Aliados do presidente afirmaram que foi a atuação direta do petista que fez com que Trump recuasse. (Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nessa terça-feira (16) indica que a maioria dos entrevistados avalia que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores (PT) tiveram melhor desempenho no embate político envolvendo o chamado “tarifaço” anunciado pelo governo dos Estados Unidos. Segundo o levantamento, 54% dos respondentes consideram que Lula e o PT se saíram melhor nesse episódio, enquanto 24% afirmam que Jair Bolsonaro e seus aliados tiveram desempenho superior.
De acordo com os dados detalhados da pesquisa, 10% dos entrevistados afirmaram que nenhum dos lados se saiu melhor no embate, e outros 12% disseram não saber ou preferiram não opinar. Os números mostram um avanço da avaliação favorável ao governo em relação à pesquisa anterior, realizada em setembro. Naquele levantamento, 49% consideravam que Lula e o PT haviam se saído melhor, enquanto 27% atribuíam esse desempenho a Bolsonaro e seus aliados.
O levantamento foi realizado entre os dias 11 e 14 de dezembro e ouviu 2.004 pessoas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa buscou captar a percepção da opinião pública sobre os desdobramentos políticos e diplomáticos do aumento de tarifas anunciado pelos Estados Unidos e posteriormente revertido.
Além de avaliar quem saiu politicamente fortalecido no episódio, a pesquisa também questionou os entrevistados sobre o papel de Lula na decisão do então presidente norte-americano Donald Trump de recuar das tarifas comerciais aplicadas contra o Brasil. Para 43% dos entrevistados, Lula foi muito importante para que Trump voltasse atrás. Outros 28% disseram que o presidente brasileiro foi importante, mas não de forma decisiva. Já 23% afirmaram que Lula não teve importância nesse processo, enquanto 6% não souberam ou não responderam.
O chamado tarifaço previa uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. A medida foi anunciada por Trump em agosto como forma de pressionar o governo e o Judiciário brasileiros em relação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. A iniciativa contou com articulação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que desde março reside nos Estados Unidos e manteve contatos com integrantes do governo norte-americano.
Naquele mês, Trump assinou um decreto que estabelecia uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, somando-se a taxas já existentes e elevando o percentual total para 50%. O governo brasileiro, sob a liderança de Lula, optou por buscar uma solução diplomática, iniciando negociações com os Estados Unidos. Após conversas entre Lula e Trump, o governo norte-americano decidiu recuar da medida.
Após o recuo, Lula e o PT passaram a destacar publicamente a atuação do presidente brasileiro como fator decisivo para a mudança de posição dos Estados Unidos. Aliados do governo afirmaram que essa atuação esvaziou o discurso de bolsonaristas, que defendiam a pressão externa como estratégia política. (Com informações do Valor Econômico)
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Após o recuo, Lula e o PT passaram a destacar publicamente a atuação do presidente brasileiro como fator decisivo para a mudança de posição dos Estados Unidos. Aliados do governo afirmaram que essa atuação esvaziou o discurso de bolsonaristas, que defendiam a pressão externa como estratégia política. (Com informações do Valor Econômico)
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2025-12-16
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