O placar da votação foi de 47 integrantes da executiva nacional contrários contra apenas 15 favoráveis
Foto: Arquivo/Ricardo Stuckert/PR
O placar da votação foi de 47 integrantes da executiva nacional contrários contra apenas 15 favoráveis. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O Diretório Nacional do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) decidiu não ingressar da federação PT-PCdoB-PV em reunião realizada neste sábado (7). A união era impulsionada pelo grupo do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL).
“A proposta de ingresso do PSOL na Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV) não foi aprovada pelo Diretório Nacional do PSOL”, diz a nota.
O placar da votação foi de 47 integrantes da executiva nacional contrários contra apenas 15 favoráveis. Na mesma reunião, o grupo também optou por renovar a federação que tinha com o partido Rede Sustentabilidade. A legenda ainda aprovou por unanimidade o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o documento, a decisão de apoiar Lula ainda no primeiro turno está ligada à estratégia de enfrentar a extrema-direita no país e fortalecer a unidade das forças de esquerda.
“O PSOL assumiu a responsabilidade histórica de fortalecer a unidade das esquerdas para resistir aos retrocessos e reconstruir o Brasil”, afirma a resolução.
“O que havia para ser debatido foi debatido de modo amplo e democrático, com todas as tendências do partido colaborando com os temas propostos. Agora, é unir forças para reeleger Lula e ampliar nossa bancada de deputados”, disse a presidente da legenda, Paula Coradi.
A ala do PSOL contrária a união partidária com o PT alega que o partido se tornaria um satélite do governo e do próprio PT. Além disso, essa corrente diz que o PSOL seria obrigado a apoiar nomes como Helder Barbalho (MDB), no Pará, Eduardo Paes (PSD) no Rio de Janeiro, e Rodrigo Pacheco (PSD) em Minas Gerais.
A decisão deste sábado mostra a divisão dentro do partido. De um lado, está o Revolução Solidária, do ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), e da deputada Erika Hilton (SP), que eram favoráveis à aliança. Do outro estão as demais alas, como o Primavera Socialista e o Movimento Esquerda Socialista, que se opuseram à federação.
Erika Hilton contou que o resultado já era esperado por conta da movimentação dentro da legendas nos últimos dias.
“Apesar de achar que foi um erro a decisão, evidentemente, respeito a posição da maioria. É uma pena que o partido, em vez de priorizar uma tática voltada à ampliação da nossa bancada, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, e ao fortalecimento mais amplo do campo da esquerda, tenha optado por concentrar seus principais esforços na superação da cláusula de barreira”, pontua.
Já a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) comemorou a votação da executiva.
“Muito importante a decisão do PSOL de não fazer federação com o PT. Assim, seguiremos com a nossa independência política, fundamental para defender nosso programa, votar no Congresso conforme nossas convicções, apresentar candidaturas próprias em estados e municípios. Também reafirmamos que estaremos junto a Lula na batalha das eleitoral em outubro”, avaliou.
Será criada também uma nova área interna, a Superintendência de Mercados Digitais, para avaliar se há risco de infrações concorrenciais na forma de atuação dessas empresas. (Foto: Reprodução) O projeto de lei para regulamentar as big techs e as redes sociais empacou no Congresso às vésperas do ano eleitoral, época em que os ataques aumentam. …
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Psol rejeita federação com o PT mas mantém apoio ao presidente Lula nas eleições
O placar da votação foi de 47 integrantes da executiva nacional contrários contra apenas 15 favoráveis
Foto: Arquivo/Ricardo Stuckert/PR
O placar da votação foi de 47 integrantes da executiva nacional contrários contra apenas 15 favoráveis. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O Diretório Nacional do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) decidiu não ingressar da federação PT-PCdoB-PV em reunião realizada neste sábado (7). A união era impulsionada pelo grupo do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL).
“A proposta de ingresso do PSOL na Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV) não foi aprovada pelo Diretório Nacional do PSOL”, diz a nota.
O placar da votação foi de 47 integrantes da executiva nacional contrários contra apenas 15 favoráveis. Na mesma reunião, o grupo também optou por renovar a federação que tinha com o partido Rede Sustentabilidade. A legenda ainda aprovou por unanimidade o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o documento, a decisão de apoiar Lula ainda no primeiro turno está ligada à estratégia de enfrentar a extrema-direita no país e fortalecer a unidade das forças de esquerda.
“O PSOL assumiu a responsabilidade histórica de fortalecer a unidade das esquerdas para resistir aos retrocessos e reconstruir o Brasil”, afirma a resolução.
“O que havia para ser debatido foi debatido de modo amplo e democrático, com todas as tendências do partido colaborando com os temas propostos. Agora, é unir forças para reeleger Lula e ampliar nossa bancada de deputados”, disse a presidente da legenda, Paula Coradi.
A ala do PSOL contrária a união partidária com o PT alega que o partido se tornaria um satélite do governo e do próprio PT. Além disso, essa corrente diz que o PSOL seria obrigado a apoiar nomes como Helder Barbalho (MDB), no Pará, Eduardo Paes (PSD) no Rio de Janeiro, e Rodrigo Pacheco (PSD) em Minas Gerais.
A decisão deste sábado mostra a divisão dentro do partido. De um lado, está o Revolução Solidária, do ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), e da deputada Erika Hilton (SP), que eram favoráveis à aliança. Do outro estão as demais alas, como o Primavera Socialista e o Movimento Esquerda Socialista, que se opuseram à federação.
Erika Hilton contou que o resultado já era esperado por conta da movimentação dentro da legendas nos últimos dias.
“Apesar de achar que foi um erro a decisão, evidentemente, respeito a posição da maioria. É uma pena que o partido, em vez de priorizar uma tática voltada à ampliação da nossa bancada, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, e ao fortalecimento mais amplo do campo da esquerda, tenha optado por concentrar seus principais esforços na superação da cláusula de barreira”, pontua.
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“Muito importante a decisão do PSOL de não fazer federação com o PT. Assim, seguiremos com a nossa independência política, fundamental para defender nosso programa, votar no Congresso conforme nossas convicções, apresentar candidaturas próprias em estados e municípios. Também reafirmamos que estaremos junto a Lula na batalha das eleitoral em outubro”, avaliou.
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