Votações de temas prioritários de Lula serão acompanhadas de perto para a definição de quais legendas estão mais propensas a se aliarem ao petista. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Auxiliares do governo Lula farão leitura minuciosa de votações do Congresso para mapear possíveis alianças para as eleições de outubro. Os próximos dias são considerados alguns dos mais importantes do ano para o Palácio do Planalto, com a análise do veto do petista ao PL da Dosimetria e da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Votações desses temas prioritários para Lula serão acompanhadas de perto para a definição de quais legendas estão mais propensas a se aliarem ao petista.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, e líderes do governo no Congresso devem fazer as leituras das votações para identificar quem está mais aberto a entrar no barco de Lula e trabalhar para que as pretensões do petista prosperem em outubro.
Estratégia
O PT (Partido dos Trabalhadores) defende em manifesto divulgado no domingo (26) uma “atualização de estratégia” para reeleger Lula. O documento de oito páginas foca em exaltar as entregas do governo e é regado de comparações com a “gestão anterior”. O nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entretanto, não é citado.
A cúpula do partido elenca ao menos sete reformas que considera “decisivas” para a construção de um projeto “democrático popular”. Entre elas, a do Poder Judiciário.
O plano inicial do partido era aprovar um texto que citava uma “promiscuidade entre juízes e empresários”. Menções específicas ao caso do Banco Master e às fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), porém, também foram evitadas.
A escolha por afastar temas considerados divisivos acontece em um momento de pesquisas eleitorais desfavoráveis, de busca por resgatar a popularidade do presidente e de construção de alianças com nomes do centrão.
O manifesto revisado e aprovado textualiza que o partido precisa “articular forças sociais diversas” para alcançar, por exemplo, segmentos do setor produtivo e do empresariado.
Em um vídeo enviado aos militantes e exibido na abertura do encontro petista, na sexta (24), Lula havia cobrado que o partido elaborasse propostas “factíveis” de serem executadas.
“Ninguém tem defendido as instituições como o Brasil tem defendido. Elas precisam de reformas? Precisam. Desde a ONU até as instituições internas do Brasil precisam de reformas. Mas é importante que a gente fale com muita clareza para o povo saber o que nós estamos querendo”, afirmou.
Na prática, a redação final carimba a escolha do PT de adiar para o ano que vem debates estruturais na sigla, de maneira a assegurar a prioridade à corrida eleitoral. Antes mesmo do encontro, a legenda decidiu que seu estatuto e programa partidário só serão discutidos em 2027. (Com informações da coluna Radar, da revists Veja, e da CNN Brasil)
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Governo analisará votações do Congresso para mapear possíveis alianças para as eleições de outubro – Jornal O Sul
Votações de temas prioritários de Lula serão acompanhadas de perto para a definição de quais legendas estão mais propensas a se aliarem ao petista. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Auxiliares do governo Lula farão leitura minuciosa de votações do Congresso para mapear possíveis alianças para as eleições de outubro. Os próximos dias são considerados alguns dos mais importantes do ano para o Palácio do Planalto, com a análise do veto do petista ao PL da Dosimetria e da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Votações desses temas prioritários para Lula serão acompanhadas de perto para a definição de quais legendas estão mais propensas a se aliarem ao petista.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, e líderes do governo no Congresso devem fazer as leituras das votações para identificar quem está mais aberto a entrar no barco de Lula e trabalhar para que as pretensões do petista prosperem em outubro.
Estratégia
O PT (Partido dos Trabalhadores) defende em manifesto divulgado no domingo (26) uma “atualização de estratégia” para reeleger Lula. O documento de oito páginas foca em exaltar as entregas do governo e é regado de comparações com a “gestão anterior”. O nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entretanto, não é citado.
A cúpula do partido elenca ao menos sete reformas que considera “decisivas” para a construção de um projeto “democrático popular”. Entre elas, a do Poder Judiciário.
O plano inicial do partido era aprovar um texto que citava uma “promiscuidade entre juízes e empresários”. Menções específicas ao caso do Banco Master e às fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), porém, também foram evitadas.
A escolha por afastar temas considerados divisivos acontece em um momento de pesquisas eleitorais desfavoráveis, de busca por resgatar a popularidade do presidente e de construção de alianças com nomes do centrão.
O manifesto revisado e aprovado textualiza que o partido precisa “articular forças sociais diversas” para alcançar, por exemplo, segmentos do setor produtivo e do empresariado.
Em um vídeo enviado aos militantes e exibido na abertura do encontro petista, na sexta (24), Lula havia cobrado que o partido elaborasse propostas “factíveis” de serem executadas.
“Ninguém tem defendido as instituições como o Brasil tem defendido. Elas precisam de reformas? Precisam. Desde a ONU até as instituições internas do Brasil precisam de reformas. Mas é importante que a gente fale com muita clareza para o povo saber o que nós estamos querendo”, afirmou.
Na prática, a redação final carimba a escolha do PT de adiar para o ano que vem debates estruturais na sigla, de maneira a assegurar a prioridade à corrida eleitoral. Antes mesmo do encontro, a legenda decidiu que seu estatuto e programa partidário só serão discutidos em 2027. (Com informações da coluna Radar, da revists Veja, e da CNN Brasil)
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