Bolsonaro teve a prisão domiciliar convertida em preventiva no sábado
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Bolsonaro teve a prisão domiciliar convertida em preventiva no sábado (22). (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
Por unanimidade, os quatro ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram por manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele está encarcerado em uma sala da Polícia Federal (PF), em Brasília, desde sábado (22).
O julgamento começou às 8h dessa segunda-feira (24) em sessão virtual extraordinária. A última a votar foi a ministra Cármen Lúcia, que não apresentou voto escrito e seguiu na íntegra o relator, ministro Alexandre de Moraes.
Bolsonaro foi preso na manhã de sábado a mando de Moraes, após ter tentado violar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Em audiência de custódia, o ex-presidente confessou o ato e alegou “paranoia” causada por medicamentos.
Na decisão em que determinou a prisão preventiva, Moraes apontou também para uma vigília que fora convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, para ser realizada em frente ao condomínio em que Bolsonaro se encontrava em prisão domiciliar, no bairro do Jardim Botânico, em Brasília.
“A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, escreveu o ministro. Ele disse ter decretado a prisão preventiva para “garantir a aplicação da lei penal”.
“Ecossistema criminoso”
No voto dessa segunda, como esperado, Moraes se ateve apenas a reproduzir a própria decisão. O ministro Flávio Dino, por sua vez, anexou voto por escrito, no qual afirmou que a vigília convocada para área densamente povoada representava “insuportável ameaça à ordem pública”, colocando os moradores da região em risco.
Dino citou ainda a fuga recente do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) para os Estados Unidos, além de outras tentativas de fuga de apoiadores de Bolsonaro. “As fugas citadas mostram profunda deslealdade com as instituições pátrias, compondo um deplorável ecossistema criminoso”, afirmou o ministro.
Instada a se manifestar, a defesa de Bolsonaro alegou “confusão mental” provocada pela interação de medicamentos com ação sobre o sistema nervoso central. No dia anterior à prisão, a defesa do ex-presidente havia solicitado que Bolsonaro cumpra pena em prisão domiciliar humanitária ao STF. O pedido foi rejeitado.
Cristiano Zanin somente acompanhou o relator, na íntegra, sem anexar voto escrito.
Recursos
Em setembro, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo a 27 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado. Por 4 votos a 1, ele foi considerado culpado de liderar uma organização criminosa armada para tentar um golpe de Estado, com o objetivo de manter-se no poder mesmo após derrota eleitoral em 2022.
Até o momento, a Primeira Turma rejeitou os primeiros recursos da defesa do ex-presidente e de mais seis acusados condenados na mesma ação penal, que teve como alvo o núcleo 1, ou “núcleo crucial” da trama golpista. Ramagem faz parte do mesmo grupo, tendo sido condenado a mais de 16 anos de prisão.
Nessa segunda, encerrou-se o prazo para a defesa insistir com novos embargos de declaração, tipo de recurso que visa esclarecer dúvidas ou lacunas na decisão de condenação, mas que em tese não teria o efeito de modificar o resultado do julgamento.
A defesa poderia ainda apelar para os embargos infringentes, em que os advogados podem pleitear a reversão da condenação tendo como fundamento os votos pela absolvição. A jurisprudência do Supremo, contudo, preconiza que esse tipo de recurso cabe somente se houver mais de um voto divergente, o que não foi o caso de Bolsonaro.
Em casos similares, Moraes determinou o cumprimento de pena logo após ser confirmada a rejeição dos primeiros embargos de declaração, sob o argumento de que qualquer recurso adicional seria “meramente protelatório”. (Com informações da Agência Brasil)
https://www.osul.com.br/por-unanimidade-supremo-decide-manter-bolsonaro-preso-preventivamente/ Por unanimidade, Supremo decide manter Bolsonaro preso preventivamente 2025-11-24
Aliados do presidente afirmam que a estratégia de esperar para dar uma declaração pública também foi proposital. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) Ao declarar que a operação Contenção, realizada pelas polícias do Rio e que deixou 121 mortos, foi uma “matança”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quis deixar um registro de manifestação sobre o assunto …
Somente em 2025, entre janeiro e setembro, a Log recebeu R$ 1,4 milhão do partido, dividido em 29 contratos, sendo os mais altos no valor de R$ 120 mil por serviços técnicos prestados em maio, junho e julho. (Foto: Divulgação) Quase quatro anos depois de um dirigente partidário pedir para deixar o cargo, o PT …
A quantia foi repassada pelo “Careca do INSS” em seis transações entre 3 de novembro de 2023 e 13 de março de 2025. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado) O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, repassou à publicitária Danielle Miranda Fonteles R$ 5 milhões entre novembro de 2023 e março de 2025. …
A carta foi lida por Flávio pouco antes de seu pai passar por cirurgia para corrigir uma hérnia inguinal bilateral. (Foto: Anholete/Agência Senado) A carta de próprio punho escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para abençoar a candidatura ao Palácio do Planalto de seu filho 01, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi planejada para manter …
Por unanimidade, Supremo decide manter Bolsonaro preso preventivamente
Bolsonaro teve a prisão domiciliar convertida em preventiva no sábado
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Bolsonaro teve a prisão domiciliar convertida em preventiva no sábado (22). (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
Por unanimidade, os quatro ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram por manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele está encarcerado em uma sala da Polícia Federal (PF), em Brasília, desde sábado (22).
O julgamento começou às 8h dessa segunda-feira (24) em sessão virtual extraordinária. A última a votar foi a ministra Cármen Lúcia, que não apresentou voto escrito e seguiu na íntegra o relator, ministro Alexandre de Moraes.
Bolsonaro foi preso na manhã de sábado a mando de Moraes, após ter tentado violar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Em audiência de custódia, o ex-presidente confessou o ato e alegou “paranoia” causada por medicamentos.
Na decisão em que determinou a prisão preventiva, Moraes apontou também para uma vigília que fora convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, para ser realizada em frente ao condomínio em que Bolsonaro se encontrava em prisão domiciliar, no bairro do Jardim Botânico, em Brasília.
“A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, escreveu o ministro. Ele disse ter decretado a prisão preventiva para “garantir a aplicação da lei penal”.
“Ecossistema criminoso”
No voto dessa segunda, como esperado, Moraes se ateve apenas a reproduzir a própria decisão. O ministro Flávio Dino, por sua vez, anexou voto por escrito, no qual afirmou que a vigília convocada para área densamente povoada representava “insuportável ameaça à ordem pública”, colocando os moradores da região em risco.
Dino citou ainda a fuga recente do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) para os Estados Unidos, além de outras tentativas de fuga de apoiadores de Bolsonaro. “As fugas citadas mostram profunda deslealdade com as instituições pátrias, compondo um deplorável ecossistema criminoso”, afirmou o ministro.
Instada a se manifestar, a defesa de Bolsonaro alegou “confusão mental” provocada pela interação de medicamentos com ação sobre o sistema nervoso central. No dia anterior à prisão, a defesa do ex-presidente havia solicitado que Bolsonaro cumpra pena em prisão domiciliar humanitária ao STF. O pedido foi rejeitado.
Cristiano Zanin somente acompanhou o relator, na íntegra, sem anexar voto escrito.
Recursos
Em setembro, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo a 27 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado. Por 4 votos a 1, ele foi considerado culpado de liderar uma organização criminosa armada para tentar um golpe de Estado, com o objetivo de manter-se no poder mesmo após derrota eleitoral em 2022.
Até o momento, a Primeira Turma rejeitou os primeiros recursos da defesa do ex-presidente e de mais seis acusados condenados na mesma ação penal, que teve como alvo o núcleo 1, ou “núcleo crucial” da trama golpista. Ramagem faz parte do mesmo grupo, tendo sido condenado a mais de 16 anos de prisão.
Nessa segunda, encerrou-se o prazo para a defesa insistir com novos embargos de declaração, tipo de recurso que visa esclarecer dúvidas ou lacunas na decisão de condenação, mas que em tese não teria o efeito de modificar o resultado do julgamento.
A defesa poderia ainda apelar para os embargos infringentes, em que os advogados podem pleitear a reversão da condenação tendo como fundamento os votos pela absolvição. A jurisprudência do Supremo, contudo, preconiza que esse tipo de recurso cabe somente se houver mais de um voto divergente, o que não foi o caso de Bolsonaro.
Em casos similares, Moraes determinou o cumprimento de pena logo após ser confirmada a rejeição dos primeiros embargos de declaração, sob o argumento de que qualquer recurso adicional seria “meramente protelatório”. (Com informações da Agência Brasil)
https://www.osul.com.br/por-unanimidade-supremo-decide-manter-bolsonaro-preso-preventivamente/
Por unanimidade, Supremo decide manter Bolsonaro preso preventivamente
2025-11-24
Related Posts
Lula tenta se blindar de responsabilização política ao chamar ação no Rio de “matança”
Aliados do presidente afirmam que a estratégia de esperar para dar uma declaração pública também foi proposital. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) Ao declarar que a operação Contenção, realizada pelas polícias do Rio e que deixou 121 mortos, foi uma “matança”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quis deixar um registro de manifestação sobre o assunto …
PT gasta mais de R$ 8 milhões com empresas de dirigente
Somente em 2025, entre janeiro e setembro, a Log recebeu R$ 1,4 milhão do partido, dividido em 29 contratos, sendo os mais altos no valor de R$ 120 mil por serviços técnicos prestados em maio, junho e julho. (Foto: Divulgação) Quase quatro anos depois de um dirigente partidário pedir para deixar o cargo, o PT …
Publicitária de campanhas do PT recebeu R$ 5 milhões do “Careca do INSS”
A quantia foi repassada pelo “Careca do INSS” em seis transações entre 3 de novembro de 2023 e 13 de março de 2025. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado) O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, repassou à publicitária Danielle Miranda Fonteles R$ 5 milhões entre novembro de 2023 e março de 2025. …
Carta de Bolsonaro em apoio a Flávio, no dia do Natal, é estratégia para segurar racha
A carta foi lida por Flávio pouco antes de seu pai passar por cirurgia para corrigir uma hérnia inguinal bilateral. (Foto: Anholete/Agência Senado) A carta de próprio punho escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para abençoar a candidatura ao Palácio do Planalto de seu filho 01, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi planejada para manter …