“Noventa por cento dos evangélicos ganham benefícios do governo”, disse.
Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação
“Noventa por cento dos evangélicos ganham benefícios do governo”, disse. (Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que a militância petista busque maior aproximação com o eleitorado evangélico. A declaração foi feita durante discurso na cerimônia de comemoração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores, realizada em Salvador (BA). Na ocasião, o chefe do Executivo afirmou que a maioria dos evangélicos recebe algum tipo de benefício governamental.
“Então o PT precisa ir para a periferia, o PSB tem que ir para a periferia, o PCdoB tem que ir para a periferia e o PDT tem que ir para a periferia. E o povo evangélico? Noventa por cento dos evangélicos ganham benefícios do governo. Nós não podemos esperar que um pastor fale bem de nós. Nós temos que ir lá, nas igrejas, e conversar”, afirmou Lula.
O presidente também avaliou que a disputa política exige uma estratégia clara de comunicação e disse que a narrativa será decisiva no próximo processo eleitoral. Segundo ele, o campo governista não pode subestimar os adversários.
“O que vai ganhar essas eleições é a nossa narrativa política”, declarou. “Vamos ter que construir o discurso político. Ainda não está pronto, mas vamos ter que preparar, porque é uma guerra política”, acrescentou.
Em tom mais duro, Lula afirmou que é preciso reagir às informações falsas disseminadas por adversários. “Nós temos que escrachar cada mentira que eles contarem, desmontar e provar. Temos que ter coragem de debater. A gente não pode ficar quieto. Temos que ser mais desaforados, porque eles são desaforados. Não tem mais essa de ‘Lulinha paz e amor’. Essa eleição vai ser uma guerra, e nós vamos ter que estar preparados”, disse.
O presidente também convocou partidos aliados — como PT, PCdoB, PSB e PDT — a atuarem de forma coordenada contra o que classificou como desinformação e fake news. Para Lula, a disputa política envolve a preservação do regime democrático no país.
“Essa luta é para decidir se vamos permitir que este país continue sendo democrático ou se vai se tornar um país fascista, como eles queriam construir. O que está em jogo é a democracia e a manutenção das instituições, que, apesar das críticas, garantem o funcionamento democrático do país”, afirmou.
No campo internacional, Lula reiterou solidariedade ao povo cubano e criticou a política dos Estados Unidos em relação à ilha. Ele também defendeu que a crise na Venezuela seja resolvida internamente. “O problema da Venezuela tem que ser resolvido pelo povo venezuelano, e não pelos Estados Unidos ou pelo Trump”, declarou.
As declarações ocorrem às vésperas de uma viagem oficial do presidente a Washington, onde Lula deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar de temas bilaterais, como tarifas comerciais.
Por fim, o presidente destacou a relação comercial do Brasil com a China, principal parceira econômica do país. Segundo Lula, há pressão internacional para limitar a venda de minerais estratégicos aos chineses. “Sou muito grato à parceria que o Brasil tem com a China, porque é uma relação respeitosa e exitosa”, concluiu.
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Lula quer o apoio dos evangélicos na eleição dizendo que a maior parte dos religiosos usa recursos governamentais
“Noventa por cento dos evangélicos ganham benefícios do governo”, disse.
Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que a militância petista busque maior aproximação com o eleitorado evangélico. A declaração foi feita durante discurso na cerimônia de comemoração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores, realizada em Salvador (BA). Na ocasião, o chefe do Executivo afirmou que a maioria dos evangélicos recebe algum tipo de benefício governamental.
“Então o PT precisa ir para a periferia, o PSB tem que ir para a periferia, o PCdoB tem que ir para a periferia e o PDT tem que ir para a periferia. E o povo evangélico? Noventa por cento dos evangélicos ganham benefícios do governo. Nós não podemos esperar que um pastor fale bem de nós. Nós temos que ir lá, nas igrejas, e conversar”, afirmou Lula.
O presidente também avaliou que a disputa política exige uma estratégia clara de comunicação e disse que a narrativa será decisiva no próximo processo eleitoral. Segundo ele, o campo governista não pode subestimar os adversários.
“O que vai ganhar essas eleições é a nossa narrativa política”, declarou. “Vamos ter que construir o discurso político. Ainda não está pronto, mas vamos ter que preparar, porque é uma guerra política”, acrescentou.
Em tom mais duro, Lula afirmou que é preciso reagir às informações falsas disseminadas por adversários. “Nós temos que escrachar cada mentira que eles contarem, desmontar e provar. Temos que ter coragem de debater. A gente não pode ficar quieto. Temos que ser mais desaforados, porque eles são desaforados. Não tem mais essa de ‘Lulinha paz e amor’. Essa eleição vai ser uma guerra, e nós vamos ter que estar preparados”, disse.
O presidente também convocou partidos aliados — como PT, PCdoB, PSB e PDT — a atuarem de forma coordenada contra o que classificou como desinformação e fake news. Para Lula, a disputa política envolve a preservação do regime democrático no país.
“Essa luta é para decidir se vamos permitir que este país continue sendo democrático ou se vai se tornar um país fascista, como eles queriam construir. O que está em jogo é a democracia e a manutenção das instituições, que, apesar das críticas, garantem o funcionamento democrático do país”, afirmou.
No campo internacional, Lula reiterou solidariedade ao povo cubano e criticou a política dos Estados Unidos em relação à ilha. Ele também defendeu que a crise na Venezuela seja resolvida internamente. “O problema da Venezuela tem que ser resolvido pelo povo venezuelano, e não pelos Estados Unidos ou pelo Trump”, declarou.
As declarações ocorrem às vésperas de uma viagem oficial do presidente a Washington, onde Lula deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar de temas bilaterais, como tarifas comerciais.
Por fim, o presidente destacou a relação comercial do Brasil com a China, principal parceira econômica do país. Segundo Lula, há pressão internacional para limitar a venda de minerais estratégicos aos chineses. “Sou muito grato à parceria que o Brasil tem com a China, porque é uma relação respeitosa e exitosa”, concluiu.
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