A transmissão de cargo de Tatiana Alves Torres (foto), cuja nomeação foi formalizada em março, agora não tem data para ocorrer. (Foto: Riva Moreira/TJMG)
A PF (Polícia Federal) reavalia a posse da delegada Tatiana Alves Torres, designada para assumir o posto como oficial de ligação com o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos), em Miami, em meio à crise com os Estados Unidos após a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem.
A transmissão de cargo de Tatiana, cuja nomeação foi formalizada em março, agora não tem data para ocorrer. O impasse veio após o seu antecessor, o delegado federal Marcelo Ivo Carvalho, ter sido expulso pelos Estados Unidos sob a alegação de que atuou irregularmente no caso Ramagem, condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
A troca no posto em Miami já estava prevista dentro da rotatividade da PF, já que a missão tem prazo de dois anos. A substituição está suspensa diante da crise entre os países.
Em reação à medida americana, o Itamaraty anunciou na quarta-feira (22) que adotou reciprocidade e comunicou à representante da Embaixada dos Estados Unidos “a interrupção imediata do exercício de funções oficiais de representante norte-americano de área homóloga em território brasileiro”.
Em nota publicada nas redes sociais, o Ministério das Relações Exteriores disse que a medida dos EUA não “observa a boa prática diplomática de diálogo entre nações amigas, como o Brasil e os Estados Unidos, ao longo de mais de 200 anos de relação.”
O comunicado ainda critica que a “decisão sumária contra o agente da Polícia Federal” foi tomada sem qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo sobre o caso, como prevê o memorando de entendimento bilateral que regula essa modalidade de cooperação policial.
Na segunda-feira (20), o Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos publicou nas redes sociais que havia pedido que o delegado Marcelo Ivo deixasse o país após ter feito o monitoramento que levou à prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem. Carvalho, que atuava junto ao ICE, já retornou ao Brasil.
“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro em questão deixe o país por tentar fazer isso”, diz o texto do órgão americano.
A nova crise entre Brasil e Estados Unidos começou após Ramagem, ex-chefe da Abin, ter sido flagrado em uma infração de trânsito com o visto cancelado. Ele ficou preso, mas foi solto dois dias depois. O ex-deputado condenado pelo plano de golpe tem pedido de asilo com a alegação de sofrer perseguição política.
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Polícia Federal revê posse de delegada brasileira para função no órgão de imigração dos Estados Unidos
A transmissão de cargo de Tatiana Alves Torres (foto), cuja nomeação foi formalizada em março, agora não tem data para ocorrer. (Foto: Riva Moreira/TJMG)
A PF (Polícia Federal) reavalia a posse da delegada Tatiana Alves Torres, designada para assumir o posto como oficial de ligação com o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos), em Miami, em meio à crise com os Estados Unidos após a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem.
A transmissão de cargo de Tatiana, cuja nomeação foi formalizada em março, agora não tem data para ocorrer. O impasse veio após o seu antecessor, o delegado federal Marcelo Ivo Carvalho, ter sido expulso pelos Estados Unidos sob a alegação de que atuou irregularmente no caso Ramagem, condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
A troca no posto em Miami já estava prevista dentro da rotatividade da PF, já que a missão tem prazo de dois anos. A substituição está suspensa diante da crise entre os países.
Em reação à medida americana, o Itamaraty anunciou na quarta-feira (22) que adotou reciprocidade e comunicou à representante da Embaixada dos Estados Unidos “a interrupção imediata do exercício de funções oficiais de representante norte-americano de área homóloga em território brasileiro”.
Em nota publicada nas redes sociais, o Ministério das Relações Exteriores disse que a medida dos EUA não “observa a boa prática diplomática de diálogo entre nações amigas, como o Brasil e os Estados Unidos, ao longo de mais de 200 anos de relação.”
O comunicado ainda critica que a “decisão sumária contra o agente da Polícia Federal” foi tomada sem qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo sobre o caso, como prevê o memorando de entendimento bilateral que regula essa modalidade de cooperação policial.
Na segunda-feira (20), o Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos publicou nas redes sociais que havia pedido que o delegado Marcelo Ivo deixasse o país após ter feito o monitoramento que levou à prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem. Carvalho, que atuava junto ao ICE, já retornou ao Brasil.
“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro em questão deixe o país por tentar fazer isso”, diz o texto do órgão americano.
A nova crise entre Brasil e Estados Unidos começou após Ramagem, ex-chefe da Abin, ter sido flagrado em uma infração de trânsito com o visto cancelado. Ele ficou preso, mas foi solto dois dias depois. O ex-deputado condenado pelo plano de golpe tem pedido de asilo com a alegação de sofrer perseguição política.
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