A empresa controladora do Facebook planeja adicionar o recurso aos seus óculos inteligentes. (Foto: Reprodução)
Há cinco anos, o Facebook desativou o sistema de reconhecimento facial usado para marcar pessoas em fotos na sua rede social, afirmando que queria encontrar “o equilíbrio certo” para uma tecnologia que levanta preocupações legais e de privacidade. Agora, quer trazer o reconhecimento facial de volta.
A empresa controladora do Facebook planeja adicionar o recurso aos seus óculos inteligentes, que fabrica em parceria com a dona das marcas Ray-Ban e Oakley, ainda este ano, segundo quatro pessoas envolvidas nos planos que não estavam autorizadas a falar publicamente sobre discussões confidenciais.
O recurso, chamado internamente de “Name Tag” (etiqueta de nome em tradução livre) permitiria que os usuários dos óculos identificassem pessoas e obtivessem informações sobre elas por meio do assistente de inteligência artificial da Meta.
Os planos da Meta podem mudar. A empresa do Vale do Silício vem discutindo, desde o início do ano passado, como lançar um recurso que envolve “riscos de segurança e privacidade”, segundo um documento interno analisado pelo The New York Times.
O memorando interno da Meta dizia que o tumulto político nos Estados Unidos era um bom momento para o lançamento do recurso.
“Vamos lançar em um ambiente político dinâmico, no qual muitos grupos da sociedade civil que poderíamos esperar que nos atacassem estarão com seus recursos voltados para outras preocupações”, segundo o documento do Reality Labs da Meta, que trabalha com hardware, incluindo óculos inteligentes.
A tecnologia de reconhecimento facial há muito tempo levanta preocupações sobre liberdades civis e privacidade por seu potencial de uso por governos para monitorar cidadãos e reprimir dissidentes, por empresas para rastrear clientes sem seu conhecimento ou até por pessoas mal-intencionadas em bares.
Algumas cidades e estados restringiram ou proibiram o uso da tecnologia pela polícia devido a preocupações com sua precisão. Legisladores democratas pediram recentemente ao Serviço de Imigração e Alfândega que pare de usar reconhecimento facial nas ruas americanas.
“O reconhecimento facial nas ruas dos EUA representa uma ameaça única e grave ao anonimato prático do qual todos dependemos”, disse Nathan Freed Wessler, da União Americana pelas Liberdades Civis. “Essa tecnologia é propensa a abusos.”
A Meta considerou adicionar reconhecimento facial à primeira versão de seus óculos inteligentes Ray-Ban em 2021, mas recuou devido a desafios técnicos e preocupações éticas. Retomou os esforços à medida que o governo Trump se aproximou das grandes empresas de tecnologia e à medida que os óculos inteligentes da Meta se tornaram um sucesso comercial inesperado.
A EssilorLuxottica, que trabalha com a Meta na fabricação dos óculos, informou esta semana que vendeu mais de 7 milhões de unidades no ano passado.
Espera-se que os óculos inteligentes da Meta enfrentem nova concorrência de empresas, como a OpenAI, que sugeriram seus próprios dispositivos vestíveis com IA. Mark Zuckerberg, CEO da Meta, quer adicionar reconhecimento facial para diferenciar os dispositivos e tornar o assistente de IA dos óculos mais útil, disseram três das pessoas envolvidas nos planos.
A Meta está explorando quem deve ser reconhecível por meio da tecnologia, segundo duas dessas fontes. As opções incluem reconhecer pessoas que o usuário conhece por estarem conectadas em uma plataforma da Meta e identificar pessoas que o usuário talvez não conheça, mas que tenham uma conta pública em um site da Meta, como o Instagram.
O recurso não daria às pessoas a capacidade de pesquisar qualquer pessoa que encontrassem, como uma ferramenta universal de reconhecimento facial, disseram duas pessoas familiarizadas com os planos.
O site The Information noticiou no ano passado que a Meta havia retomado o trabalho com reconhecimento facial em seus óculos inteligentes.
Os óculos inteligentes da Meta já foram usados para identificar pessoas antes. Em 2024, dois estudantes de Harvard usaram Ray-Ban Meta com uma ferramenta comercial de reconhecimento facial chamada PimEyes para identificar desconhecidos no metrô de Boston e divulgaram um vídeo viral sobre isso.
Na época, a Meta destacou a importância de uma pequena luz LED branca no canto superior direito da armação “que indica às pessoas que o usuário está gravando”.
Os óculos inteligentes da Meta exigem que o usuário os ative para fazer uma pergunta ao assistente de IA ou tirar uma foto ou vídeo. A empresa também está trabalhando em óculos, chamados internamente de “super sensing”, que manteriam câmeras e sensores funcionando continuamente para registrar o dia da pessoa, de forma semelhante a como ferramentas de IA resumem reuniões por vídeo, segundo três pessoas envolvidas nos planos.
O reconhecimento facial seria um recurso-chave para os óculos “super sensing”, permitindo, por exemplo, lembrar o usuário de tarefas ao ver um colega. Zuckerberg questionou se os óculos deveriam manter a luz LED acesa para mostrar às pessoas que estão usando o recurso de “super sensing” ou se deveriam usar outro sinal, segundo uma pessoa envolvida nos planos. As informações são do jornal The New York Times.
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Meta quer colocar reconhecimento facial em óculos
A empresa controladora do Facebook planeja adicionar o recurso aos seus óculos inteligentes. (Foto: Reprodução)
Há cinco anos, o Facebook desativou o sistema de reconhecimento facial usado para marcar pessoas em fotos na sua rede social, afirmando que queria encontrar “o equilíbrio certo” para uma tecnologia que levanta preocupações legais e de privacidade. Agora, quer trazer o reconhecimento facial de volta.
A empresa controladora do Facebook planeja adicionar o recurso aos seus óculos inteligentes, que fabrica em parceria com a dona das marcas Ray-Ban e Oakley, ainda este ano, segundo quatro pessoas envolvidas nos planos que não estavam autorizadas a falar publicamente sobre discussões confidenciais.
O recurso, chamado internamente de “Name Tag” (etiqueta de nome em tradução livre) permitiria que os usuários dos óculos identificassem pessoas e obtivessem informações sobre elas por meio do assistente de inteligência artificial da Meta.
Os planos da Meta podem mudar. A empresa do Vale do Silício vem discutindo, desde o início do ano passado, como lançar um recurso que envolve “riscos de segurança e privacidade”, segundo um documento interno analisado pelo The New York Times.
O memorando interno da Meta dizia que o tumulto político nos Estados Unidos era um bom momento para o lançamento do recurso.
“Vamos lançar em um ambiente político dinâmico, no qual muitos grupos da sociedade civil que poderíamos esperar que nos atacassem estarão com seus recursos voltados para outras preocupações”, segundo o documento do Reality Labs da Meta, que trabalha com hardware, incluindo óculos inteligentes.
A tecnologia de reconhecimento facial há muito tempo levanta preocupações sobre liberdades civis e privacidade por seu potencial de uso por governos para monitorar cidadãos e reprimir dissidentes, por empresas para rastrear clientes sem seu conhecimento ou até por pessoas mal-intencionadas em bares.
Algumas cidades e estados restringiram ou proibiram o uso da tecnologia pela polícia devido a preocupações com sua precisão. Legisladores democratas pediram recentemente ao Serviço de Imigração e Alfândega que pare de usar reconhecimento facial nas ruas americanas.
“O reconhecimento facial nas ruas dos EUA representa uma ameaça única e grave ao anonimato prático do qual todos dependemos”, disse Nathan Freed Wessler, da União Americana pelas Liberdades Civis. “Essa tecnologia é propensa a abusos.”
A Meta considerou adicionar reconhecimento facial à primeira versão de seus óculos inteligentes Ray-Ban em 2021, mas recuou devido a desafios técnicos e preocupações éticas. Retomou os esforços à medida que o governo Trump se aproximou das grandes empresas de tecnologia e à medida que os óculos inteligentes da Meta se tornaram um sucesso comercial inesperado.
A EssilorLuxottica, que trabalha com a Meta na fabricação dos óculos, informou esta semana que vendeu mais de 7 milhões de unidades no ano passado.
Espera-se que os óculos inteligentes da Meta enfrentem nova concorrência de empresas, como a OpenAI, que sugeriram seus próprios dispositivos vestíveis com IA. Mark Zuckerberg, CEO da Meta, quer adicionar reconhecimento facial para diferenciar os dispositivos e tornar o assistente de IA dos óculos mais útil, disseram três das pessoas envolvidas nos planos.
A Meta está explorando quem deve ser reconhecível por meio da tecnologia, segundo duas dessas fontes. As opções incluem reconhecer pessoas que o usuário conhece por estarem conectadas em uma plataforma da Meta e identificar pessoas que o usuário talvez não conheça, mas que tenham uma conta pública em um site da Meta, como o Instagram.
O recurso não daria às pessoas a capacidade de pesquisar qualquer pessoa que encontrassem, como uma ferramenta universal de reconhecimento facial, disseram duas pessoas familiarizadas com os planos.
O site The Information noticiou no ano passado que a Meta havia retomado o trabalho com reconhecimento facial em seus óculos inteligentes.
Os óculos inteligentes da Meta já foram usados para identificar pessoas antes. Em 2024, dois estudantes de Harvard usaram Ray-Ban Meta com uma ferramenta comercial de reconhecimento facial chamada PimEyes para identificar desconhecidos no metrô de Boston e divulgaram um vídeo viral sobre isso.
Na época, a Meta destacou a importância de uma pequena luz LED branca no canto superior direito da armação “que indica às pessoas que o usuário está gravando”.
Os óculos inteligentes da Meta exigem que o usuário os ative para fazer uma pergunta ao assistente de IA ou tirar uma foto ou vídeo. A empresa também está trabalhando em óculos, chamados internamente de “super sensing”, que manteriam câmeras e sensores funcionando continuamente para registrar o dia da pessoa, de forma semelhante a como ferramentas de IA resumem reuniões por vídeo, segundo três pessoas envolvidas nos planos.
O reconhecimento facial seria um recurso-chave para os óculos “super sensing”, permitindo, por exemplo, lembrar o usuário de tarefas ao ver um colega. Zuckerberg questionou se os óculos deveriam manter a luz LED acesa para mostrar às pessoas que estão usando o recurso de “super sensing” ou se deveriam usar outro sinal, segundo uma pessoa envolvida nos planos. As informações são do jornal The New York Times.
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