Lideranças políticas de diferentes espectros têm intensificado gestos públicos em direção a esse grupo.
Foto: Divulgação
Lideranças políticas de diferentes espectros têm intensificado gestos públicos em direção a esse grupo.(Foto: Divulgação)
Com pouco mais de 100 mil pessoas no Brasil, a comunidade judaica representa cerca de 0,06% da população nacional e não configura, do ponto de vista numérico, um contingente eleitoral expressivo. Ainda assim, lideranças políticas de diferentes espectros têm intensificado gestos públicos em direção a esse grupo, sobretudo às vésperas do Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, celebrado na última terça-feira (27).
Nos últimos dias, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou fotos e mensagens de uma viagem a Israel, incluindo registros de oração no Muro das Lamentações. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou de um ato em memória das vítimas do Holocausto na Congregação Israelita Paulista (CIP). Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escalou a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, para cumprir uma agenda junto a instituições judaicas na capital paulista.
Durante o evento realizado no domingo (25), Tarcísio afirmou que o governo paulista não permitirá manifestações antissemitas no Estado. “A gente está aqui para dizer muito obrigado, para dizer que não vamos esquecer o Holocausto e não permitiremos o antissemitismo no nosso estado”, declarou.
Flávio Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) estão em Israel, onde participaram da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo e foram recebidos pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. O senador afirmou ter se comprometido a retomar integralmente as relações comerciais entre Brasil e Israel a partir de 2027 e prometeu transferir a embaixada brasileira para Jerusalém.
Em São Paulo, Macaé Evaristo visitou instituições tradicionais da comunidade judaica no bairro do Bom Retiro, como o Ten Yad e a Unibes, além do Memorial do Holocausto. Segundo a ministra, a agenda tem como objetivo reforçar o combate ao antissemitismo e a outras formas de discriminação.
Presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Claudio Lottenberg avalia que houve uma “inflexão perigosa” na postura brasileira após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. Ele critica declarações do presidente Lula que associaram a atuação de Israel em Gaza ao Holocausto, fala que provocou uma crise diplomática entre os dois países e levou Israel a declarar Lula persona non grata.
Apesar das críticas, Lottenberg vê de forma positiva os recentes acenos do governo à comunidade judaica. “Ela tem densidade institucional e simbólica para trazer compasso moral a agendas públicas”, afirma.
Rabino da corrente secular humanista, Jayme Fucs Bar, aliado histórico do PT, diz não considerar Lula antissemita, embora critique a condução da política externa brasileira em relação ao conflito no Oriente Médio. Já o historiador Daniel Golovaty Cursino afirma que se afastou da esquerda e vê no PT uma visão de mundo antissemita.
Questionada sobre as acusações, Macaé Evaristo afirmou que o governo federal atua para desconstruir o antissemitismo e que o presidente Lula “sempre se posicionou em defesa da vida humana”. (Com Folhapress)
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Lula, Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas disputam espaço junto à comunidade judaica
Lideranças políticas de diferentes espectros têm intensificado gestos públicos em direção a esse grupo.
Foto: Divulgação
Lideranças políticas de diferentes espectros têm intensificado gestos públicos em direção a esse grupo.(Foto: Divulgação)
Com pouco mais de 100 mil pessoas no Brasil, a comunidade judaica representa cerca de 0,06% da população nacional e não configura, do ponto de vista numérico, um contingente eleitoral expressivo. Ainda assim, lideranças políticas de diferentes espectros têm intensificado gestos públicos em direção a esse grupo, sobretudo às vésperas do Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, celebrado na última terça-feira (27).
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Apesar das críticas, Lottenberg vê de forma positiva os recentes acenos do governo à comunidade judaica. “Ela tem densidade institucional e simbólica para trazer compasso moral a agendas públicas”, afirma.
Rabino da corrente secular humanista, Jayme Fucs Bar, aliado histórico do PT, diz não considerar Lula antissemita, embora critique a condução da política externa brasileira em relação ao conflito no Oriente Médio. Já o historiador Daniel Golovaty Cursino afirma que se afastou da esquerda e vê no PT uma visão de mundo antissemita.
Questionada sobre as acusações, Macaé Evaristo afirmou que o governo federal atua para desconstruir o antissemitismo e que o presidente Lula “sempre se posicionou em defesa da vida humana”.
(Com Folhapress)
https://www.osul.com.br/lula-flavio-bolsonaro-e-tarcisio-de-freitas-disputam-espaco-junto-a-comunidade-judaica/
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2026-01-28
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