O aumento da demanda por produtos da Coreia do Sul também despertou o interesse do setor de cosméticos do Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Esta será a terceira viagem de Lula ao país asiático. Ele esteve na Coreia do Sul em 2005 e 2010, mas esta é a primeira vez com o peso de visita de Estado, o que indica maior peso político, econômico e diplomático para os dois países.
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, acompanhou Lula até a Índia mas não ficou para os compromissos oficiais e seguiu antes para a Coreia do Sul, onde cumpre agenda própria com a primeira-dama sul-coreana.
No último ano, Lula se reuniu duas vezes com o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung:
em junho, no Canadá, durante a cúpula do G7; em novembro, na reunião do G20, realizada na África do Sul.
Segundo interlocutores do Ministério das Relações Exteriores, nos dois encontros a afinidade entre os presidentes ficou “clara e evidente”.
A visita é tratada como uma confirmação do bom momento nas relações entre Brasil e Coreia do Sul. Os dois países mantêm relações diplomáticas desde 1959, há mais de seis décadas.
Nesse contexto, a expectativa é que os líderes assinem um “Plano de Ação 2026-2029”. O documento deve formalizar um nível mais estratégico de cooperação entre os dois países. Além disso, os líderes devem discutir áreas consideradas prioritárias e trocar avaliações sobre o cenário geopolítico internacional.
A viagem também se insere em uma estratégia mais ampla do governo brasileiro de ampliar a presença do país na Ásia e abrir novos mercados na região. A ideia é diversificar parceiros comerciais, aumentar exportações e atrair investimentos, reduzindo a dependência de parceiros grandes e tradicionais. A aproximação com países do continente é vista pelo governo como parte central da política externa econômica do Brasil nos próximos anos.
Comércio Hoje, a Coreia do Sul é um parceiro econômico relevante para o Brasil. Desde 2024, o país asiático já anunciou cerca de US$ 8,8 bilhões em investimentos no território brasileiro. Quase 80% desse total está concentrado na chamada indústria de transformação.
No comércio bilateral, o fluxo entre Brasil e Coreia do Sul somou US$ 10,8 bilhões no ano passado, com superávit de US$ 174 milhões para o lado brasileiro. Entre os países da Ásia, a Coreia do Sul é o quarto maior parceiro comercial do Brasil. No ranking global, ocupa a 13ª posição.
Cultura, beleza e cosméticos Nos últimos anos, a presença da cultura coreana no Brasil cresceu de forma expressiva, impulsionada principalmente pelo sucesso global do k-pop, das séries de TV e do cinema da Coreia do Sul.
Grupos musicais, produções exibidas em plataformas de streaming e a popularização da culinária, da moda e dos ritos de beleza ampliaram o interesse do público brasileiro, fortalecendo os laços culturais e aproximando as sociedades dos dois países.
Outro fenômeno recente é a popularização do skincare coreano. Produtos e rotinas de cuidados com a pele inspirados na chamada “K-beauty ” ganharam espaço nas redes sociais, no varejo e entre influenciadores, impulsionando a demanda por itens como séruns e outros produtos de beleza.
A aparência uniforme e luminosa virou uma vitrine para a indústria de cosméticos. Esse padrão estético, reforçado por celebridades, atores de doramas e ídolos do K-pop, estimula o interesse por produtos e rotinas inspiradas na “K-beauty”.
O aumento da demanda por produtos da Coreia do Sul também despertou o interesse do setor de cosméticos do Brasil. Empresas brasileiras passaram a acompanhar mais de perto as inovações coreanas em tecnologia de cuidados com a pele e no desenvolvimento de fórmulas. Com informações do portal G1.
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Lula parte da Índia rumo à Coreia do Sul em viagem estratégica para países da Ásia
O aumento da demanda por produtos da Coreia do Sul também despertou o interesse do setor de cosméticos do Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Esta será a terceira viagem de Lula ao país asiático. Ele esteve na Coreia do Sul em 2005 e 2010, mas esta é a primeira vez com o peso de visita de Estado, o que indica maior peso político, econômico e diplomático para os dois países.
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, acompanhou Lula até a Índia mas não ficou para os compromissos oficiais e seguiu antes para a Coreia do Sul, onde cumpre agenda própria com a primeira-dama sul-coreana.
No último ano, Lula se reuniu duas vezes com o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung:
em junho, no Canadá, durante a cúpula do G7;
em novembro, na reunião do G20, realizada na África do Sul.
Segundo interlocutores do Ministério das Relações Exteriores, nos dois encontros a afinidade entre os presidentes ficou “clara e evidente”.
A visita é tratada como uma confirmação do bom momento nas relações entre Brasil e Coreia do Sul. Os dois países mantêm relações diplomáticas desde 1959, há mais de seis décadas.
Nesse contexto, a expectativa é que os líderes assinem um “Plano de Ação 2026-2029”. O documento deve formalizar um nível mais estratégico de cooperação entre os dois países. Além disso, os líderes devem discutir áreas consideradas prioritárias e trocar avaliações sobre o cenário geopolítico internacional.
A viagem também se insere em uma estratégia mais ampla do governo brasileiro de ampliar a presença do país na Ásia e abrir novos mercados na região.
A ideia é diversificar parceiros comerciais, aumentar exportações e atrair investimentos, reduzindo a dependência de parceiros grandes e tradicionais. A aproximação com países do continente é vista pelo governo como parte central da política externa econômica do Brasil nos próximos anos.
Comércio
Hoje, a Coreia do Sul é um parceiro econômico relevante para o Brasil. Desde 2024, o país asiático já anunciou cerca de US$ 8,8 bilhões em investimentos no território brasileiro. Quase 80% desse total está concentrado na chamada indústria de transformação.
No comércio bilateral, o fluxo entre Brasil e Coreia do Sul somou US$ 10,8 bilhões no ano passado, com superávit de US$ 174 milhões para o lado brasileiro. Entre os países da Ásia, a Coreia do Sul é o quarto maior parceiro comercial do Brasil. No ranking global, ocupa a 13ª posição.
Cultura, beleza e cosméticos
Nos últimos anos, a presença da cultura coreana no Brasil cresceu de forma expressiva, impulsionada principalmente pelo sucesso global do k-pop, das séries de TV e do cinema da Coreia do Sul.
Grupos musicais, produções exibidas em plataformas de streaming e a popularização da culinária, da moda e dos ritos de beleza ampliaram o interesse do público brasileiro, fortalecendo os laços culturais e aproximando as sociedades dos dois países.
Outro fenômeno recente é a popularização do skincare coreano. Produtos e rotinas de cuidados com a pele inspirados na chamada “K-beauty ” ganharam espaço nas redes sociais, no varejo e entre influenciadores, impulsionando a demanda por itens como séruns e outros produtos de beleza.
A aparência uniforme e luminosa virou uma vitrine para a indústria de cosméticos. Esse padrão estético, reforçado por celebridades, atores de doramas e ídolos do K-pop, estimula o interesse por produtos e rotinas inspiradas na “K-beauty”.
O aumento da demanda por produtos da Coreia do Sul também despertou o interesse do setor de cosméticos do Brasil. Empresas brasileiras passaram a acompanhar mais de perto as inovações coreanas em tecnologia de cuidados com a pele e no desenvolvimento de fórmulas. Com informações do portal G1.
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