Defesa do lobista diz que sua empresa teve dois outros veículos e mais R$ 30 mil roubados. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
A PF (Polícia Federal) encontrou indícios de que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, tentou corromper duas policiais de São Paulo para forjar o furto de um carro de luxo e incriminar um ex-assessor.
O Audi estava com Antunes quando foi apreendido, mas, de acordo com uma decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), pertencia ao ex-funcionário Edson Medeiros.
O documento – que está sob sigilo – foi revelado pelo Metrópoles e obtido pela Folha. No texto, o ministro determina que o carro seja restituído a Medeiros, já que o veículo não é fundamental para as investigações.
No processo, segundo o ministro, a defesa do Careca do INSS afirmou que o ex-diretor não era o titular do Audi e que o veículo teria sido furtado dele, mas Mendonça refutou essa possibilidade.
“Segundo noticiado pela Polícia Federal em sua representação nos autos, há fortes indícios de que Antonio Camilo (Antunes) teria corrompido duas policiais civis do Estado de São Paulo, uma escrivã e uma investigadora, para que forjassem a prática de um suposto crime de furto do veículo Audi”, diz o magistrado.
A defesa de Antunes negou a tentativa de incriminar as policiais e informou que as acusações de furto contra o ex-assessor foram feitas pela subtração de dois outros carros, não pelo Audi – objeto citado na decisão de Mendonça.
Em sua decisão, Mendonça ressaltou que mensagens anexadas ao processo mostram Medeiros tratando da documentação de compra do veículo, o que demonstra que ele era o seu titular.
Segundo o ministro, depois disso o então funcionário emprestou o carro para Antunes.
“Nesse momento é que ocorreu a apreensão do automóvel”, disse Mendonça, com referência a operação da PF que encontrou o Audi em posse do Careca do INSS.
De acordo com o ministro do STF, as policiais envolvidas na tentativa de forjar o furto do carro foram afastadas de seus cargos.
Citando um relato da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo, o ministro afirmou que foram encontradas com uma delas anotações sobre documentos dos carros de Antunes.
A defesa do Careca do INSS afirma que ele registrou uma queixa de furto contra seu ex-assessor. O caso é investigado pela Polícia Civil de São Paulo, mas não diz respeito ao Audi, e sim a outros carros.
De acordo com o relatório da ocorrência, Antunes disse que o funcionário subtraiu de uma empresa sua dois veículos de luxo – um Porsche 911 Carrera GTS e uma BMW M5 –, um celular iPhone, um iPad, utensílios domésticos e mais R$ 30 mil que estavam no cofre da companhia.
Ainda segundo o registro da Polícia Civil, o lobista diz que foi cobrado em R$ 2 milhões para que tudo fosse devolvido.
O ex-funcionário foi procurado pela reportagem, mas preferiu não comentar o caso. Nos autos, ele negou as acusações e disse que o lobista devia a ele mais de R$ 1 milhão.
Ambos foram sócios e trabalharam juntos, segundo o relato da polícia, que chegou a apreender a BMW, junto com diversos equipamentos eletrônicos, mas não encontrou o Porsche durante as diligências.
Mensagens anexadas ao processo indicam ainda que Antunes teria emprestado a BMW ao ex-funcionário.
“Nossa manifestação é que Edson (Medeiros) subtraiu bens da empresa e de Antônio (Camilo Antunes), que um dos veículos está desaparecido até o momento e que confia na Justiça”, disse, por sua vez, a defesa do Careca do INSS. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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Polícia Federal vê indícios de que o Careca do INSS corrompeu policiais para forjar furto de Audi
Defesa do lobista diz que sua empresa teve dois outros veículos e mais R$ 30 mil roubados. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
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O Audi estava com Antunes quando foi apreendido, mas, de acordo com uma decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), pertencia ao ex-funcionário Edson Medeiros.
O documento – que está sob sigilo – foi revelado pelo Metrópoles e obtido pela Folha. No texto, o ministro determina que o carro seja restituído a Medeiros, já que o veículo não é fundamental para as investigações.
No processo, segundo o ministro, a defesa do Careca do INSS afirmou que o ex-diretor não era o titular do Audi e que o veículo teria sido furtado dele, mas Mendonça refutou essa possibilidade.
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A defesa de Antunes negou a tentativa de incriminar as policiais e informou que as acusações de furto contra o ex-assessor foram feitas pela subtração de dois outros carros, não pelo Audi – objeto citado na decisão de Mendonça.
Em sua decisão, Mendonça ressaltou que mensagens anexadas ao processo mostram Medeiros tratando da documentação de compra do veículo, o que demonstra que ele era o seu titular.
Segundo o ministro, depois disso o então funcionário emprestou o carro para Antunes.
“Nesse momento é que ocorreu a apreensão do automóvel”, disse Mendonça, com referência a operação da PF que encontrou o Audi em posse do Careca do INSS.
De acordo com o ministro do STF, as policiais envolvidas na tentativa de forjar o furto do carro foram afastadas de seus cargos.
Citando um relato da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo, o ministro afirmou que foram encontradas com uma delas anotações sobre documentos dos carros de Antunes.
A defesa do Careca do INSS afirma que ele registrou uma queixa de furto contra seu ex-assessor. O caso é investigado pela Polícia Civil de São Paulo, mas não diz respeito ao Audi, e sim a outros carros.
De acordo com o relatório da ocorrência, Antunes disse que o funcionário subtraiu de uma empresa sua dois veículos de luxo – um Porsche 911 Carrera GTS e uma BMW M5 –, um celular iPhone, um iPad, utensílios domésticos e mais R$ 30 mil que estavam no cofre da companhia.
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Mensagens anexadas ao processo indicam ainda que Antunes teria emprestado a BMW ao ex-funcionário.
“Nossa manifestação é que Edson (Medeiros) subtraiu bens da empresa e de Antônio (Camilo Antunes), que um dos veículos está desaparecido até o momento e que confia na Justiça”, disse, por sua vez, a defesa do Careca do INSS. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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