Ministro deve abrir um procedimento para colher informações sobre movimentos que podem atrapalhar apurações de corrupção. (Foto: Victor Piemonte/STF)
Relator da investigação sobre as fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), avalia abrir um procedimento para apurar possíveis atos de obstrução de Justiça contra Lulinha e seus aliados no governo.
As manobras que tiraram o delegado da investigação que ameaça o filho do presidente da República e outros movimentos patrocinados pelo próprio Lula, sobre movimentações de delegados, estão sob avaliação.
Antes de a Polícia Federal (PF) tirar o delegado que investigava Lulinha do caso do INSS, Mendonça advertiu dois ministros de Lula sobre atos indevidos contra a investigação, segundo conselheiros do próprio petista. Lula, apesar dos conselhos que recebeu, dobrou a aposta.
Depoimento
A empresária Roberta Luchsinger disse que é alvo de “campanha difamatória” e pediu arquivamento da acusação. Ela prestou depoimento à Polícia Federal sobre as fraudes bilionárias no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A PF detectou que ela recebeu pagamentos de R$ 1,5 milhão de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, que está preso desde setembro de 2025.
Roberta é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Ao longo de todo esse processo, fui alvo de uma verdadeira campanha difamatória. Espero que, com a conclusão das investigações, os procedimentos sejam devidamente arquivados em relação à minha pessoa, diante da demonstração inequívoca da inexistência de qualquer conduta ilícita”, afirmou em postagem do Instagram.
A defesa de Roberta afirmou ao portal Poder360 que o depoimento foi um convite e que não se trata de uma intimidação da Polícia Federal. Segundo seu advogado, Roberta está à disposição para prestar “qualquer esclarecimento suplementar que for necessário”, além dos “minuciosos esclarecimentos por escrito”.
A empresária trabalhou para Antunes. Em relatório da PF, foram apontados indícios de que ela seria a intermediária entre o Careca do INSS e Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os convites e algumas intimações foram enviados depois que a Polícia Federal fechou a delação premiada do empresário Mauricio Camisotti. Ele é apontado como centro financeiro do esquema de descontos associativos nos contracheques de aposentados e pensionistas. O conteúdo da colaboração foi enviado na semana passada ao Supremo Tribunal Federal.
A Polícia Federal investiga se ela recebeu dinheiro oriundo dos descontos ilegais de aposentadorias e se atuou como caixa de despesas de outras pessoas, como o filho de Lula, que vive na Espanha. Ela nega. (Com informações da revista Veja e do portal Poder360)
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Ministro do Supremo André Mendonça avalia investigação sobre obstrução de Justiça no caso de Lulinha no INSS
Ministro deve abrir um procedimento para colher informações sobre movimentos que podem atrapalhar apurações de corrupção. (Foto: Victor Piemonte/STF)
Relator da investigação sobre as fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), avalia abrir um procedimento para apurar possíveis atos de obstrução de Justiça contra Lulinha e seus aliados no governo.
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Antes de a Polícia Federal (PF) tirar o delegado que investigava Lulinha do caso do INSS, Mendonça advertiu dois ministros de Lula sobre atos indevidos contra a investigação, segundo conselheiros do próprio petista. Lula, apesar dos conselhos que recebeu, dobrou a aposta.
Depoimento
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Roberta é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Ao longo de todo esse processo, fui alvo de uma verdadeira campanha difamatória. Espero que, com a conclusão das investigações, os procedimentos sejam devidamente arquivados em relação à minha pessoa, diante da demonstração inequívoca da inexistência de qualquer conduta ilícita”, afirmou em postagem do Instagram.
A defesa de Roberta afirmou ao portal Poder360 que o depoimento foi um convite e que não se trata de uma intimidação da Polícia Federal. Segundo seu advogado, Roberta está à disposição para prestar “qualquer esclarecimento suplementar que for necessário”, além dos “minuciosos esclarecimentos por escrito”.
A empresária trabalhou para Antunes. Em relatório da PF, foram apontados indícios de que ela seria a intermediária entre o Careca do INSS e Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os convites e algumas intimações foram enviados depois que a Polícia Federal fechou a delação premiada do empresário Mauricio Camisotti. Ele é apontado como centro financeiro do esquema de descontos associativos nos contracheques de aposentados e pensionistas. O conteúdo da colaboração foi enviado na semana passada ao Supremo Tribunal Federal.
A Polícia Federal investiga se ela recebeu dinheiro oriundo dos descontos ilegais de aposentadorias e se atuou como caixa de despesas de outras pessoas, como o filho de Lula, que vive na Espanha. Ela nega. (Com informações da revista Veja e do portal Poder360)
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