Ministro afirmou que a mudança só fará sentido se vier com uma ampliação do papel da União no combate à criminalidade
Foto: Agência Brasil
Ministro afirmou que a mudança só fará sentido se vier com uma ampliação do papel da União no combate à criminalidade. (Foto: Agência Brasil)
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, mudou de posição e passou a concordar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a recriação do Ministério da Segurança Pública, caso avance no Congresso a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do tema.
A avaliação foi feita em entrevista ao Valor Econômico, publicada nesta segunda-feira (22). Ao defender a volta da pasta, Lewandowski afirmou que a mudança só fará sentido se vier acompanhada de uma ampliação do papel da União no combate à criminalidade e de um reforço significativo de recursos federais. Segundo ele, sem “verbas substanciais”, o novo ministério tende a ser ineficaz.
“Eu concordo com o presidente que essa divisão (Ministério da Justiça e Ministério da Segurança Pública) faria sentido, primeiro, se houvesse uma ampliação do papel da União no combate à criminalidade. Em segundo lugar, se viessem verbas substanciais, porque hoje nós temos no nosso Fundo Nacional de Segurança Pública a verba irrisória de R$ 2 bilhões”, afirmou.
Na entrevista, o ministro também criticou as mudanças promovidas pela Câmara dos Deputados no texto da PEC da Segurança enviado pelo governo. Embora tenha elogiado a disposição do relator, deputado Mendonça, para o diálogo, Lewandowski avaliou que a versão aprovada se distancia do eixo central da proposta do Executivo.
“A principal crítica que eu faço é que o texto está, de certa maneira, na contramão da proposta que nós apresentamos. O principal ponto da PEC era a coordenação de forças, e isso ficou de fora”, disse. Para ele, ao priorizar a descentralização e o fortalecimento das forças locais, o texto pode representar um retrocesso em relação ao modelo de coordenação nacional previsto no Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criado em 2018.
Lewandowski também comentou o Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pela Câmara e pelo Senado. Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ele afirmou que a revisão da norma ainda passará por sua mesa. O presidente Lula já declarou que pretende vetar o texto, que reduz penas de condenados por tentativa de golpe de Estado.
“Na medida em que você ameniza as sanções contra esse tipo de atentado contra as instituições, que é gravíssimo, você pode estimular futuros atentados contra o Estado Democrático de Direito”, comentou. (Com informações do portal de notícias Valor Econômico)
https://www.osul.com.br/ministro-da-justica-agora-defende-divisao-do-seu-ministerio/ Ministro da Justiça agora defende divisão do seu Ministério 2025-12-22
Bolsonaro está preso na Superintendência da PF em Brasília Foto: Isac Nóbrega/PR Bolsonaro está preso na Superintendência da PF em Brasília. (Foto: Isac Nóbrega/PR) O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros cinco condenados do chamado “núcleo 1” da trama golpista, que já estão cumprindo as suas penas, passam por audiências de custódia nesta quarta-feira (26). As audiências …
No Sete de Setembro, o governador fez a sua declaração mais dura contra o STF, com quem mantém boa relação. (Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP) O discurso inflamado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes tem sido visto por lideranças da …
Neste ano, Lula deve focar na pressão pelo fim da escala de trabalho 6×1 e na PEC da Segurança Pública. (Foto: Reprodução de vídeo) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entra no último ano de governo sem ter cumprido promessas relacionadas à segurança pública, meio ambiente e relações trabalhistas, entre outros temas, assumidas no …
“Não vou dizer nada agora porque ainda não tem campanha eleitoral. Quando tiver, essas verdades vão ser mais contundentes”, declarou o presidente.(Foto: Ricardo Stuckert/PR) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em discurso realizado na última quinta-feira (23), e indicou que deverá elevar o …
Ministro da Justiça agora defende divisão do seu Ministério
Ministro afirmou que a mudança só fará sentido se vier com uma ampliação do papel da União no combate à criminalidade
Foto: Agência Brasil
Ministro afirmou que a mudança só fará sentido se vier com uma ampliação do papel da União no combate à criminalidade. (Foto: Agência Brasil)
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, mudou de posição e passou a concordar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a recriação do Ministério da Segurança Pública, caso avance no Congresso a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do tema.
A avaliação foi feita em entrevista ao Valor Econômico, publicada nesta segunda-feira (22). Ao defender a volta da pasta, Lewandowski afirmou que a mudança só fará sentido se vier acompanhada de uma ampliação do papel da União no combate à criminalidade e de um reforço significativo de recursos federais. Segundo ele, sem “verbas substanciais”, o novo ministério tende a ser ineficaz.
“Eu concordo com o presidente que essa divisão (Ministério da Justiça e Ministério da Segurança Pública) faria sentido, primeiro, se houvesse uma ampliação do papel da União no combate à criminalidade. Em segundo lugar, se viessem verbas substanciais, porque hoje nós temos no nosso Fundo Nacional de Segurança Pública a verba irrisória de R$ 2 bilhões”, afirmou.
Na entrevista, o ministro também criticou as mudanças promovidas pela Câmara dos Deputados no texto da PEC da Segurança enviado pelo governo. Embora tenha elogiado a disposição do relator, deputado Mendonça, para o diálogo, Lewandowski avaliou que a versão aprovada se distancia do eixo central da proposta do Executivo.
“A principal crítica que eu faço é que o texto está, de certa maneira, na contramão da proposta que nós apresentamos. O principal ponto da PEC era a coordenação de forças, e isso ficou de fora”, disse. Para ele, ao priorizar a descentralização e o fortalecimento das forças locais, o texto pode representar um retrocesso em relação ao modelo de coordenação nacional previsto no Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criado em 2018.
Lewandowski também comentou o Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pela Câmara e pelo Senado. Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ele afirmou que a revisão da norma ainda passará por sua mesa. O presidente Lula já declarou que pretende vetar o texto, que reduz penas de condenados por tentativa de golpe de Estado.
“Na medida em que você ameniza as sanções contra esse tipo de atentado contra as instituições, que é gravíssimo, você pode estimular futuros atentados contra o Estado Democrático de Direito”, comentou. (Com informações do portal de notícias Valor Econômico)
https://www.osul.com.br/ministro-da-justica-agora-defende-divisao-do-seu-ministerio/
Ministro da Justiça agora defende divisão do seu Ministério
2025-12-22
Related Posts
Bolsonaro e outros cinco condenados do “núcleo 1” da trama golpista passam por audiência de custódia
Bolsonaro está preso na Superintendência da PF em Brasília Foto: Isac Nóbrega/PR Bolsonaro está preso na Superintendência da PF em Brasília. (Foto: Isac Nóbrega/PR) O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros cinco condenados do chamado “núcleo 1” da trama golpista, que já estão cumprindo as suas penas, passam por audiências de custódia nesta quarta-feira (26). As audiências …
Para lideranças da direita, discurso de Tarcísio tem pouco de espontâneo e muito de cálculo político
No Sete de Setembro, o governador fez a sua declaração mais dura contra o STF, com quem mantém boa relação. (Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP) O discurso inflamado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes tem sido visto por lideranças da …
Lula inicia seu último ano de mandato ainda em débito com compromissos assumidos na campanha nas áreas de segurança pública, relações trabalhistas e meio ambiente
Neste ano, Lula deve focar na pressão pelo fim da escala de trabalho 6×1 e na PEC da Segurança Pública. (Foto: Reprodução de vídeo) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entra no último ano de governo sem ter cumprido promessas relacionadas à segurança pública, meio ambiente e relações trabalhistas, entre outros temas, assumidas no …
Lula indicou que deverá aumentar o tom dos ataques a adversários durante a campanha eleitoral deste ano e que irá deixar “mentirosos nus” diante das câmeras
“Não vou dizer nada agora porque ainda não tem campanha eleitoral. Quando tiver, essas verdades vão ser mais contundentes”, declarou o presidente.(Foto: Ricardo Stuckert/PR) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em discurso realizado na última quinta-feira (23), e indicou que deverá elevar o …