente as articulações políticas do bolsonarismo para as eleições deste ano. O desgaste envolvendo o Banco Master interrompeu negociações para formação de palanques estaduais e levou partidos e lideranças regionais a recalcularem o custo eleitoral de associar suas campanhas ao projeto presidencial do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Mesmo em estados considerados mais alinhados ao bolsonarismo, aliados passaram a demonstrar cautela. Em São Paulo, integrantes do Republicanos admitem preocupação com o potencial de desgaste nacional da crise, apesar do apoio do governador Tarcísio de Freitas à família Bolsonaro.
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Apesar do impacto político, integrantes do PL evitam qualquer sinalização de abandono da candidatura do senador. Parlamentares como Sergio Moro e Efraim Filho minimizaram a crise e afirmaram que Flávio já apresentou esclarecimentos sobre o caso.
A montagem dos palanques estaduais era considerada um dos principais ativos da pré-campanha do senador. Parte das negociações entrou em compasso de espera após a divulgação, pelo Intercept Brasil, de mensagens, áudios e documentos que apontam tratativas entre Flávio e Vorcaro para financiar “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.
Segundo a publicação, o acordo previa aportes de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões. O episódio atingiu o PL justamente no momento em que o partido tentava consolidar alianças com legendas do Centrão, governadores de direita e setores mais ideológicos do bolsonarismo.
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