Parlamentares pedem ao Supremo a suspeição do ministro Nunes Marques, relator da ação que reivindica a instalação da CPI do banco. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
A nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que teve o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), como um dos principais alvos, motivou os senadores Alessandro Vieira (MDB-SE) e Eduardo Girão (Novo-CE) a darem entrada em uma representação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ministro Nunes Marques deixe a relatoria da ação que pede a instalação da comissão parlamentar de inquérito (CPI) voltada a investigar o caso.
Nas redes sociais, Vieira pontuou a relação entre Ciro Nogueira e o magistrado do STF. “Considerando a relação íntima e notória entre o ministro Kassio e o senador Ciro Nogueira, que passou a ser oficialmente alvo das investigações referentes ao caso Master, estou apresentando juntamente com o senador Girão pedido de suspeição, para que o mandado de segurança sobre a instalação da CPI do Master seja distribuído para outro ministro do STF”, explicou.
Na Câmara, o líder do PT, Pedro Uczai (SC), também comentou sobre a operação e a mesada “gorda” que Nogueira recebia do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. “O alvo Ciro Nogueira era o nome com todas as credenciais para ser vice de Flávio Bolsonaro na chapa dos sonhos da extrema-direita. Agora, segundo a PF, esse mesmo Ciro teria recebido mesada de até R$ 500 mil de Daniel Vorcaro e atuado em favor do Banco Master”, disse.
Ele ainda citou a chamada emenda do Master, que, conforme as investigações, foi elaborada pelo próprio banco e apresentada pelo senador. O texto amplia a garantia do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.
Da parte do governo, o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, fez uma série de postagens associando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, à instituição de Vorcaro. Em uma das publicações, afirmou haver “mansões misteriosas e envolvimento com o caso do Banco Master”, classificando o episódio como “mais um esquema de Flávio Bolsonaro”.
Os vídeos incluem artes e falas com críticas ao senador. Em um dos conteúdos divulgados, aparece a frase: “A mansão de Flávio Bolsonaro e o esquema do Master”. “O cara comprou, em 2021, uma mansão aqui em Brasília por 6 milhões de reais. Um cara que é senador da República, com um salário de 45 mil reais. Esse cara ia conseguir comprar uma mansão de 6 milhões de reais? Quem no Brasil tem taxa de juros de 3,7% ao ano? Dado pelo presidente de um banco que hoje está preso por esquema pelo envolvimento com o Master. As compras que o BRB fez dos CDBs do Master, deu para o Flávio Bolsonaro”, frisou o ministro.
Em outra publicação, Boulos cita Nogueira, ao comentar uma possível composição política com o grupo bolsonarista. “O vice dos sonhos de Flávio Bolsonaro: Ciro Nogueira, da mesada de 300 mil do Master. Precisa desenhar?”, escreveu.
Balcão de negócios
O líder da oposição no Congresso, senador Izalci Lucas (PL-DF), enfatizou que a operação envolvendo Nogueira não foi apenas um fato isolado de investigação financeira, mas a confirmação de que Brasília “não pode mais aceitar ser tratada como um balcão de negócios” por caciques partidários que buscam privilégios às custas da população.
“Tenho alertado, há meses, sobre as articulações políticas do senador Ciro Nogueira no Distrito Federal e sua influência sobre a atual governadora Celina Leão, que é nociva e profunda. Os indícios trazidos pela investigação sobre o Banco Master e as supostas vantagens indevidas explicam muito do que vemos na gestão local, como a polêmica relação entre o BRB e ativos duvidosos, que coloca em risco o patrimônio do brasiliense”, afirmou o parlamentar, pré-candidato ao governo do DF. (Com informações do Correio Braziliense)
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Operação da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira tem efeitos no Supremo e no Congresso Nacional
Parlamentares pedem ao Supremo a suspeição do ministro Nunes Marques, relator da ação que reivindica a instalação da CPI do banco. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
A nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que teve o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), como um dos principais alvos, motivou os senadores Alessandro Vieira (MDB-SE) e Eduardo Girão (Novo-CE) a darem entrada em uma representação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ministro Nunes Marques deixe a relatoria da ação que pede a instalação da comissão parlamentar de inquérito (CPI) voltada a investigar o caso.
Nas redes sociais, Vieira pontuou a relação entre Ciro Nogueira e o magistrado do STF. “Considerando a relação íntima e notória entre o ministro Kassio e o senador Ciro Nogueira, que passou a ser oficialmente alvo das investigações referentes ao caso Master, estou apresentando juntamente com o senador Girão pedido de suspeição, para que o mandado de segurança sobre a instalação da CPI do Master seja distribuído para outro ministro do STF”, explicou.
Na Câmara, o líder do PT, Pedro Uczai (SC), também comentou sobre a operação e a mesada “gorda” que Nogueira recebia do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. “O alvo Ciro Nogueira era o nome com todas as credenciais para ser vice de Flávio Bolsonaro na chapa dos sonhos da extrema-direita. Agora, segundo a PF, esse mesmo Ciro teria recebido mesada de até R$ 500 mil de Daniel Vorcaro e atuado em favor do Banco Master”, disse.
Ele ainda citou a chamada emenda do Master, que, conforme as investigações, foi elaborada pelo próprio banco e apresentada pelo senador. O texto amplia a garantia do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.
Da parte do governo, o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, fez uma série de postagens associando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, à instituição de Vorcaro. Em uma das publicações, afirmou haver “mansões misteriosas e envolvimento com o caso do Banco Master”, classificando o episódio como “mais um esquema de Flávio Bolsonaro”.
Os vídeos incluem artes e falas com críticas ao senador. Em um dos conteúdos divulgados, aparece a frase: “A mansão de Flávio Bolsonaro e o esquema do Master”. “O cara comprou, em 2021, uma mansão aqui em Brasília por 6 milhões de reais. Um cara que é senador da República, com um salário de 45 mil reais. Esse cara ia conseguir comprar uma mansão de 6 milhões de reais? Quem no Brasil tem taxa de juros de 3,7% ao ano? Dado pelo presidente de um banco que hoje está preso por esquema pelo envolvimento com o Master. As compras que o BRB fez dos CDBs do Master, deu para o Flávio Bolsonaro”, frisou o ministro.
Em outra publicação, Boulos cita Nogueira, ao comentar uma possível composição política com o grupo bolsonarista. “O vice dos sonhos de Flávio Bolsonaro: Ciro Nogueira, da mesada de 300 mil do Master. Precisa desenhar?”, escreveu.
Balcão de negócios
O líder da oposição no Congresso, senador Izalci Lucas (PL-DF), enfatizou que a operação envolvendo Nogueira não foi apenas um fato isolado de investigação financeira, mas a confirmação de que Brasília “não pode mais aceitar ser tratada como um balcão de negócios” por caciques partidários que buscam privilégios às custas da população.
“Tenho alertado, há meses, sobre as articulações políticas do senador Ciro Nogueira no Distrito Federal e sua influência sobre a atual governadora Celina Leão, que é nociva e profunda. Os indícios trazidos pela investigação sobre o Banco Master e as supostas vantagens indevidas explicam muito do que vemos na gestão local, como a polêmica relação entre o BRB e ativos duvidosos, que coloca em risco o patrimônio do brasiliense”, afirmou o parlamentar, pré-candidato ao governo do DF. (Com informações do Correio Braziliense)
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