Durante a entrevista, Flávio também atribuiu a iniciativa norte-americana à deterioração das relações entre Brasília e Washington.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Durante a entrevista, Flávio também atribuiu a iniciativa norte-americana à deterioração das relações entre Brasília e Washington. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (2) que solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não aplicasse tarifas sobre produtos e empresas brasileiras. A declaração foi feita após o governo norte-americano propor uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações provenientes do Brasil.
Segundo Flávio, o pedido foi feito durante reuniões realizadas na semana passada em Washington com Trump, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio. O parlamentar afirmou que defendeu a manutenção de boas relações comerciais entre os dois países e argumentou que empresas brasileiras não deveriam ser penalizadas.
“Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras”, declarou o senador durante entrevista à Rádio Itatiaia.
Flávio também afirmou que destacou a importância do agronegócio brasileiro, do etanol e de tecnologias nacionais, como o Pix. Segundo ele, o Brasil possui condições de negociar em igualdade com os Estados Unidos e manter uma relação comercial vantajosa para ambos os países.
A declaração ocorre após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propor a aplicação de uma tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros. A medida faz parte de uma investigação comercial iniciada pelo governo Trump, que alega a existência de práticas consideradas prejudiciais aos interesses norte-americanos em áreas como comércio digital, propriedade intelectual e acesso ao mercado brasileiro.
Apesar do anúncio, a nova tarifa ainda não entrou em vigor. O governo americano abriu um período de consulta pública antes da decisão final. O cronograma prevê o recebimento de manifestações até 1º de julho e a realização de uma audiência pública em 6 de julho. A definição sobre a adoção das medidas deverá ocorrer nas semanas seguintes.
Durante a entrevista, Flávio também atribuiu a iniciativa norte-americana à deterioração das relações entre Brasília e Washington. O senador criticou a política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que a atual gestão não conseguiu construir um ambiente de confiança junto à administração Trump.
Na semana passada, Flávio Bolsonaro esteve na Casa Branca para um encontro com Trump. Após a reunião, o senador informou que os dois discutiram temas relacionados ao comércio bilateral, combate ao crime organizado e cooperação estratégica entre Brasil e Estados Unidos.
A proposta de tarifa abriu um novo capítulo nas tensões comerciais entre os dois países e pode afetar setores exportadores brasileiros caso seja confirmada pelo governo norte-americano. Enquanto isso, o governo federal e representantes do setor produtivo acompanham as consultas públicas promovidas pelos Estados Unidos e buscam alternativas para evitar a implementação das novas taxas.
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Flávio Bolsonaro diz ter pedido a Trump que não taxasse produtos do Brasil
Durante a entrevista, Flávio também atribuiu a iniciativa norte-americana à deterioração das relações entre Brasília e Washington.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Durante a entrevista, Flávio também atribuiu a iniciativa norte-americana à deterioração das relações entre Brasília e Washington. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (2) que solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não aplicasse tarifas sobre produtos e empresas brasileiras. A declaração foi feita após o governo norte-americano propor uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações provenientes do Brasil.
Segundo Flávio, o pedido foi feito durante reuniões realizadas na semana passada em Washington com Trump, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio. O parlamentar afirmou que defendeu a manutenção de boas relações comerciais entre os dois países e argumentou que empresas brasileiras não deveriam ser penalizadas.
“Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras”, declarou o senador durante entrevista à Rádio Itatiaia.
Flávio também afirmou que destacou a importância do agronegócio brasileiro, do etanol e de tecnologias nacionais, como o Pix. Segundo ele, o Brasil possui condições de negociar em igualdade com os Estados Unidos e manter uma relação comercial vantajosa para ambos os países.
A declaração ocorre após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propor a aplicação de uma tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros. A medida faz parte de uma investigação comercial iniciada pelo governo Trump, que alega a existência de práticas consideradas prejudiciais aos interesses norte-americanos em áreas como comércio digital, propriedade intelectual e acesso ao mercado brasileiro.
Apesar do anúncio, a nova tarifa ainda não entrou em vigor. O governo americano abriu um período de consulta pública antes da decisão final. O cronograma prevê o recebimento de manifestações até 1º de julho e a realização de uma audiência pública em 6 de julho. A definição sobre a adoção das medidas deverá ocorrer nas semanas seguintes.
Durante a entrevista, Flávio também atribuiu a iniciativa norte-americana à deterioração das relações entre Brasília e Washington. O senador criticou a política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que a atual gestão não conseguiu construir um ambiente de confiança junto à administração Trump.
Na semana passada, Flávio Bolsonaro esteve na Casa Branca para um encontro com Trump. Após a reunião, o senador informou que os dois discutiram temas relacionados ao comércio bilateral, combate ao crime organizado e cooperação estratégica entre Brasil e Estados Unidos.
A proposta de tarifa abriu um novo capítulo nas tensões comerciais entre os dois países e pode afetar setores exportadores brasileiros caso seja confirmada pelo governo norte-americano. Enquanto isso, o governo federal e representantes do setor produtivo acompanham as consultas públicas promovidas pelos Estados Unidos e buscam alternativas para evitar a implementação das novas taxas.
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