Produtor executivo do filme, Mário Frias é citado por ter destinado R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil.
Foto: Roberto Castro/MTur
Produtor executivo do filme, Mário Frias é citado por ter destinado R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil. (Foto: Roberto Castro/MTur)
O deputado federal Mário Frias afirmou nesta segunda-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal que é “absolutamente falsa” a acusação de que teria destinado emendas parlamentares para financiar o filme “Dark Horse”, produção que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A manifestação foi enviada ao STF no âmbito de uma apuração preliminar aberta após pedido da deputada Tabata Amaral. A parlamentar solicitou investigação sobre o que classificou como um “ecossistema” de empresas ligado à produtora Karina Ferreira da Gama, responsável pelo longa-metragem.
O filme “Dark Horse” ganhou repercussão após reportagens apontarem que a produção teria recebido recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso em Brasília. O senador Flávio Bolsonaro admitiu ter intermediado negociações e cobrado pagamentos de Vorcaro para o projeto. Segundo as reportagens, cerca de R$ 61 milhões teriam sido repassados à produção antes da prisão do empresário.
Produtor executivo do filme, Mário Frias é citado por ter destinado R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, ONG presidida por Karina Ferreira da Gama.
Na defesa apresentada ao STF, os advogados do deputado pedem o arquivamento da apuração e afirmam que não existe prova de que os recursos tenham sido desviados para a produção cinematográfica.
“Não há, nos autos, uma única prova sequer de que esses recursos tenham sido desviados para qualquer produção cinematográfica. A alegação é puramente especulativa”, argumenta a defesa.
Os advogados também sustentam que pareceres técnicos da Câmara dos Deputados não identificaram irregularidades na destinação das emendas parlamentares.
Segundo a defesa, os recursos foram destinados a projetos de inclusão digital, letramento, empreendedorismo e atividades esportivas voltadas a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.
A manifestação afirma ainda que o prazo para prestação de contas dos recursos ainda está em andamento e que, até o momento, não há apontamentos de irregularidades por órgãos de controle como a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara.
A apuração teve início após decisão do ministro Flávio Dino, que em março determinou que Mário Frias se manifestasse sobre os fatos apresentados por Tabata Amaral.
Segundo registros do STF, oficiais de Justiça tentaram intimar o deputado em diferentes ocasiões no gabinete parlamentar e em endereços vinculados ao parlamentar em Brasília e São Paulo, sem sucesso inicial.
No dia 15 de abril, Flávio Dino determinou a abertura de uma investigação preliminar sobre a destinação de emendas parlamentares de deputados do PL a organizações ligadas à produção do filme “Dark Horse”.
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Mário Frias nega que emenda para ONG ligada à produtora de “Dark Horse” foi para filme de Bolsonaro
Produtor executivo do filme, Mário Frias é citado por ter destinado R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil.
Foto: Roberto Castro/MTur
Produtor executivo do filme, Mário Frias é citado por ter destinado R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil. (Foto: Roberto Castro/MTur)
O deputado federal Mário Frias afirmou nesta segunda-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal que é “absolutamente falsa” a acusação de que teria destinado emendas parlamentares para financiar o filme “Dark Horse”, produção que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A manifestação foi enviada ao STF no âmbito de uma apuração preliminar aberta após pedido da deputada Tabata Amaral. A parlamentar solicitou investigação sobre o que classificou como um “ecossistema” de empresas ligado à produtora Karina Ferreira da Gama, responsável pelo longa-metragem.
O filme “Dark Horse” ganhou repercussão após reportagens apontarem que a produção teria recebido recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso em Brasília. O senador Flávio Bolsonaro admitiu ter intermediado negociações e cobrado pagamentos de Vorcaro para o projeto. Segundo as reportagens, cerca de R$ 61 milhões teriam sido repassados à produção antes da prisão do empresário.
Produtor executivo do filme, Mário Frias é citado por ter destinado R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, ONG presidida por Karina Ferreira da Gama.
Na defesa apresentada ao STF, os advogados do deputado pedem o arquivamento da apuração e afirmam que não existe prova de que os recursos tenham sido desviados para a produção cinematográfica.
“Não há, nos autos, uma única prova sequer de que esses recursos tenham sido desviados para qualquer produção cinematográfica. A alegação é puramente especulativa”, argumenta a defesa.
Os advogados também sustentam que pareceres técnicos da Câmara dos Deputados não identificaram irregularidades na destinação das emendas parlamentares.
Segundo a defesa, os recursos foram destinados a projetos de inclusão digital, letramento, empreendedorismo e atividades esportivas voltadas a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.
A manifestação afirma ainda que o prazo para prestação de contas dos recursos ainda está em andamento e que, até o momento, não há apontamentos de irregularidades por órgãos de controle como a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara.
A apuração teve início após decisão do ministro Flávio Dino, que em março determinou que Mário Frias se manifestasse sobre os fatos apresentados por Tabata Amaral.
Segundo registros do STF, oficiais de Justiça tentaram intimar o deputado em diferentes ocasiões no gabinete parlamentar e em endereços vinculados ao parlamentar em Brasília e São Paulo, sem sucesso inicial.
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