“Esse tipo de medida pode ser aprovada quando o presidente da República usa seu prestígio junto ao Congresso Nacional”, escreveu em seu perfil no X. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesse domingo (3), que irá trabalhar pela redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos, se eleito ao Planalto em 2026.
“Tenho falado de algumas propostas para o Brasil, entre elas a redução da maioridade penal para 14 anos, em casos de crimes hediondos, que são os mais graves! Esse tipo de medida pode ser aprovada quando o presidente da República usa seu prestígio junto ao Congresso Nacional”, escreveu em seu perfil no X (antigo Twitter).
Flávio apresentou, em 2019, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para reduzir a maioridade penal para 14 anos para alguns tipos de crimes, como: crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo, organização criminosa e associação criminosa.
Segundo o senador, a medida irá evitar que “bandidos usem a idade cronológica para cometer crimes bárbaros”.
A Constituição estabelece atualmente que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis e sujeitos às normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Como a regra está prevista na Constituição, a mudança dependeria da aprovação da mudança pelo Congresso Nacional, com apoio mínimo de três quintos dos parlamentares em dois turnos de votação na Câmara e no Senado.
A discussão sobre a maioridade penal no Brasil volta com frequência ao debate público, especialmente após crimes de grande repercussão envolvendo adolescentes. Atualmente, a legislação brasileira estabelece que menores de 18 anos não podem ser responsabilizados criminalmente da mesma forma que adultos. Essa regra está prevista na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Na prática, jovens entre 12 e 17 anos que cometem infrações estão sujeitos a medidas socioeducativas, como advertência, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida e internação em unidades específicas. A internação pode durar até երեք anos, dependendo da gravidade do ato cometido.
Os defensores da redução da maioridade penal argumentam que adolescentes envolvidos em crimes violentos já têm consciência de seus atos e, por isso, deveriam receber punições mais rígidas. Para esse grupo, a mudança poderia ajudar no combate à criminalidade e aumentar a sensação de segurança da população.
Por outro lado, especialistas em direitos humanos, educação e segurança pública afirmam que reduzir a maioridade penal não resolveria o problema da violência. Eles destacam que muitos jovens envolvidos em crimes vivem em situação de vulnerabilidade social, com dificuldades de acesso à educação, saúde e oportunidades de trabalho. Além disso, argumentam que o sistema prisional brasileiro enfrenta superlotação e tem pouca capacidade de recuperação.
Pesquisas e experiências internacionais mostram que o debate é complexo e envolve diferentes fatores sociais, econômicos e jurídicos. Enquanto alguns países adotam punições mais severas para adolescentes, outros investem em políticas de prevenção, educação e reintegração social. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
Em dezembro do ano passado, a Justiça Eleitoral paulista manteve a inelegibilidade de Marçal até 2032. Foto: Arquivo/Divulgação Em dezembro do ano passado, a Justiça Eleitoral paulista manteve a inelegibilidade de Marçal até 2032. (Foto: Arquivo/Divulgação) O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) homologou acordo que impõe restrições ao empresário e influenciador Pablo Marçal …
Paulo Gonet afirmou que existem provas cabais da participação de Wellington Macedo no atentado de 2022. Foto: Antonio Augusto/STF Paulo Gonet afirmou que existem provas cabais da participação de Wellington Macedo no atentado de 2022. (Foto: Antonio Augusto/STF) A Procuradoria-Geral da República (PGR), sob a gestão do procurador-geral Paulo Gonet, se manifestou contra a soltura …
Fux afirmou que existe um acordo na turma sobre os pedidos de “aparte”. (Foto: Gustavo Moreno/STF) O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu para não ser interrompido por colegas enquanto vota na ação da trama golpista. A solicitação foi vista como incomum por outros magistrados da Corte. Basta lembrar do que aconteceu …
Governo lançou pacto com demais poderes para combate ao crime. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil) Responsável pela coordenação de um pacto nacional voltado ao combate ao feminicídio, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, teve uma atuação discreta no evento realizado nessa quarta-feira (4), no Palácio do Planalto. Apesar de a iniciativa estar diretamente vinculada à sua …
Flávio Bolsonaro defende a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro
“Esse tipo de medida pode ser aprovada quando o presidente da República usa seu prestígio junto ao Congresso Nacional”, escreveu em seu perfil no X. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesse domingo (3), que irá trabalhar pela redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos, se eleito ao Planalto em 2026.
“Tenho falado de algumas propostas para o Brasil, entre elas a redução da maioridade penal para 14 anos, em casos de crimes hediondos, que são os mais graves! Esse tipo de medida pode ser aprovada quando o presidente da República usa seu prestígio junto ao Congresso Nacional”, escreveu em seu perfil no X (antigo Twitter).
Flávio apresentou, em 2019, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para reduzir a maioridade penal para 14 anos para alguns tipos de crimes, como: crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo, organização criminosa e associação criminosa.
Segundo o senador, a medida irá evitar que “bandidos usem a idade cronológica para cometer crimes bárbaros”.
A Constituição estabelece atualmente que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis e sujeitos às normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Como a regra está prevista na Constituição, a mudança dependeria da aprovação da mudança pelo Congresso Nacional, com apoio mínimo de três quintos dos parlamentares em dois turnos de votação na Câmara e no Senado.
A discussão sobre a maioridade penal no Brasil volta com frequência ao debate público, especialmente após crimes de grande repercussão envolvendo adolescentes. Atualmente, a legislação brasileira estabelece que menores de 18 anos não podem ser responsabilizados criminalmente da mesma forma que adultos. Essa regra está prevista na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Na prática, jovens entre 12 e 17 anos que cometem infrações estão sujeitos a medidas socioeducativas, como advertência, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida e internação em unidades específicas. A internação pode durar até երեք anos, dependendo da gravidade do ato cometido.
Os defensores da redução da maioridade penal argumentam que adolescentes envolvidos em crimes violentos já têm consciência de seus atos e, por isso, deveriam receber punições mais rígidas. Para esse grupo, a mudança poderia ajudar no combate à criminalidade e aumentar a sensação de segurança da população.
Por outro lado, especialistas em direitos humanos, educação e segurança pública afirmam que reduzir a maioridade penal não resolveria o problema da violência. Eles destacam que muitos jovens envolvidos em crimes vivem em situação de vulnerabilidade social, com dificuldades de acesso à educação, saúde e oportunidades de trabalho. Além disso, argumentam que o sistema prisional brasileiro enfrenta superlotação e tem pouca capacidade de recuperação.
Pesquisas e experiências internacionais mostram que o debate é complexo e envolve diferentes fatores sociais, econômicos e jurídicos. Enquanto alguns países adotam punições mais severas para adolescentes, outros investem em políticas de prevenção, educação e reintegração social. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
Related Posts
Justiça Eleitoral proíbe Pablo Marçal de frequentar bares, boates e casas de prostituição
Em dezembro do ano passado, a Justiça Eleitoral paulista manteve a inelegibilidade de Marçal até 2032. Foto: Arquivo/Divulgação Em dezembro do ano passado, a Justiça Eleitoral paulista manteve a inelegibilidade de Marçal até 2032. (Foto: Arquivo/Divulgação) O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) homologou acordo que impõe restrições ao empresário e influenciador Pablo Marçal …
Procuradoria-Geral da República se posiciona contra a soltura de acusado de tentar explodir bomba em aeroporto de Brasília
Paulo Gonet afirmou que existem provas cabais da participação de Wellington Macedo no atentado de 2022. Foto: Antonio Augusto/STF Paulo Gonet afirmou que existem provas cabais da participação de Wellington Macedo no atentado de 2022. (Foto: Antonio Augusto/STF) A Procuradoria-Geral da República (PGR), sob a gestão do procurador-geral Paulo Gonet, se manifestou contra a soltura …
“Coisa de quem está inseguro”: ministros comentam pedido de Luiz Fux para não ser interrompido no Supremo
Fux afirmou que existe um acordo na turma sobre os pedidos de “aparte”. (Foto: Gustavo Moreno/STF) O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu para não ser interrompido por colegas enquanto vota na ação da trama golpista. A solicitação foi vista como incomum por outros magistrados da Corte. Basta lembrar do que aconteceu …
Com discurso de Janja, evento sobre feminicídio no Palácio do Planalto tem participação discreta da ministra das Mulheres
Governo lançou pacto com demais poderes para combate ao crime. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil) Responsável pela coordenação de um pacto nacional voltado ao combate ao feminicídio, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, teve uma atuação discreta no evento realizado nessa quarta-feira (4), no Palácio do Planalto. Apesar de a iniciativa estar diretamente vinculada à sua …