No domingo mesmo, representantes da diplomacia dos dois países se reuniram, seguindo instruções dos presidentes. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
No domingo mesmo, representantes da diplomacia dos dois países se reuniram, seguindo instruções dos presidentes. Além de se encontrar pessoalmente com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, o chanceler Mauro Vieira conversou por telefone com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.
Nos bastidores, integrantes do governo que acompanham o assunto afirmam que há dois caminhos em vista na negociação com os Estados Unidos:
O plano A do governo brasileiro, já formalizado a Rubio, é que os EUA suspendam os efeitos do tarifaço sobre produtos brasileiros até que as negociações para um acordo comercial sejam concluídas.
O plano B seria ampliar a lista de itens isentos do tarifaço, começando por produtos já incluídos pelo próprio Donald Trump como possíveis exceções por serem “recursos naturais indisponíveis” nos EUA.
Se os Estados Unidos concordarem com a suspensão, será iniciado o processo de negociações cujo objetivo do Brasil é eliminar a sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros, que se soma à tarifa de 10% previamente estabelecida pelos EUA para todos os países, em vigor desde antes de agosto. O tarifaço afeta setores estratégicos da economia brasileira, como aço, alumínio, carne e café, e vinha sendo considerado um obstáculo para um diálogo comercial equilibrado.
O encontro entre Lula e Trump marcou, segundo interlocutores que acompanham o assunto, uma virada na relação comercial, com diálogo franco e disposição para avançar em soluções que permitam reconstruir a confiança mútua e abrir espaço para negociações mais amplas sobre comércio, tarifas e regulamentações. Contudo, há incertezas sobre o que entraria em um eventual acordo.
Além do tarifaço, há pontos importantes ainda pendentes nas relações bilaterais. Um deles é a aplicação de sanções, pelos Estados Unidos, a cidadãos brasileiros. O principal alvo é o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, considerado, por parte do governo americano — incluindo o secretário de Estado Marco Rubio —, o algoz do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Também seguem pendentes na agenda a investigação conduzida pelos EUA com base na chamada Seção 301, que examina supostas práticas comerciais desleais, e a ação movida pelo Brasil contra o tarifaço na Organização Mundial do Comércio (OMC), ainda em tramitação.
No caso da Seção 301, da lei de comércio americana, Washington alega que empresas locais são prejudicadas por tarifas elevadas adotadas pelo Brasil, problemas relacionados à propriedade intelectual, desmatamento ilegal e até pelo uso do Pix como meio de pagamento instantâneo. Com informações do portal O Globo.
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Lula e Trump: veja quais são os próximos passos da negociação sobre o tarifaço após encontro histórico
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Também seguem pendentes na agenda a investigação conduzida pelos EUA com base na chamada Seção 301, que examina supostas práticas comerciais desleais, e a ação movida pelo Brasil contra o tarifaço na Organização Mundial do Comércio (OMC), ainda em tramitação.
No caso da Seção 301, da lei de comércio americana, Washington alega que empresas locais são prejudicadas por tarifas elevadas adotadas pelo Brasil, problemas relacionados à propriedade intelectual, desmatamento ilegal e até pelo uso do Pix como meio de pagamento instantâneo. Com informações do portal O Globo.
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