O ex-presidente Michel Temer confirmou que foi contratado pelo Banco Master para realizar uma consultoria e mediação antes de o banco ser liquidado pelo Banco Central
O valor recebido pelo contrato, segundo ele, foi de R$ 7,5 milhões. (Foto: Divulgação)
O ex-presidente Michel Temer (MDB) confirmou que foi contratado pelo Banco Master para realizar uma consultoria e atuar como mediador em tratativas anteriores à liquidação da instituição pelo Banco Central do Brasil, ocorrida em novembro do ano passado. Segundo ele, o valor recebido pelo contrato foi de R$ 7,5 milhões.
Em entrevista à CNN Brasil, o ex-presidente afirmou ter recebido honorários pelo trabalho prestado e declarou que o contrato foi encerrado sem a obtenção de resultados concretos. Temer também avaliou que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que eventualmente possuam vínculos com o caso envolvendo o Banco Master devem se declarar impedidos de atuar no julgamento.
“Há, no sistema normativo, impedimentos para que eventuais ministros ou juízes ligados a familiares possam decidir certas matérias. Tenho absoluta convicção de que os ministros que têm advogados envolvidos nessa questão declararão impedimento”, disse.
Temer confirmou ainda ter participado de uma reunião em Brasília com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master; o então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB); e o então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Ele afirmou, no entanto, não poder detalhar o conteúdo do encontro em razão de cláusulas de confidencialidade profissional. “Há uma certa confidencialidade nessas matérias. Isso é uma coisa ética, fundamental para o advogado”, disse.
Ao comentar os contratos firmados pelo Banco Master com escritórios de advocacia, o ex-presidente afirmou que cabe a cada profissional ou banca estabelecer seus próprios “critérios de cobrança”. Ele também defendeu especificamente os serviços prestados pelo escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, ao afirmar que a assessoria oferecida era “global”, não se restringindo apenas à atuação jurídica.
Conforme publicado pelo portal de notícias g1 e confirmado pelo jornal O Estado de S. Paulo, o escritório recebeu R$ 80,2 milhões do banco liquidado ao longo de um período de 22 meses.
O ministro Dias Toffoli já se declarou impedido de participar do julgamento sobre a prisão de Vorcaro, em 11 de março. Antes disso, em 12 de fevereiro, ele havia se afastado da condução das investigações do caso após a divulgação de um relatório da Polícia Federal que mencionava seu nome em dados extraídos do celular de Vorcaro. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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Conforme publicado pelo portal de notícias g1 e confirmado pelo jornal O Estado de S. Paulo, o escritório recebeu R$ 80,2 milhões do banco liquidado ao longo de um período de 22 meses.
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