Para Ricardo Lewandowski, armas que vão parar nas mãos do crime organizado são usadas em “assassinatos brutais”. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que os últimos casos de execuções públicas no Estado de São Paulo e no País têm relação com a flexibilização da política de armas no governo Jair Bolsonaro (2019-2022).
Ao comentar o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes por criminosos armados em uma emboscada em São Paulo – que ele classificou como “brutal” – e garantir ajuda do governo federal nas investigações, Lewandowski foi questionado por jornalistas sobre a escalada do crime organizado no País. Um dos episódios citados foi a execução de Vinicius Gritzbach, delator da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), morto a tiros no Aeroporto de Guarulhos em novembro do ano passado.
O ministro repetiu que a intensificação da atuação coordenada de criminosos é um “fenômeno global” e disse que as execuções que têm sido vistas País afora são reflexo direto da política de ampliação do acesso a armas durante o governo Bolsonaro – algo que, segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem tentado “controlar”.
“Isso (execuções em vias públicas) é algo muito grave, mas também é fruto da proliferação das armas, sobretudo das armas de uso restrito. Num passado recente, houve uma política de disseminação dessas armas, sem controle. O atual governo está tentando, agora, fazer um controle dessas armas, sobretudo em relação aos CACs”, disse.
Segundo Lewandowski, apesar do armamento ser voltado a indivíduos que possuem Certificado de Registro (CR), muitas vezes os artefatos acabam indo parar nas mãos do crime organizado.
“Essas armas estão muitas vezes em mãos de pessoas honestas, de boa-fé, que são atiradores, caçadores, colecionadores, mas muitas vezes, e na maior parte das vezes, essas armas caem nas mãos do crime organizado. Então, eu penso, claro, que há outras razões muito graves para que o crime organizado se movimente, mas essa distribuição, essa disseminação de armas de todo calibre, inclusive calibre militar, é uma das grandes responsáveis por esses assassinatos brutais que nós vemos”, afirmou o ministro da Justiça.
PEC
As declarações foram feitas na manhã dessa terça-feira (16), pouco antes de Lewandowski participar de uma audiência na Câmara dos Deputados sobre a PEC da Segurança Pública.
O ministro defendeu o projeto que, segundo ele, tem como objetivo integrar as forças nacionais com as forças a nível estadual e municipal, a fim de combater o crime organizado, de forma abrangente e coordenada.
De acordo com o Lewandowski, há uma convergência em torno do texto, que deverá passar por ajustes na Câmara, e em breve, tramitará com a “celeridade possível”. “Esse projeto é um projeto de interesse suprapartidário. As indicações que tenho recebido, tanto do presidente da Casa, que é o deputado Hugo Motta, quanto do relator, que é o Mendonça Filho na Comissão Mista, também do Aloizio Mendes, que é o presidente dessa comissão, são no sentido de que esta PEC correrá com a celeridade possível dentro do contexto”. disse.
“É claro que ela sofrerá algumas alterações, porque, afinal de contas, estamos na casa do povo, o povo é quem tem que decidir qual é o conteúdo mais detalhado dessa PEC. Mas acho que há um interesse geral, e penso, e espero, que o cerne dessa PEC, que é a cooperação das forças, a nível federal, estadual e municipal, isso permaneça, que não sofra alteração”, detalhou. (Com informações da revista Veja)
https://www.osul.com.br/ministro-da-justica-de-lula-diz-que-politica-de-armas-de-bolsonaro-facilitou-execucoes-em-vias-publicas/ Ministro da Justiça de Lula diz que política de armas de Bolsonaro facilitou “execuções em vias públicas” 2025-09-16
Variação ocorreu dentro da margem de erro em relação à rodada anterior. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) A recuperação que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vinha registrando na aprovação popular perdeu tração, segundo a mais nova pesquisa Datafolha. Segundo o levantamento, 32% dos brasileiros consideram a gestão ótima ou boa, 30% a classificam …
Sem a definição de quem será o candidato de Bolsonaro, o PL não bateu o martelo sobre um nome para lançar. (Foto: Ton Molina/STF) A indefinição de Jair Bolsonaro sobre o nome que apoiará para representá-lo em 2026 tem atrapalhado a formação de alianças políticas estaduais e enfraquecido os partidos de direita. Essa é a …
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Ministro da Justiça de Lula diz que política de armas de Bolsonaro facilitou “execuções em vias públicas”
Para Ricardo Lewandowski, armas que vão parar nas mãos do crime organizado são usadas em “assassinatos brutais”. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que os últimos casos de execuções públicas no Estado de São Paulo e no País têm relação com a flexibilização da política de armas no governo Jair Bolsonaro (2019-2022).
Ao comentar o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes por criminosos armados em uma emboscada em São Paulo – que ele classificou como “brutal” – e garantir ajuda do governo federal nas investigações, Lewandowski foi questionado por jornalistas sobre a escalada do crime organizado no País. Um dos episódios citados foi a execução de Vinicius Gritzbach, delator da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), morto a tiros no Aeroporto de Guarulhos em novembro do ano passado.
O ministro repetiu que a intensificação da atuação coordenada de criminosos é um “fenômeno global” e disse que as execuções que têm sido vistas País afora são reflexo direto da política de ampliação do acesso a armas durante o governo Bolsonaro – algo que, segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem tentado “controlar”.
“Isso (execuções em vias públicas) é algo muito grave, mas também é fruto da proliferação das armas, sobretudo das armas de uso restrito. Num passado recente, houve uma política de disseminação dessas armas, sem controle. O atual governo está tentando, agora, fazer um controle dessas armas, sobretudo em relação aos CACs”, disse.
Segundo Lewandowski, apesar do armamento ser voltado a indivíduos que possuem Certificado de Registro (CR), muitas vezes os artefatos acabam indo parar nas mãos do crime organizado.
“Essas armas estão muitas vezes em mãos de pessoas honestas, de boa-fé, que são atiradores, caçadores, colecionadores, mas muitas vezes, e na maior parte das vezes, essas armas caem nas mãos do crime organizado. Então, eu penso, claro, que há outras razões muito graves para que o crime organizado se movimente, mas essa distribuição, essa disseminação de armas de todo calibre, inclusive calibre militar, é uma das grandes responsáveis por esses assassinatos brutais que nós vemos”, afirmou o ministro da Justiça.
PEC
As declarações foram feitas na manhã dessa terça-feira (16), pouco antes de Lewandowski participar de uma audiência na Câmara dos Deputados sobre a PEC da Segurança Pública.
O ministro defendeu o projeto que, segundo ele, tem como objetivo integrar as forças nacionais com as forças a nível estadual e municipal, a fim de combater o crime organizado, de forma abrangente e coordenada.
De acordo com o Lewandowski, há uma convergência em torno do texto, que deverá passar por ajustes na Câmara, e em breve, tramitará com a “celeridade possível”. “Esse projeto é um projeto de interesse suprapartidário. As indicações que tenho recebido, tanto do presidente da Casa, que é o deputado Hugo Motta, quanto do relator, que é o Mendonça Filho na Comissão Mista, também do Aloizio Mendes, que é o presidente dessa comissão, são no sentido de que esta PEC correrá com a celeridade possível dentro do contexto”. disse.
“É claro que ela sofrerá algumas alterações, porque, afinal de contas, estamos na casa do povo, o povo é quem tem que decidir qual é o conteúdo mais detalhado dessa PEC. Mas acho que há um interesse geral, e penso, e espero, que o cerne dessa PEC, que é a cooperação das forças, a nível federal, estadual e municipal, isso permaneça, que não sofra alteração”, detalhou. (Com informações da revista Veja)
https://www.osul.com.br/ministro-da-justica-de-lula-diz-que-politica-de-armas-de-bolsonaro-facilitou-execucoes-em-vias-publicas/
Ministro da Justiça de Lula diz que política de armas de Bolsonaro facilitou “execuções em vias públicas”
2025-09-16
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