Deputado Pedro Uczai (PT-SC) afirma que a autonomia precisa ser “relativa”, não absoluta. (Foto: Kayo Magalhaes/Câmara dos Deputados)
Para o parlamentar, além da falta de controle sobre a política de juros questionada pelo partido na época em que foi aprovada a autonomia do Banco Central contra os votos da esquerda, o caso do Banco Master teria mostrado outro problema dessa legislação: a falta de fiscalização adequada sobre fundos e instituições financeiras.
“A partir do Campos Neto, a coisa é mais séria e grave. Quando ele flexibiliza a possibilidade de emissão de títulos ou de não fiscalização de determinados atores financeiros, dá no Banco Master. Olha a gravidade do processo”, afirma. “O que se demonstra na postura autônoma do Banco Central é permitir a flexibilização de regras”, diz.
Em 2021, no governo Bolsonaro, o Congresso aprovou lei que estabeleceu mandatos fixos para o presidente e diretores do Banco Central, com o discurso de reduzir as chances de interferência política.
Campos Neto foi então indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para presidir a instituição. Na gestão dele, o BC fez alertas ao Master para que ajustasse suas condutas, mas foi criticado por adversários por não adotar atitudes mais duras contra o banco.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Uczai afirmou que, “agora, questiona-se a autonomia do Banco Central, aprovada aqui no Congresso. O problema não é a indicação do presidente Lula, o problema é a autonomia do Banco Central dada ao presidente para ele fazer a política monetária em contradição à política fiscal e à política econômica do governo”.
O petista continuou: “A segunda grande contradição é que a autonomia do Banco Central permitiu flexibilizar regras da instituição sem controle social do Congresso, do Tribunal de Contas e do Executivo. E deu o Banco Master. O Campos Neto flexibilizou, permitindo títulos podres. O Banco Central se serviu, no período de Campos Neto, a flexibilizar práticas ilícitas no setor financeiro”.
Em seguida, Uczai foi questionado se vê força política para a revisão da autonomia da instituição. O deputado respondeu: “Água mole em pedra dura. Eu sou um cara teimoso. Tem que fazer um casamento, não retirando totalmente a autonomia do Banco Central, mas tem que ter uma autonomia relativa”.
O deputado acrescentou: “Tem que ter casamento entre as políticas econômica, financeira e monetária. Hoje, a política monetária concentra renda no setor financeiro e nos especuladores. Isso é uma ofensa à economia brasileira”. (As informações são da Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo)
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Novo líder do PT defende rever autonomia do Banco Central e diz que falta de controle “deu no Banco Master”
Deputado Pedro Uczai (PT-SC) afirma que a autonomia precisa ser “relativa”, não absoluta. (Foto: Kayo Magalhaes/Câmara dos Deputados)
Para o parlamentar, além da falta de controle sobre a política de juros questionada pelo partido na época em que foi aprovada a autonomia do Banco Central contra os votos da esquerda, o caso do Banco Master teria mostrado outro problema dessa legislação: a falta de fiscalização adequada sobre fundos e instituições financeiras.
“A partir do Campos Neto, a coisa é mais séria e grave. Quando ele flexibiliza a possibilidade de emissão de títulos ou de não fiscalização de determinados atores financeiros, dá no Banco Master. Olha a gravidade do processo”, afirma. “O que se demonstra na postura autônoma do Banco Central é permitir a flexibilização de regras”, diz.
Em 2021, no governo Bolsonaro, o Congresso aprovou lei que estabeleceu mandatos fixos para o presidente e diretores do Banco Central, com o discurso de reduzir as chances de interferência política.
Campos Neto foi então indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para presidir a instituição. Na gestão dele, o BC fez alertas ao Master para que ajustasse suas condutas, mas foi criticado por adversários por não adotar atitudes mais duras contra o banco.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Uczai afirmou que, “agora, questiona-se a autonomia do Banco Central, aprovada aqui no Congresso. O problema não é a indicação do presidente Lula, o problema é a autonomia do Banco Central dada ao presidente para ele fazer a política monetária em contradição à política fiscal e à política econômica do governo”.
O petista continuou: “A segunda grande contradição é que a autonomia do Banco Central permitiu flexibilizar regras da instituição sem controle social do Congresso, do Tribunal de Contas e do Executivo. E deu o Banco Master. O Campos Neto flexibilizou, permitindo títulos podres. O Banco Central se serviu, no período de Campos Neto, a flexibilizar práticas ilícitas no setor financeiro”.
Em seguida, Uczai foi questionado se vê força política para a revisão da autonomia da instituição. O deputado respondeu: “Água mole em pedra dura. Eu sou um cara teimoso. Tem que fazer um casamento, não retirando totalmente a autonomia do Banco Central, mas tem que ter uma autonomia relativa”.
O deputado acrescentou: “Tem que ter casamento entre as políticas econômica, financeira e monetária. Hoje, a política monetária concentra renda no setor financeiro e nos especuladores. Isso é uma ofensa à economia brasileira”. (As informações são da Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo)
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