Presidente brasileiro diz que reunião com Trump pode fazer com que a relação entre os dois países volte à normalidade. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que irá para Washington, capital dos Estados Unidos, no início de março para visitar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o líder brasileiro, é preciso que os dois tenham uma conversa “olhando olho no olho” para que a relação entre os dois países volte à normalidade.
Em conversa com jornalistas, Lula destacou o peso político do diálogo direto entre os dois países e defendeu uma retomada do entendimento entre Brasília e Washington. “No começo de março eu vou fazer uma viagem a Washington porque os Estados Unidos e o Brasil são as duas principais democracias do Ocidente e eu acho que dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro, para que a gente possa discutir as boas relações entre Brasil e Estados Unidos”, afirmou.
Segundo o presidente, a expectativa é de que o encontro contribua para reduzir tensões e reforçar a cooperação internacional. “Eu estou convencido que a gente vai voltar à normalidade logo, que a gente vai fortalecer o multilateralismo e que a gente vai fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós”, acrescentou.
A viagem foi confirmada um dia após Lula e Trump conversarem por telefone. De acordo com nota do Palácio do Planalto, os dois líderes trataram de temas sensíveis da agenda internacional, como a situação na Venezuela, o plano de paz para a Faixa de Gaza e o combate ao crime organizado.
Crise na Venezuela
Lula disse ainda que terá uma nova conversa com a presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, que assumiu o poder do regime chavista após a captura do ditador Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos. O presidente brasileiro declarou que espera que Delcy “consiga dar conta do recado”.
“Eu conversei duas vezes com a presidente Delcy, mas não entrei em detalhe [sobre o ataque dos Estados Unidos na Venezuela], porque ela estava muito preocupada com os acontecimentos que eram muito recentes. Eu, proximamente, vou falar com a presidente Delcy e eu espero que ela consiga dar conta do recado”, disse o presidente.
As conversas com Delcy, citadas por Lula, ocorreram no dia em que houve o ataque americano na Venezuela. Antes de o governo brasileiro emitir uma posição oficial, o presidente perguntou à chavista se a Venezuela havia realmente sido atacada e se Maduro havia sido capturado.
Lula ainda disse que Trump precisa permitir que a Venezuela “cuide da sua própria soberania”. Segundo o petista, não são os governos brasileiro e americano que irão encontrar uma solução para a crise venezuelana.
“É importante que o presidente Trump permita que a Venezuela possa cuidar da sua soberania, cuidar dos interesses democráticos da Venezuela. Está tudo muito recente e eu acho que nós temos que ter um pouco de paciência porque quem vai encontrar uma solução para o povo da Venezuela é o povo venezuelano. Não será o Brasil, não será os Estados Unidos”, declarou Lula.
O chefe do Executivo brasileiro também ressaltou que tem mantido diálogo frequente com diferentes líderes internacionais em defesa do multilateralismo. Ele citou conversas recentes com o presidente da França, Emmanuel Macron, com o presidente do Chile, Gabriel Boric, além do próprio Trump, como parte de uma estratégia de articulação diante do cenário global de incertezas.
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Lula confirma viagem aos Estados Unidos em março para conversar “olhando no olho” de Trump
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Em conversa com jornalistas, Lula destacou o peso político do diálogo direto entre os dois países e defendeu uma retomada do entendimento entre Brasília e Washington. “No começo de março eu vou fazer uma viagem a Washington porque os Estados Unidos e o Brasil são as duas principais democracias do Ocidente e eu acho que dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro, para que a gente possa discutir as boas relações entre Brasil e Estados Unidos”, afirmou.
Segundo o presidente, a expectativa é de que o encontro contribua para reduzir tensões e reforçar a cooperação internacional. “Eu estou convencido que a gente vai voltar à normalidade logo, que a gente vai fortalecer o multilateralismo e que a gente vai fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós”, acrescentou.
A viagem foi confirmada um dia após Lula e Trump conversarem por telefone. De acordo com nota do Palácio do Planalto, os dois líderes trataram de temas sensíveis da agenda internacional, como a situação na Venezuela, o plano de paz para a Faixa de Gaza e o combate ao crime organizado.
Crise na Venezuela
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“Eu conversei duas vezes com a presidente Delcy, mas não entrei em detalhe [sobre o ataque dos Estados Unidos na Venezuela], porque ela estava muito preocupada com os acontecimentos que eram muito recentes. Eu, proximamente, vou falar com a presidente Delcy e eu espero que ela consiga dar conta do recado”, disse o presidente.
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“É importante que o presidente Trump permita que a Venezuela possa cuidar da sua soberania, cuidar dos interesses democráticos da Venezuela. Está tudo muito recente e eu acho que nós temos que ter um pouco de paciência porque quem vai encontrar uma solução para o povo da Venezuela é o povo venezuelano. Não será o Brasil, não será os Estados Unidos”, declarou Lula.
O chefe do Executivo brasileiro também ressaltou que tem mantido diálogo frequente com diferentes líderes internacionais em defesa do multilateralismo. Ele citou conversas recentes com o presidente da França, Emmanuel Macron, com o presidente do Chile, Gabriel Boric, além do próprio Trump, como parte de uma estratégia de articulação diante do cenário global de incertezas.
https://www.osul.com.br/lula-confirma-viagem-aos-estados-unidos-em-marco-para-conversar-olhando-no-olho-de-trump/
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2026-01-29
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