A divisão repete o panorama que marcou o pleito de 2022: Lula predominante no Nordeste, enquanto a direita sai em vantagem nas outras regiões. (Foto: Ricardo Stuckert/PR e Vinicius Loures/Câmara)
Em uma eleição na qual pesquisas antecipam uma corrida apertada ao Planalto, o apoio de governadores ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), os dois principais nomes da disputa, reproduz sinais do cenário acirrado nacionalmente. Um balanço realizado pelo portal O Globo mostra que o petista está aliado a 12 gestores estaduais, mesmo número de governadores que compõem o grupo que se apresenta como de oposição — outros três têm posicionamento indefinido. Com o desafio de expandir a costura de acordos, Flávio tem, neste momento, o apoio garantido no Executivo de cinco estados, entre eles dois dos maiores colégios eleitorais: São Paulo e Rio de Janeiro.
A divisão repete o panorama que marcou o pleito de 2022: Lula predominante no Nordeste, enquanto a direita sai em vantagem nas outras regiões. Especialistas frisam que palanques estaduais fortes são importante para alavancar um candidato à Presidência da República. Entretanto, isso não garante uma transição automática de votos do governador. Também pesa o fato de que titulares da cadeira que desejam disputar outros cargos devem deixar a posição até abril.
— A lógica regional, muitas vezes, está desalinhada do quadro nacional. O eleitor distingue as arenas. Pode admirar um presidenciável e, ao mesmo tempo, preferir um governador de outro campo — aponta o cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB).
Os estados governados pela oposição somam pouco mais de 100 milhões de habitantes, quase o dobro do total naqueles em que os gestores apoiam Lula (52 milhões).
Sinais invertidos Lula deve contar com o apoio de governadores como o da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), a de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o do Pará, Helder Barbalho (MDB). Também estão neste grupo os chefes do Executivo de Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Amapá.
Esses dois últimos estados são os únicos governados por aliados do petista onde Lula não saiu vencedor contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022. O quadro da oposição também é composto por dois entes federativos que votaram, há quatro anos, de forma contrária à posição atual do governador: Amazonas e Minas Gerais deram maioria a Lula nas urnas.
No campo de apoio a Flávio estão nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, um dos que devem deixar o posto em breve. Os governadores de Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também indicam uma aliança com o bolsonarista. Já os gestores de Distrito Federal, Amazonas e Rondônia integram a oposição, mas não chancelaram oficialmente a postulação do senador até o momento.
Membros da oposição, os governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, e Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, são pré-candidatos ao Planalto, assim como Flávio. Já os governadores de Tocantins, Acre e Roraima têm posição indefinida.
Para o cientista político Fábio Vasconcellos, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da PUC-Rio, essa divisão na direita traz uma “diferença importante” em relação a 2022:
— Há ruídos no campo da direita que atrapalham a campanha de Flávio. Mesmo Tarcísio levou um tempo para admitir o apoio ao senador. No caso de Lula, o apoio dos governadores do Nordeste, onde o petista já é forte, representa uma largada importante e reforça a possibilidade de ele repetir o desempenho de 2022.
O Planalto tem buscado convencer siglas do Centrão, atualmente distantes do governo, como a federação União-PP, a adotarem posição de neutralidade na eleição presidencial. De olho na disputa no Sudeste, Lula também aposta em nomes com capilaridade estadual ou projeção nacional para enfrentar os atuais governadores ou seus sucessores.
É o caso do Rio de Janeiro, onde o prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), é aliado do petista a e atual favorito na disputa pelo governo contra o nome a ser indicado pelo PL, sigla de Castro. Já em São Paulo e Minas Gerais, Lula tenta costurar as candidaturas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD).
— Ao apostar em nomes fortes e nacionalmente conhecidos, o governo traz visibilidade, além de ter maior controle de coordenação política nos estados estratégicos. Sem dúvida fortalece o palanque e aumenta a capacidade de nacionalizar a disputa, sobretudo em cenários muito apertados — diz Carolina Botelho, cientista política do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Neurociência Social e Afetiva. Com informações do portal O Globo.
A postagem distorce um comentário do senador Rogério Marinho (foto), coordenador da campanha de Flávio. (Foto: José Cruz/Agência Brasil) É falso que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, teria dito que a primeira medida do governo dele em 2027 seria promover uma nova reforma da Previdência e da Consolidação das Leis do Trabalho …
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Governadores se dividem no apoio a Lula e Flávio Bolsonaro; veja os parlamentares de cada um
A divisão repete o panorama que marcou o pleito de 2022: Lula predominante no Nordeste, enquanto a direita sai em vantagem nas outras regiões. (Foto: Ricardo Stuckert/PR e Vinicius Loures/Câmara)
Em uma eleição na qual pesquisas antecipam uma corrida apertada ao Planalto, o apoio de governadores ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), os dois principais nomes da disputa, reproduz sinais do cenário acirrado nacionalmente. Um balanço realizado pelo portal O Globo mostra que o petista está aliado a 12 gestores estaduais, mesmo número de governadores que compõem o grupo que se apresenta como de oposição — outros três têm posicionamento indefinido. Com o desafio de expandir a costura de acordos, Flávio tem, neste momento, o apoio garantido no Executivo de cinco estados, entre eles dois dos maiores colégios eleitorais: São Paulo e Rio de Janeiro.
A divisão repete o panorama que marcou o pleito de 2022: Lula predominante no Nordeste, enquanto a direita sai em vantagem nas outras regiões. Especialistas frisam que palanques estaduais fortes são importante para alavancar um candidato à Presidência da República. Entretanto, isso não garante uma transição automática de votos do governador. Também pesa o fato de que titulares da cadeira que desejam disputar outros cargos devem deixar a posição até abril.
— A lógica regional, muitas vezes, está desalinhada do quadro nacional. O eleitor distingue as arenas. Pode admirar um presidenciável e, ao mesmo tempo, preferir um governador de outro campo — aponta o cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB).
Os estados governados pela oposição somam pouco mais de 100 milhões de habitantes, quase o dobro do total naqueles em que os gestores apoiam Lula (52 milhões).
Sinais invertidos
Lula deve contar com o apoio de governadores como o da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), a de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o do Pará, Helder Barbalho (MDB). Também estão neste grupo os chefes do Executivo de Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Amapá.
Esses dois últimos estados são os únicos governados por aliados do petista onde Lula não saiu vencedor contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022. O quadro da oposição também é composto por dois entes federativos que votaram, há quatro anos, de forma contrária à posição atual do governador: Amazonas e Minas Gerais deram maioria a Lula nas urnas.
No campo de apoio a Flávio estão nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, um dos que devem deixar o posto em breve. Os governadores de Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também indicam uma aliança com o bolsonarista. Já os gestores de Distrito Federal, Amazonas e Rondônia integram a oposição, mas não chancelaram oficialmente a postulação do senador até o momento.
Membros da oposição, os governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, e Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, são pré-candidatos ao Planalto, assim como Flávio. Já os governadores de Tocantins, Acre e Roraima têm posição indefinida.
Para o cientista político Fábio Vasconcellos, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da PUC-Rio, essa divisão na direita traz uma “diferença importante” em relação a 2022:
— Há ruídos no campo da direita que atrapalham a campanha de Flávio. Mesmo Tarcísio levou um tempo para admitir o apoio ao senador. No caso de Lula, o apoio dos governadores do Nordeste, onde o petista já é forte, representa uma largada importante e reforça a possibilidade de ele repetir o desempenho de 2022.
O Planalto tem buscado convencer siglas do Centrão, atualmente distantes do governo, como a federação União-PP, a adotarem posição de neutralidade na eleição presidencial. De olho na disputa no Sudeste, Lula também aposta em nomes com capilaridade estadual ou projeção nacional para enfrentar os atuais governadores ou seus sucessores.
É o caso do Rio de Janeiro, onde o prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), é aliado do petista a e atual favorito na disputa pelo governo contra o nome a ser indicado pelo PL, sigla de Castro. Já em São Paulo e Minas Gerais, Lula tenta costurar as candidaturas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD).
— Ao apostar em nomes fortes e nacionalmente conhecidos, o governo traz visibilidade, além de ter maior controle de coordenação política nos estados estratégicos. Sem dúvida fortalece o palanque e aumenta a capacidade de nacionalizar a disputa, sobretudo em cenários muito apertados — diz Carolina Botelho, cientista política do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Neurociência Social e Afetiva. Com informações do portal O Globo.
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