O período existe para que deputados federais, estaduais e distritais possam mudar de sigla sem sofrer punições.
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O período existe para que deputados federais, estaduais e distritais possam mudar de sigla sem sofrer punições. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
Motivada pela disputa eleitoral, a janela partidária terminou na sexta-feira (3) com saldo de mais de 20% de trocas na Câmara dos Deputados. O número tende a ser ainda maior após a consolidação formal das movimentações partidárias realizadas.
Levantamento contabilizou ao menos 120 movimentações partidárias de deputados titulares. O cálculo teve como base dados da Câmara, informes partidários e anúncios em redes sociais divulgados até sábado (4). Maior partido da Casa, a bancada do PL saiu fortalecida chegando a 100 integrantes. A legenda foi uma das que mais conquistou novas filiações e recuperou perdas registradas aos longo dos últimos anos. A sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro elegeu 99 deputados em 2022, mas contava com 87 integrantes antes do período de trocas.
O União Brasil foi a bancada que mais perdeu nomes – 28, no total –, mas conseguiu equilibrar as perdas com 21 novas adesões. A sigla tem agora 51 integrantes, sete a menos do que no período pré-janela, mas ainda segue como o terceiro maior partido da Casa.
Legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT teve ao menos uma baixa, a deputada Luizianne Lins (CE), que a deixou a sigla após 37 anos para se filiar à Rede. A bancada petista também filiou Paulo Lemos (AP), antes do PSOL, e se mantém como o segundo maior partido da Câmara, com 67 integrantes.
As mudanças também deram fôlego para o PSDB, que registrou 11 entradas e sete saídas chegando a 19 integrantes na Câmara. Já o PDT, proporcionalmente, foi uma das siglas com saldo mais negativo. O partido filiou apenas um deputado e perdeu outros oito. Partidos como PP, PSD e Republicanos registraram números semelhantes de saídas e novas filiações.
Veja a estimativa de ganhos e perdas de cada sigla:
* União Brasil: 28 saídas e 21 adesões; * Republicanos: 15 saídas e 15 adesões; * PSD: 13 saídas e 9 adesões; * MDB: 13 saídas e 7 adesões; * PP: 9 saídas e 6 adesões; * PL: 7 saídas e 20 adesões; * PDT: 8 saídas e uma adesão; * PSDB: 7 saídas e 11 adesões; * PSB: 5 saídas e 6 adesões; * Avante: 4 saídas e uma adesão; * PRD: 3 saídas e 1 adesão; * Podemos: duas saídas e 13 adesões; * Solidariedade: duas saídas e duas adesões; * Rede: uma saída e duas adesões; * PT: uma saída e uma adesão; * Cidadania: uma saída e 0 adesões; * MISSÃO: 0 saídas e uma adesão; * PC do B: 0 saídas e uma adesão; * PSOL: uma saída e uma adesão; * PV: 0 saídas e uma adesão.
A janela partidária tem duração de 30 dias e neste ano começou em 5 de março. Previsto na legislação eleitoral, o período existe para que deputados federais, estaduais e distritais possam mudar de sigla sem sofrer punições.
O princípio da fidelidade partidária prevê que o mandato de deputados e vereadores pertence ao partido, e não ao candidato eleito. Por isso, a janela partidária para esses cargos é aberta somente em anos eleitorais e seis meses antes das eleições. Após o período de trocas, o próximo passo de articulações envolve as convenções partidárias, em que os candidatos devem ser escolhidos. Em 2026, os brasileiros irão às urnas para o primeiro turno das eleições em 4 de outubro. (Com informações do portal de notícias CNN Brasil)
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Janela partidária termina com mais de 20% de trocas na Câmara dos Deputados
O período existe para que deputados federais, estaduais e distritais possam mudar de sigla sem sofrer punições.
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O período existe para que deputados federais, estaduais e distritais possam mudar de sigla sem sofrer punições. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
Motivada pela disputa eleitoral, a janela partidária terminou na sexta-feira (3) com saldo de mais de 20% de trocas na Câmara dos Deputados. O número tende a ser ainda maior após a consolidação formal das movimentações partidárias realizadas.
Levantamento contabilizou ao menos 120 movimentações partidárias de deputados titulares. O cálculo teve como base dados da Câmara, informes partidários e anúncios em redes sociais divulgados até sábado (4). Maior partido da Casa, a bancada do PL saiu fortalecida chegando a 100 integrantes. A legenda foi uma das que mais conquistou novas filiações e recuperou perdas registradas aos longo dos últimos anos. A sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro elegeu 99 deputados em 2022, mas contava com 87 integrantes antes do período de trocas.
O União Brasil foi a bancada que mais perdeu nomes – 28, no total –, mas conseguiu equilibrar as perdas com 21 novas adesões. A sigla tem agora 51 integrantes, sete a menos do que no período pré-janela, mas ainda segue como o terceiro maior partido da Casa.
Legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT teve ao menos uma baixa, a deputada Luizianne Lins (CE), que a deixou a sigla após 37 anos para se filiar à Rede. A bancada petista também filiou Paulo Lemos (AP), antes do PSOL, e se mantém como o segundo maior partido da Câmara, com 67 integrantes.
As mudanças também deram fôlego para o PSDB, que registrou 11 entradas e sete saídas chegando a 19 integrantes na Câmara. Já o PDT, proporcionalmente, foi uma das siglas com saldo mais negativo. O partido filiou apenas um deputado e perdeu outros oito. Partidos como PP, PSD e Republicanos registraram números semelhantes de saídas e novas filiações.
Veja a estimativa de ganhos e perdas de cada sigla:
* União Brasil: 28 saídas e 21 adesões;
* Republicanos: 15 saídas e 15 adesões;
* PSD: 13 saídas e 9 adesões;
* MDB: 13 saídas e 7 adesões;
* PP: 9 saídas e 6 adesões;
* PL: 7 saídas e 20 adesões;
* PDT: 8 saídas e uma adesão;
* PSDB: 7 saídas e 11 adesões;
* PSB: 5 saídas e 6 adesões;
* Avante: 4 saídas e uma adesão;
* PRD: 3 saídas e 1 adesão;
* Podemos: duas saídas e 13 adesões;
* Solidariedade: duas saídas e duas adesões;
* Rede: uma saída e duas adesões;
* PT: uma saída e uma adesão;
* Cidadania: uma saída e 0 adesões;
* MISSÃO: 0 saídas e uma adesão;
* PC do B: 0 saídas e uma adesão;
* PSOL: uma saída e uma adesão;
* PV: 0 saídas e uma adesão.
A janela partidária tem duração de 30 dias e neste ano começou em 5 de março. Previsto na legislação eleitoral, o período existe para que deputados federais, estaduais e distritais possam mudar de sigla sem sofrer punições.
O princípio da fidelidade partidária prevê que o mandato de deputados e vereadores pertence ao partido, e não ao candidato eleito. Por isso, a janela partidária para esses cargos é aberta somente em anos eleitorais e seis meses antes das eleições. Após o período de trocas, o próximo passo de articulações envolve as convenções partidárias, em que os candidatos devem ser escolhidos. Em 2026, os brasileiros irão às urnas para o primeiro turno das eleições em 4 de outubro. (Com informações do portal de notícias CNN Brasil)
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