O Progressistas anunciou o afastamento de André Fufuca (E). O União Brasil repetiu o gesto com Celso Sabino (D). (Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
Ao anunciarem a permanência no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), e do Esporte, André Fufuca (Progressistas), desafiam os próprio partidos. Ambos acabaram afastados pelas siglas.
Sabino enfrentou a reação da sigla assim que anunciou seguir no governo, nessa quarta-feira (8). “Fico. Tenho a confiança do presidente Lula e pretendo continuar os trabalhos que venho desenvolvendo no Ministério do Turismo, com apoio de boa parte da bancada”, declarou o ministro em meio à pressão do União Brasil pelo desembarque da legenda.
A executiva do União Brasil considerou que o ministro praticou infidelidade partidária ao insistir na permanência no governo Lula. A decisão ocorreu em uma reunião da executiva com Sabino na sede nacional do partido, em Brasília. Dessa forma, o União Brasil acatou duas representações contra o ministro do Turismo, e abriu um processo que deve levar à expulsão de Sabino da sigla.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também do União Brasil, criticou a postura do ministro do Turismo de Lula. “Como ele quer ficar no governo, em um partido que faz oposição ferrenha, e manter as regalias? Ele não pode fazer do seu projeto pessoal algo acima das regras partidárias”, alegou.
Caiado completou: “A Executiva do partido já deliberou sobre o assunto. Foi dado um prazo a ele e, assim, foram encaminhados os itens: intervenção no território, suspensão das atividades partidárias e, depois, a expulsão”.
O União Brasil anunciou, em 2 de setembro, o desembarque do governo, juntamente com o Partido Progressista (PP), de André Fufuca. Desde então, tanto Sabino quanto Fufuca tentavam ganhar tempo para decidir se deixariam Lula ou se contrariariam seus partidos, arriscando uma expulsão.
O partido de Sabino chegou a fazer reunião decisiva nesta semana para definir o destino do ministro, mas ainda não anunciou nenhum tipo de expulsão formal do União Brasil.
Já o PP soltou nota nessa quarta sobre as providências tomadas contra o ministro do Esporte. “O Progressistas comunica que, diante da decisão de desobedecer a orientação da Executiva Nacional do partido e permanecer no Ministério do Esporte, o ministro André Fufuca fica, a partir de agora, afastado de todas as decisões partidárias, bem como da vice-presidência nacional do partido”, informou.
Segundo a sigla, a “Direção Nacional do Progressistas realizará, ainda, intervenção no diretório do Maranhão, retirando o ministro do comando da legenda no estado”.
Em nota, o ministro alegou que o trabalho e a atuação dele estão “acima de quaisquer questões e disputas partidárias internas”.
Fufuca também reforçou que a fidelidade é, primeiramente, destinada ao povo, que votou e concedeu a ele o mandato, e que seguirá contribuindo para a “boa gestão e governabilidade do país, lado a lado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”. (Com informações do portal Metrópoles)
https://www.osul.com.br/ministros-desafiam-seus-partidos-e-decidem-permanecer-no-governo-lula/ Ministros desafiam seus partidos e decidem permanecer no governo Lula 2025-10-08
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Ministros desafiam seus partidos e decidem permanecer no governo Lula
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A executiva do União Brasil considerou que o ministro praticou infidelidade partidária ao insistir na permanência no governo Lula. A decisão ocorreu em uma reunião da executiva com Sabino na sede nacional do partido, em Brasília. Dessa forma, o União Brasil acatou duas representações contra o ministro do Turismo, e abriu um processo que deve levar à expulsão de Sabino da sigla.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também do União Brasil, criticou a postura do ministro do Turismo de Lula. “Como ele quer ficar no governo, em um partido que faz oposição ferrenha, e manter as regalias? Ele não pode fazer do seu projeto pessoal algo acima das regras partidárias”, alegou.
Caiado completou: “A Executiva do partido já deliberou sobre o assunto. Foi dado um prazo a ele e, assim, foram encaminhados os itens: intervenção no território, suspensão das atividades partidárias e, depois, a expulsão”.
O União Brasil anunciou, em 2 de setembro, o desembarque do governo, juntamente com o Partido Progressista (PP), de André Fufuca. Desde então, tanto Sabino quanto Fufuca tentavam ganhar tempo para decidir se deixariam Lula ou se contrariariam seus partidos, arriscando uma expulsão.
O partido de Sabino chegou a fazer reunião decisiva nesta semana para definir o destino do ministro, mas ainda não anunciou nenhum tipo de expulsão formal do União Brasil.
Já o PP soltou nota nessa quarta sobre as providências tomadas contra o ministro do Esporte. “O Progressistas comunica que, diante da decisão de desobedecer a orientação da Executiva Nacional do partido e permanecer no Ministério do Esporte, o ministro André Fufuca fica, a partir de agora, afastado de todas as decisões partidárias, bem como da vice-presidência nacional do partido”, informou.
Segundo a sigla, a “Direção Nacional do Progressistas realizará, ainda, intervenção no diretório do Maranhão, retirando o ministro do comando da legenda no estado”.
Em nota, o ministro alegou que o trabalho e a atuação dele estão “acima de quaisquer questões e disputas partidárias internas”.
Fufuca também reforçou que a fidelidade é, primeiramente, destinada ao povo, que votou e concedeu a ele o mandato, e que seguirá contribuindo para a “boa gestão e governabilidade do país, lado a lado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”. (Com informações do portal Metrópoles)
https://www.osul.com.br/ministros-desafiam-seus-partidos-e-decidem-permanecer-no-governo-lula/
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2025-10-08
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