Governistas e oposição apresentaram iniciativas paralelas, com escopos distintos, o que pode diluir o foco das investigações.
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Governistas e oposição apresentaram iniciativas paralelas, com escopos distintos, o que pode diluir o foco das investigações. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
A maioria dos parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado declara apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a crise envolvendo o Banco Master, apesar da resistência da cúpula do Congresso em levar o tema adiante. Nos bastidores, governistas e oposicionistas disputam o protagonismo e o direcionamento político da eventual investigação.
Levantamento realizado pelo jornal O Estado de S.Paulo indica que, entre os 513 deputados federais, 307 (cerca de 60%) se posicionaram favoravelmente à abertura de uma CPI para apurar o caso. Apenas um parlamentar se declarou contrário, cinco preferiram não responder, e os demais não se manifestaram. A apuração foi feita ao longo de dez dias, por meio de contatos telefônicos, e-mails, assessorias de imprensa e abordagens presenciais no Congresso. Os dados refletem as manifestações recebidas até a manhã desta terça-feira, 10, e seguem em atualização.
Atualmente, há dois requerimentos protocolados no Congresso Nacional com o objetivo de instaurar investigações sobre o Banco Master: um para a criação de uma CPI na Câmara dos Deputados e outro para uma comissão parlamentar mista, composta por deputados e senadores. O levantamento do O Estado de S.Paulo não considera apenas os signatários desses pedidos, mas sim o posicionamento individual dos parlamentares quanto à abertura de uma CPI ou CPMI sobre o caso. A instalação de qualquer comissão, no entanto, depende exclusivamente de decisão dos presidentes da Câmara ou do Senado.
A disputa política em torno do tema tem sido descrita como uma “guerra de CPIs”. Governistas e oposição apresentaram iniciativas paralelas, com escopos distintos, o que pode diluir o foco das investigações. A base governista protocolou, no último dia 2, um requerimento de CPI na Câmara dos Deputados, com 201 assinaturas, acima do mínimo necessário de 171. O pedido busca apurar supostas irregularidades na relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo do Distrito Federal.
No dia seguinte, a oposição apresentou um pedido de CPI mista, com apoio de 238 deputados e 42 senadores, número superior ao exigido para esse tipo de comissão. O requerimento propõe investigar indícios de fraudes financeiras, irregularidades administrativas e prejuízos bilionários associados ao Banco Master. A iniciativa contou majoritariamente com assinaturas de parlamentares oposicionistas.
Apesar do apoio expressivo entre deputados e senadores, a perspectiva de instalação das comissões é considerada reduzida no curto prazo. O presidente da Câmara afirmou que o pedido “entrará na fila”, enquanto o presidente do Senado ainda não sinalizou a leitura do requerimento da CPI mista em sessão do Congresso. A resistência é atribuída, em parte, ao impacto político da investigação em ano eleitoral e às conexões do banco com diferentes esferas do poder em Brasília.
Parlamentares favoráveis à investigação avaliam que a CPI poderia ampliar a transparência sobre o caso e dar maior visibilidade às apurações em curso. Diante das dificuldades para instaurar uma comissão específica, também é considerada a possibilidade de aprofundar o tema em colegiados já existentes, como a CPMI do INSS, que já convocou o controlador do Banco Master para prestar depoimento.
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Maioria da Câmara e do Senado diz apoiar CPI do Banco Master, mas a cúpula resiste à investigação
Governistas e oposição apresentaram iniciativas paralelas, com escopos distintos, o que pode diluir o foco das investigações.
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Governistas e oposição apresentaram iniciativas paralelas, com escopos distintos, o que pode diluir o foco das investigações. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
A maioria dos parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado declara apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a crise envolvendo o Banco Master, apesar da resistência da cúpula do Congresso em levar o tema adiante. Nos bastidores, governistas e oposicionistas disputam o protagonismo e o direcionamento político da eventual investigação.
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Atualmente, há dois requerimentos protocolados no Congresso Nacional com o objetivo de instaurar investigações sobre o Banco Master: um para a criação de uma CPI na Câmara dos Deputados e outro para uma comissão parlamentar mista, composta por deputados e senadores. O levantamento do O Estado de S.Paulo não considera apenas os signatários desses pedidos, mas sim o posicionamento individual dos parlamentares quanto à abertura de uma CPI ou CPMI sobre o caso. A instalação de qualquer comissão, no entanto, depende exclusivamente de decisão dos presidentes da Câmara ou do Senado.
A disputa política em torno do tema tem sido descrita como uma “guerra de CPIs”. Governistas e oposição apresentaram iniciativas paralelas, com escopos distintos, o que pode diluir o foco das investigações. A base governista protocolou, no último dia 2, um requerimento de CPI na Câmara dos Deputados, com 201 assinaturas, acima do mínimo necessário de 171. O pedido busca apurar supostas irregularidades na relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo do Distrito Federal.
No dia seguinte, a oposição apresentou um pedido de CPI mista, com apoio de 238 deputados e 42 senadores, número superior ao exigido para esse tipo de comissão. O requerimento propõe investigar indícios de fraudes financeiras, irregularidades administrativas e prejuízos bilionários associados ao Banco Master. A iniciativa contou majoritariamente com assinaturas de parlamentares oposicionistas.
Apesar do apoio expressivo entre deputados e senadores, a perspectiva de instalação das comissões é considerada reduzida no curto prazo. O presidente da Câmara afirmou que o pedido “entrará na fila”, enquanto o presidente do Senado ainda não sinalizou a leitura do requerimento da CPI mista em sessão do Congresso. A resistência é atribuída, em parte, ao impacto político da investigação em ano eleitoral e às conexões do banco com diferentes esferas do poder em Brasília.
Parlamentares favoráveis à investigação avaliam que a CPI poderia ampliar a transparência sobre o caso e dar maior visibilidade às apurações em curso. Diante das dificuldades para instaurar uma comissão específica, também é considerada a possibilidade de aprofundar o tema em colegiados já existentes, como a CPMI do INSS, que já convocou o controlador do Banco Master para prestar depoimento.
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