O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tratou do assunto com sua equipe e, posteriormente, com o presidente Lula.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tratou do assunto com sua equipe e, posteriormente, com o presidente Lula. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O pacote de linhas de refinanciamento de dívidas em elaboração pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode incluir empresas de médio porte com faturamento anual de até R$ 300 milhões, segundo pessoas com conhecimento do tema. Esse grupo, classificado como empresas de porte médio-grande, deverá ter acesso a garantias por meio do Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (PEAC), via Fundo Garantidor para Investimentos (FGI).
O FGI é administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e atua como um mecanismo de garantia parcial de crédito. Na prática, o fundo cobre parte do risco de inadimplência, o que reduz o custo dos financiamentos para as empresas e facilita o acesso ao crédito.
Em ano eleitoral, o governo demonstra preocupação com o risco de aumento no número de falências. A pressão sobre o crédito empresarial não é exclusiva do Brasil e também tem sido observada em outros países, como os Estados Unidos. No entanto, no cenário doméstico, a manutenção da taxa básica de juros em níveis elevados — atualmente em 14,75% ao ano — tende a intensificar as dificuldades enfrentadas pelas empresas.
O Banco Central do Brasil (BC) afirmou, em documento recente, que o risco de crédito para empresas de pequeno e médio porte apresenta sinais de elevação. A instituição também apontou casos pontuais de deterioração da capacidade de pagamento em companhias de maior porte.
“O ambiente de taxa básica de juros contracionista, aliado ao elevado endividamento de famílias e empresas, requer cautela e diligência nas concessões de crédito”, destacou o BC na ata de março do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef).
No ano passado, o PEAC-FGI garantiu cerca de R$ 120 bilhões em operações de crédito para empresas com faturamento de até R$ 300 milhões. Para este ano, a previsão inicial é de aproximadamente R$ 60 bilhões. Com novos aportes do governo federal ao fundo, esse volume pode ser ampliado — a estimativa é que cada R$ 1 bilhão adicional permita alavancar entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões em crédito.
Dados divulgados pela Serasa Experian indicam que o número de pedidos de recuperação judicial atingiu cerca de 2,5 mil empresas no ano passado, o maior nível da série histórica. O avanço desses pedidos tem gerado preocupação no governo quanto a possíveis impactos econômicos e políticos.
O tema foi discutido em reuniões recentes no Palácio do Planalto. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tratou do assunto com sua equipe e, posteriormente, com o presidente Lula, em encontro que também contou com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Galípolo tem defendido que o elevado endividamento das famílias, especialmente no crédito rotativo do cartão, exige medidas estruturais voltadas ao aumento da renda e da produtividade, além da política monetária.
Ao comentar o cenário do crédito corporativo, em meio a casos recentes envolvendo empresas como Raízen e Grupo Pão de Açúcar (GPA), o presidente do BC afirmou que as dificuldades enfrentadas pelo setor resultam de uma combinação de fatores, incluindo questões de governança, desafios estruturais e os efeitos do ciclo de juros elevados.
O pacote em elaboração pelo governo deve incluir medidas voltadas tanto para pessoas físicas quanto para empresas, além de iniciativas setoriais. Entre os segmentos que podem ser contemplados estão motoristas e entregadores de aplicativos, bem como microempreendedores individuais (MEIs) de áreas específicas.
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Governo Lula prepara linha de crédito para médias empresas endividadas
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tratou do assunto com sua equipe e, posteriormente, com o presidente Lula.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tratou do assunto com sua equipe e, posteriormente, com o presidente Lula. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O pacote de linhas de refinanciamento de dívidas em elaboração pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode incluir empresas de médio porte com faturamento anual de até R$ 300 milhões, segundo pessoas com conhecimento do tema. Esse grupo, classificado como empresas de porte médio-grande, deverá ter acesso a garantias por meio do Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (PEAC), via Fundo Garantidor para Investimentos (FGI).
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Em ano eleitoral, o governo demonstra preocupação com o risco de aumento no número de falências. A pressão sobre o crédito empresarial não é exclusiva do Brasil e também tem sido observada em outros países, como os Estados Unidos. No entanto, no cenário doméstico, a manutenção da taxa básica de juros em níveis elevados — atualmente em 14,75% ao ano — tende a intensificar as dificuldades enfrentadas pelas empresas.
O Banco Central do Brasil (BC) afirmou, em documento recente, que o risco de crédito para empresas de pequeno e médio porte apresenta sinais de elevação. A instituição também apontou casos pontuais de deterioração da capacidade de pagamento em companhias de maior porte.
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No ano passado, o PEAC-FGI garantiu cerca de R$ 120 bilhões em operações de crédito para empresas com faturamento de até R$ 300 milhões. Para este ano, a previsão inicial é de aproximadamente R$ 60 bilhões. Com novos aportes do governo federal ao fundo, esse volume pode ser ampliado — a estimativa é que cada R$ 1 bilhão adicional permita alavancar entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões em crédito.
Dados divulgados pela Serasa Experian indicam que o número de pedidos de recuperação judicial atingiu cerca de 2,5 mil empresas no ano passado, o maior nível da série histórica. O avanço desses pedidos tem gerado preocupação no governo quanto a possíveis impactos econômicos e políticos.
O tema foi discutido em reuniões recentes no Palácio do Planalto. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tratou do assunto com sua equipe e, posteriormente, com o presidente Lula, em encontro que também contou com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Galípolo tem defendido que o elevado endividamento das famílias, especialmente no crédito rotativo do cartão, exige medidas estruturais voltadas ao aumento da renda e da produtividade, além da política monetária.
Ao comentar o cenário do crédito corporativo, em meio a casos recentes envolvendo empresas como Raízen e Grupo Pão de Açúcar (GPA), o presidente do BC afirmou que as dificuldades enfrentadas pelo setor resultam de uma combinação de fatores, incluindo questões de governança, desafios estruturais e os efeitos do ciclo de juros elevados.
O pacote em elaboração pelo governo deve incluir medidas voltadas tanto para pessoas físicas quanto para empresas, além de iniciativas setoriais. Entre os segmentos que podem ser contemplados estão motoristas e entregadores de aplicativos, bem como microempreendedores individuais (MEIs) de áreas específicas.
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