O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teve o mandato cassado e é réu no STF. (Foto: Reprodução)
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, tem dito a aliados que não abandonará o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e prepara um plano de resgate para que ele, que agora é réu no Supremo, volte ao Brasil já com foro privilegiado. Ele teve o mandato de deputado cassado por faltas em dezembro do ano passado.
O nome de Eduardo apareceu nas anotações de Flávio em reunião do PL como um possível postulante ao Senado. Nos bastidores, porém, uma das hipóteses cogitadas é colocá-lo como suplente. Assim, o PL pode ampliar o leque de alianças ao colocar um titular de outro partido.
Se a chapa for eleita, a ideia é que o titular possa virar ministro e abra caminho para que o ex-deputado assuma a vaga e volte dos Estados Unidos.
Nas anotações do PL sobre São Paulo, o deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP) aparece como cotado para uma das vagas ao Senado. Na outra, consta uma lista de opções: Renato Bolsonaro, o deputado Mario Frias (PL), Eduardo Bolsonaro (identificado pela sigla EB), o vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo (PL), e o deputado federal Marco Feliciano (SP).
Por enquanto, afirmam interlocutores, são conjecturas políticas à mesa. Ainda não houve pedido para a equipe jurídica da campanha fazer um parecer avaliando se o ex-deputado autointitulado refugiado nos EUA poderia mesmo concorrer estando em outro país. Seja na condição de titular ou suplente na vaga ao Senado.
Período difícil
Após o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmar que o ex-deputado “não está bem” em meio ao embate público entre nomes da direita, a mulher de Eduardo, Heloísa Bolsonaro, veio a público confirmar que o marido enfrenta um período difícil desde que decidiu se afastar do País para “continuar lutando por aquilo em que acredita”.
Ela afirmou também que o distanciamento incluiu a interrupção de contatos diretos com o pai, Jair Bolsonaro. “Ficar longe da sua terra, da sua história e, principalmente, do seu pai — seu maior ídolo e exemplo — não foi escolha simples. No início ainda conseguiam se falar por telefone. Depois, nem isso. E hoje, somente por cartas.”
Réu por trama golpista
Eduardo Bolsonaro se tornou réu em ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pela trama golpista. Ele responde pelos crimes de obstrução à Justiça e coação no curso do processo.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Eduardo e o blogueiro Paulo Figueiredo sob a acusação de articularem, nos Estados Unidos, a imposição de sanções contra ministros do STF. Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a iniciativa buscava pressionar a Corte a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo da tentativa de golpe.
Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e três meses de prisão no caso. Para Gonet, ficou comprovado que Eduardo e Figueiredo se valeram de interlocutores ligados ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para “constranger a atuação jurisdicional” do Supremo.
Ao decidir, no ano passado, que continuaria nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro disse que só retornaria ao Brasil quando tivesse certeza de que não seria preso. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
O senador não se manifestou sobre o fato; banco disse que escolha segue normas de integridade. (Foto: Senado Federal) Enquanto defende a saída do PP do governo Lula e se articula para tentar ser o vice do candidato da direita ao Planalto nas próximas eleições, o presidente do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira, mantém há …
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Flávio Bolsonaro tem plano para resgatar Eduardo, que pode ser suplente ao Senado
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teve o mandato cassado e é réu no STF. (Foto: Reprodução)
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O nome de Eduardo apareceu nas anotações de Flávio em reunião do PL como um possível postulante ao Senado. Nos bastidores, porém, uma das hipóteses cogitadas é colocá-lo como suplente. Assim, o PL pode ampliar o leque de alianças ao colocar um titular de outro partido.
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Por enquanto, afirmam interlocutores, são conjecturas políticas à mesa. Ainda não houve pedido para a equipe jurídica da campanha fazer um parecer avaliando se o ex-deputado autointitulado refugiado nos EUA poderia mesmo concorrer estando em outro país. Seja na condição de titular ou suplente na vaga ao Senado.
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Ela afirmou também que o distanciamento incluiu a interrupção de contatos diretos com o pai, Jair Bolsonaro. “Ficar longe da sua terra, da sua história e, principalmente, do seu pai — seu maior ídolo e exemplo — não foi escolha simples. No início ainda conseguiam se falar por telefone. Depois, nem isso. E hoje, somente por cartas.”
Réu por trama golpista
Eduardo Bolsonaro se tornou réu em ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pela trama golpista. Ele responde pelos crimes de obstrução à Justiça e coação no curso do processo.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Eduardo e o blogueiro Paulo Figueiredo sob a acusação de articularem, nos Estados Unidos, a imposição de sanções contra ministros do STF. Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a iniciativa buscava pressionar a Corte a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo da tentativa de golpe.
Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e três meses de prisão no caso. Para Gonet, ficou comprovado que Eduardo e Figueiredo se valeram de interlocutores ligados ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para “constranger a atuação jurisdicional” do Supremo.
Ao decidir, no ano passado, que continuaria nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro disse que só retornaria ao Brasil quando tivesse certeza de que não seria preso. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
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