Requerimento, que precisa ser aprovado pela CPMI, será apresentado na forma de convite ao ministro. (Foto: Luiz Silveira/STF)
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou, nessa sexta-feira (6), que pretende apresentar à comissão um pedido de comparecimento do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para prestar esclarecimentos sobre decisões judiciais que suspenderam medidas aprovadas pelo colegiado no âmbito das investigações.
O requerimento, que ainda precisa ser analisado e aprovado pela comissão, será apresentado na forma de convite – modalidade em que a presença do convidado não é obrigatória. Segundo o senador, a intenção é abrir espaço para que o ministro explique os fundamentos jurídicos de sua decisão que impactou diretamente o andamento dos trabalhos da CPMI.
O pedido ocorre após Dino suspender, na última quinta-feira (5), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida foi determinada por decisão liminar e teve como base questionamentos apresentados à Corte sobre a legalidade da deliberação da comissão parlamentar.
A decisão também estendeu os efeitos de uma medida concedida no dia anterior à empresária Roberta Moreira Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha. No despacho, o ministro determinou a suspensão das quebras de sigilo aprovadas pela CPMI até análise mais aprofundada do caso.
Para Carlos Viana, a presença de Dino na comissão permitiria esclarecer o entendimento do STF sobre a atuação do colegiado. “Entendo que, diante da relevância e dos efeitos dessa decisão sobre os trabalhos da comissão, é importante que o parlamento e a sociedade brasileira tenham pleno conhecimento dos fundamentos jurídicos que a motivaram”, afirmou o senador.
Ele acrescentou que, caso o convite seja aceito, o comparecimento representará uma oportunidade de esclarecimento público. “Será uma oportunidade importante para o esclarecimento público e para o fortalecimento das instituições”, disse.
Viana também afirmou que, mesmo na hipótese de o ministro não comparecer, o pedido cumpre o papel institucional do Congresso de buscar diálogo entre os Poderes. “Caso não seja possível a presença, o Congresso Nacional terá cumprido seu dever de buscar esse diálogo institucional”, declarou o parlamentar em publicação em seu perfil na rede social X (antigo Twitter).
A decisão de Dino ocorreu em um momento em que já circulavam publicamente informações sobre movimentações financeiras atribuídas a Lulinha. A defesa do empresário apresentou petição ao STF apontando possível vazamento de dados sigilosos. A mesma reclamação também foi encaminhada à Polícia Federal e à própria CPMI.
De acordo com dados bancários enviados à comissão, Lulinha movimentou cerca de R$ 19,5 milhões ao longo de quatro anos. O montante inclui aproximadamente R$ 9,774 milhões em entradas e R$ 9,758 milhões em saídas registradas em quatro contas bancárias mantidas no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal.
As movimentações analisadas pela comissão abrangem o período entre 3 de janeiro de 2022 e 30 de janeiro deste ano. Os dados passaram a integrar o material examinado pelos parlamentares no contexto das investigações conduzidas pela CPMI.
Paralelamente, a Polícia Federal investiga menções ao nome de Lulinha no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de desvios de recursos ligados a benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Uma das linhas de investigação considera a hipótese de que o filho do presidente tenha atuado como sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. (Com informações da Folha de S.Paulo)
“É uma honra saber que eu faço parte como ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou André Fufuca. (Foto: Câmara dos Deputados) O ministro dos Esportes, André Fufuca (PP-MA), participou de evento ao lado do presidente Lula nessa segunda-feira (6), no Maranhão. Mesmo com ultimato de seu partido para que ele deixe o …
Trump e Lula poderão se encontrar cara a cara pela primeira vez nos corredores da ONU. Foto: Ricardo Stuckert/PR e Reprodução Trump e Lula poderão se encontrar cara a cara pela primeira vez nos corredores da ONU. (Foto: Ricardo Stuckert/PR e Reprodução) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se converter no principal antagonista …
Na prática, o projeto estabelece um critério biológico para a ocupação de funções. Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados Na prática, o projeto estabelece um critério biológico para a ocupação de funções. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados) A proposta altera o regimento interno da Casa e tem sido chamada por críticos de “Projeto Anti-Erika Hilton”, em …
Ministro revela que comprou medicamento em Portugal e defende fim da guerra às drogas. Foto: Fellipe Sampaio/STF O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou ter adquirido, em Portugal, um medicamento à base de cannabis para alívio de dores e disse ter ficado com “boa impressão” da forma como esses produtos são comercializados …
Presidente de CPMI quer que o ministro Flávio Dino explique suspensões de quebra de sigilo de Lulinha
Requerimento, que precisa ser aprovado pela CPMI, será apresentado na forma de convite ao ministro. (Foto: Luiz Silveira/STF)
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou, nessa sexta-feira (6), que pretende apresentar à comissão um pedido de comparecimento do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para prestar esclarecimentos sobre decisões judiciais que suspenderam medidas aprovadas pelo colegiado no âmbito das investigações.
O requerimento, que ainda precisa ser analisado e aprovado pela comissão, será apresentado na forma de convite – modalidade em que a presença do convidado não é obrigatória. Segundo o senador, a intenção é abrir espaço para que o ministro explique os fundamentos jurídicos de sua decisão que impactou diretamente o andamento dos trabalhos da CPMI.
O pedido ocorre após Dino suspender, na última quinta-feira (5), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida foi determinada por decisão liminar e teve como base questionamentos apresentados à Corte sobre a legalidade da deliberação da comissão parlamentar.
A decisão também estendeu os efeitos de uma medida concedida no dia anterior à empresária Roberta Moreira Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha. No despacho, o ministro determinou a suspensão das quebras de sigilo aprovadas pela CPMI até análise mais aprofundada do caso.
Para Carlos Viana, a presença de Dino na comissão permitiria esclarecer o entendimento do STF sobre a atuação do colegiado. “Entendo que, diante da relevância e dos efeitos dessa decisão sobre os trabalhos da comissão, é importante que o parlamento e a sociedade brasileira tenham pleno conhecimento dos fundamentos jurídicos que a motivaram”, afirmou o senador.
Ele acrescentou que, caso o convite seja aceito, o comparecimento representará uma oportunidade de esclarecimento público. “Será uma oportunidade importante para o esclarecimento público e para o fortalecimento das instituições”, disse.
Viana também afirmou que, mesmo na hipótese de o ministro não comparecer, o pedido cumpre o papel institucional do Congresso de buscar diálogo entre os Poderes. “Caso não seja possível a presença, o Congresso Nacional terá cumprido seu dever de buscar esse diálogo institucional”, declarou o parlamentar em publicação em seu perfil na rede social X (antigo Twitter).
A decisão de Dino ocorreu em um momento em que já circulavam publicamente informações sobre movimentações financeiras atribuídas a Lulinha. A defesa do empresário apresentou petição ao STF apontando possível vazamento de dados sigilosos. A mesma reclamação também foi encaminhada à Polícia Federal e à própria CPMI.
De acordo com dados bancários enviados à comissão, Lulinha movimentou cerca de R$ 19,5 milhões ao longo de quatro anos. O montante inclui aproximadamente R$ 9,774 milhões em entradas e R$ 9,758 milhões em saídas registradas em quatro contas bancárias mantidas no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal.
As movimentações analisadas pela comissão abrangem o período entre 3 de janeiro de 2022 e 30 de janeiro deste ano. Os dados passaram a integrar o material examinado pelos parlamentares no contexto das investigações conduzidas pela CPMI.
Paralelamente, a Polícia Federal investiga menções ao nome de Lulinha no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de desvios de recursos ligados a benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Uma das linhas de investigação considera a hipótese de que o filho do presidente tenha atuado como sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. (Com informações da Folha de S.Paulo)
Related Posts
“Eu estou com Lula”, diz ministro após ultimato do partido Progressistas para ele deixar o governo
“É uma honra saber que eu faço parte como ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou André Fufuca. (Foto: Câmara dos Deputados) O ministro dos Esportes, André Fufuca (PP-MA), participou de evento ao lado do presidente Lula nessa segunda-feira (6), no Maranhão. Mesmo com ultimato de seu partido para que ele deixe o …
Guerra ideológica entre Brasil e Estados Unidos na abertura da Assembleia-Geral da ONU nesta terça
Trump e Lula poderão se encontrar cara a cara pela primeira vez nos corredores da ONU. Foto: Ricardo Stuckert/PR e Reprodução Trump e Lula poderão se encontrar cara a cara pela primeira vez nos corredores da ONU. (Foto: Ricardo Stuckert/PR e Reprodução) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se converter no principal antagonista …
Vereadores de Curitiba propõem “projeto anti-Erika Hilton”
Na prática, o projeto estabelece um critério biológico para a ocupação de funções. Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados Na prática, o projeto estabelece um critério biológico para a ocupação de funções. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados) A proposta altera o regimento interno da Casa e tem sido chamada por críticos de “Projeto Anti-Erika Hilton”, em …
Ministro Gilmar Mendes diz que já utilizou cannabis medicinal para dores
Ministro revela que comprou medicamento em Portugal e defende fim da guerra às drogas. Foto: Fellipe Sampaio/STF O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou ter adquirido, em Portugal, um medicamento à base de cannabis para alívio de dores e disse ter ficado com “boa impressão” da forma como esses produtos são comercializados …