Carlos renunciou ao mandato de vereador no Rio em dezembro, para preparar uma candidatura ao Senado por Santa Catarina. (Foto: Reprodução)
O Ministério Público do Rio (MP-RJ) decidiu reabrir a investigação contra o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) para apurar prática de rachadinha em seu mandato na Câmara Municipal, ao identificar pontos que, na avaliação da cúpula da instituição, não foram devidamente esclarecidos quando o caso foi arquivado no ano passado. Os promotores querem detalhar como ele pagava despesas pessoais, como o plano de saúde, a compra de um apartamento em Copacabana e os acessos frequentes a um cofre bancário.
No parecer que embasou a retomada das diligências, a assessoria criminal da Procuradoria-Geral de Justiça apontou que, ao longo de nove anos de contratos, apenas um boleto do plano de saúde teria sido quitado por meio da conta bancária do ex-vereador. A PGJ sugeriu que as operadoras sejam oficiadas para informar valores, forma de pagamento e quem era o responsável pelas quitações.
Também chamou a atenção dos investigadores a compra de um apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio, em 2009. Segundo o parecer, Carlos declarou ter adquirido o imóvel por R$ 70 mil — montante considerado muito abaixo do valor de mercado à época para o bairro.
Outro ponto citado no documento são acessos frequentes a um cofre em agência bancária. De acordo com o texto, o então vereador realizou “pelo menos um ou mais acessos por mês” ao cofre, o que, segundo os investigadores, despertou atenção por se tratar de um serviço normalmente destinado à guarda de joias, documentos ou grandes quantias em dinheiro.
Reabertura de investigação De acordo com a GloboNews, um parecer da assessoria criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) apontou a necessidade de “prosseguimento das investigações” envolvendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 25 pessoas — em 2024, o próprio MP havia decidido arquivar o caso contra Carlos.
No dia 9 deste mês, conforme consultado pelo GLOBO, um despacho do subprocurador-geral de Justiça de Atribuição Originária, Marcelo Pereira Marques, designou um novo promotor para despachar no caso, “por delegação do Procurador-Geral de Justiça”.
Dias antes, o mesmo subprocurador havia apontado a “não homologação da decisão de arquivamento” da investigação.
“Determino o encaminhamento dos autos a Promotor de Justiça desimpedido para prosseguir oficiando no procedimento”, dizia o despacho.
Em nota enviada, o Ministério Público afirmou que, “após período de análise, com parecer da Assessoria Criminal”, o procurador-geral Antonio José Campos Moreira “considerou o arquivamento prematuro e determinou, em 09/02, a remessa dos autos à 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada para a realização de diligências complementares”.
O MP informou ainda que a decisão de solicitar novas investigações, na primeira instância judicial, levou em consideração a “inexistência de prerrogativa de foro em razão do cargo de vereador”.
Provas desconsideradas De acordo com a GloboNews, a assessoria da PGJ avaliou que o arquivamento original da investigação contra Carlos, em 2024, desconsiderou provas que haviam sido levantadas contra o filho de Bolsonaro. À época, o MP havia denunciado sete funcionários do então vereador por desvio de dinheiro público, através do fracionamento de salários de assessores parlamentares, prática conhecida como rachadinha.
O MP, no entanto, considerou na ocasião não haver indícios suficientes para acusar o próprio Carlos pela prática de crimes. De acordo com a denúncia apresentada em 2024, o então chefe de gabinete Jorge Luiz Fernandes seria o responsável por nomear funcionários que depois repassariam parte de seus salários para ele próprio. Ao todo, o MP apontou desvios de R$ 1,7 milhão no gabinete.
Segundo a GloboNews, o despacho da assessoria criminal da PGJ apontou que é “pertinente a realização de oitivas dos investigados, com o objetivo específico de indagá-los acerca do padrão de saques realizados após o recebimento de seus vencimentos”.
Entre os 26 investigados pela suposta prática de rachadinha no gabinete de Carlos, além do próprio vereador, estão nomes como o de sua ex-madrasta Ana Cristina Siqueira Valle. Ela foi chefe de gabinete de Carlos até 2008, antes de Jorge Luiz Fernandes assumir o posto.
Durante as investigações, o MP chegou a apontar que Ana Cristina e outros funcionários tinham ocupações incompatíveis com o trabalho de assessores parlamentares — um indício de que poderiam ser funcionários fantasmas.
Carlos renunciou ao mandato de vereador no Rio em dezembro, para preparar uma candidatura ao Senado por Santa Catarina. Ele se elegeu pela primeira vez à Câmara Municipal no ano 2000, e desde então havia enfileirado sete mandatos consecutivos de vereador.
Além da suposta prática de rachadinha, o MP pretende apurar, segundo a GloboNews, como Carlos pagava seu plano de saúde, a compra de um apartamento na Zona Sul do Rio e acessos frequentes a um cofre em uma agência bancária. Com informações do portal O Globo.
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Investigação reaberta: entenda o que pesa contra Carlos Bolsonaro
Carlos renunciou ao mandato de vereador no Rio em dezembro, para preparar uma candidatura ao Senado por Santa Catarina. (Foto: Reprodução)
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No parecer que embasou a retomada das diligências, a assessoria criminal da Procuradoria-Geral de Justiça apontou que, ao longo de nove anos de contratos, apenas um boleto do plano de saúde teria sido quitado por meio da conta bancária do ex-vereador. A PGJ sugeriu que as operadoras sejam oficiadas para informar valores, forma de pagamento e quem era o responsável pelas quitações.
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Outro ponto citado no documento são acessos frequentes a um cofre em agência bancária. De acordo com o texto, o então vereador realizou “pelo menos um ou mais acessos por mês” ao cofre, o que, segundo os investigadores, despertou atenção por se tratar de um serviço normalmente destinado à guarda de joias, documentos ou grandes quantias em dinheiro.
Reabertura de investigação
De acordo com a GloboNews, um parecer da assessoria criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) apontou a necessidade de “prosseguimento das investigações” envolvendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 25 pessoas — em 2024, o próprio MP havia decidido arquivar o caso contra Carlos.
No dia 9 deste mês, conforme consultado pelo GLOBO, um despacho do subprocurador-geral de Justiça de Atribuição Originária, Marcelo Pereira Marques, designou um novo promotor para despachar no caso, “por delegação do Procurador-Geral de Justiça”.
Dias antes, o mesmo subprocurador havia apontado a “não homologação da decisão de arquivamento” da investigação.
“Determino o encaminhamento dos autos a Promotor de Justiça desimpedido para prosseguir oficiando no procedimento”, dizia o despacho.
Em nota enviada, o Ministério Público afirmou que, “após período de análise, com parecer da Assessoria Criminal”, o procurador-geral Antonio José Campos Moreira “considerou o arquivamento prematuro e determinou, em 09/02, a remessa dos autos à 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada para a realização de diligências complementares”.
O MP informou ainda que a decisão de solicitar novas investigações, na primeira instância judicial, levou em consideração a “inexistência de prerrogativa de foro em razão do cargo de vereador”.
Provas desconsideradas
De acordo com a GloboNews, a assessoria da PGJ avaliou que o arquivamento original da investigação contra Carlos, em 2024, desconsiderou provas que haviam sido levantadas contra o filho de Bolsonaro. À época, o MP havia denunciado sete funcionários do então vereador por desvio de dinheiro público, através do fracionamento de salários de assessores parlamentares, prática conhecida como rachadinha.
O MP, no entanto, considerou na ocasião não haver indícios suficientes para acusar o próprio Carlos pela prática de crimes. De acordo com a denúncia apresentada em 2024, o então chefe de gabinete Jorge Luiz Fernandes seria o responsável por nomear funcionários que depois repassariam parte de seus salários para ele próprio. Ao todo, o MP apontou desvios de R$ 1,7 milhão no gabinete.
Segundo a GloboNews, o despacho da assessoria criminal da PGJ apontou que é “pertinente a realização de oitivas dos investigados, com o objetivo específico de indagá-los acerca do padrão de saques realizados após o recebimento de seus vencimentos”.
Entre os 26 investigados pela suposta prática de rachadinha no gabinete de Carlos, além do próprio vereador, estão nomes como o de sua ex-madrasta Ana Cristina Siqueira Valle. Ela foi chefe de gabinete de Carlos até 2008, antes de Jorge Luiz Fernandes assumir o posto.
Durante as investigações, o MP chegou a apontar que Ana Cristina e outros funcionários tinham ocupações incompatíveis com o trabalho de assessores parlamentares — um indício de que poderiam ser funcionários fantasmas.
Carlos renunciou ao mandato de vereador no Rio em dezembro, para preparar uma candidatura ao Senado por Santa Catarina. Ele se elegeu pela primeira vez à Câmara Municipal no ano 2000, e desde então havia enfileirado sete mandatos consecutivos de vereador.
Além da suposta prática de rachadinha, o MP pretende apurar, segundo a GloboNews, como Carlos pagava seu plano de saúde, a compra de um apartamento na Zona Sul do Rio e acessos frequentes a um cofre em uma agência bancária. Com informações do portal O Globo.
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