Lula e Alcolumbre conversaram duas vezes nos últimos dias depois de semanas afastados. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), voltaram a conversar depois de semanas afastados. A relação entre os dois não voltou à mesma proximidade que teve na maior parte de 2025, mas melhorou, publicou a Folha de S. Paulo.
Alcolumbre foi o principal aliado de Lula no Legislativo ao longo do ano, mas estava rompido com o chefe do governo desde a indicação, pelo petista, do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). O presidente do Senado e outros políticos importantes da Casa queriam que o escolhido fosse o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
O afastamento entre Alcolumbre e o Executivo foi tão intenso que o senador parou de falar com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), um dos representantes diretos de Lula no Legislativo.
Lula fez diversos acenos públicos a Alcolumbre em semanas recentes para baixar a temperatura. Senadores como Weverton Rocha (PDT-MA), Omar Aziz (PSD-AM), Otto Alencar (PSD-BA), Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL) e Randolfe Rodrigues (PT-AP) participaram de um esforço de reaproximação entre os dois presidentes de Poder.
O petista conversou com Alcolumbre por telefone no fim da última semana. A ligação foi uma espécie de prévia para um encontro presencial realizado alguns dias depois, em Brasília.
Lula agradeceu ao presidente do Senado pelos projetos de interesse do governo aprovados no Legislativo. O petista já vinha dando declarações nesse sentido publicamente.
O presidente também sondou Alcolumbre sobre o clima para a indicação de Messias, mas essa parte da conversa não teve conclusão. Será necessário esperar a retomada dos trabalhos do Legislativo, em fevereiro, para uma avaliação mais precisa.
Lula indicou o advogado-geral da União, mas não enviou ao Senado a papelada necessária para a deliberação –Messias só assumirá como ministro do STF se for aprovado pelos senadores.
O petista usou o atraso no envio dos documentos para forçar o adiamento. Se fosse realizada em 10 de dezembro, como planejado inicialmente, Messias corria risco de rejeição. Aliados tanto de Lula quanto de Alcolumbre encaram essa reaproximação como uma etapa prévia ao destravamento do processo formal da indicação.
O petista também aproveitou a conversa com o presidente do Senado para perguntar sobre a possibilidade de Rodrigo Pacheco, amigo de Alcolumbre, disputar o governo de Minas Gerais. O chefe do governo ouviu, novamente, que o senador mineiro não está disposto a se candidatar.
Lula busca um candidato forte a governador para se aliar em Minas Gerais, que é o segundo estado mais populoso do Brasil. O petista julga que Pacheco seria um nome competitivo, por isso a insistência —mesmo após ser informado de que o senador não quer concorrer.
Os atritos entre o governo e o Legislativo no final deste ano também foram agravados por campanhas de comunicação críticas ao Congresso Nacional realizadas pelo PT, partido de Lula. Senadores reclamavam nos bastidores e relatavam que um dos mais incomodados com a situação era Alcolumbre.
O presidente do Senado ficou irritado, por exemplo, depois de o chefe do governo dizer que o Legislativo havia sequestrado o Orçamento por meio das emendas parlamentares, o principal mecanismo usado por deputados e senadores para enviar dinheiro para obras em suas bases eleitorais. Com informações da Folha de S. Paulo.
https://www.osul.com.br/lula-e-o-presidente-do-senado-fazem-as-pazes/ Lula e o presidente do Senado fazem as pazes 2025-12-27
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Lula e o presidente do Senado fazem as pazes
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Os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), voltaram a conversar depois de semanas afastados. A relação entre os dois não voltou à mesma proximidade que teve na maior parte de 2025, mas melhorou, publicou a Folha de S. Paulo.
Alcolumbre foi o principal aliado de Lula no Legislativo ao longo do ano, mas estava rompido com o chefe do governo desde a indicação, pelo petista, do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). O presidente do Senado e outros políticos importantes da Casa queriam que o escolhido fosse o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
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O presidente do Senado ficou irritado, por exemplo, depois de o chefe do governo dizer que o Legislativo havia sequestrado o Orçamento por meio das emendas parlamentares, o principal mecanismo usado por deputados e senadores para enviar dinheiro para obras em suas bases eleitorais. Com informações da Folha de S. Paulo.
https://www.osul.com.br/lula-e-o-presidente-do-senado-fazem-as-pazes/
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2025-12-27
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