Ele avaliou a gestão econômica do pai como bem-sucedida e uma referência reconhecida. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, afirmou que a condução da economia do Brasil sob a sua gestão será parecida com a atuação do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele avaliou a gestão econômica do pai como bem-sucedida e uma referência reconhecida.
“Não vai ser surpresa para ninguém o que a gente vai propor de ideias e caminhos. A gestão do presidente (Jair) Bolsonaro é reconhecida mundialmente e, no pleno pós-pandemia, tivemos crescimento maior que o da China e inflação menor que a dos EUA”, disse.
“Vamos encaixar as despesas no Orçamento, gastar menos do que arrecada e reduzir impostos. A linha econômica será basicamente essa”, complementou.
Ao ser questionado se Paulo Guedes, ministro da Economia no governo Jair Bolsonaro, poderia integrar a equipe econômica, o pré-candidato evitou antecipar nomes. “Sem nomes ainda de quem vai ser o comandante dessa área”, disse.
O senador afirmou que o seu plano de governo ainda não está pronto e que não vê necessidade de antecipá-lo. Ele ainda pretende conversar com aliados e pessoas próximas, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição no estado.
As pesquisas eleitorais mais recentes indicam uma tendência de alta nas intenções de voto para o senador. Esse avanço, no entanto, não traz empolgação ao pré-candidato, que demonstra desconfiança em relação às instituições de pesquisa.
“É retrato de momento, mas sempre tenho um pezinho atrás com pesquisa. Mas o que há é uma tendência de crescimento permanente e consolidado que mostra que estamos no caminho certo, e ninguém aguenta mais quatro anos de PT. O Lula é uma mercadoria vencida”, comentou.
O senador criticou ainda as medidas do governo Lula para tentar conter aumentos do preço dos combustíveis causados pela guerra no Irã.
O alvo do senador foi a criação de um imposto de exportação do petróleo, instituído para compensar a perda de receita com a desoneração do PIS e Cofins do óleo diesel e a subvenção a produtores e importadores.
“Ele (Lula) consegue enxergar oportunidade de aumentar imposto até numa situação de crise como essa. Ele aumenta os impostos de exportação do nosso petróleo e dos seus derivados, uma tentativa equivocada de segurar esses produtos aqui no Brasil. Mas estamos falando de contratos já assinados, demandas que não estão sendo atendidas. Não tem nenhuma lógica fazer isso”, disse o senador em entrevista à imprensa.
A taxa de 12% vai incidir sobre todas as exportações de petróleo no país – que, em 2025, somaram US$ 44,6 bilhões (R$ 233 bilhões pela cotação atual). O governo federal avalia que as medidas estimularão refinarias brasileiras a aumentar a produção. A lógica é que, com o imposto de exportação, a oferta de petróleo para as refinarias nacionais ficará maior.
Flávio também criticou a atuação do governo junto aos caminhoneiros, grupo que vem ameaçando fazer nova paralisação. Uma das principais críticas do setor é que, poucos dias após o anúncio do pacote de renúncia fiscal do governo para baratear o diesel e reduzir o impacto da crise internacional sobre o combustível, a Petrobras aumentou o preço do diesel nas refinarias, o que, segundo caminhoneiros, anulou o efeito da redução tributária.
“O atual governo ainda comete um outro erro de querer obrigar os caminhoneiros a fazerem alguma coisa que vá completamente contra, que eles enxergam seu caminho para amenizar a alta do preço dos combustíveis aqui no Brasil”, disse o senador. (Com informações da Reuters)
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Flávio Bolsonaro afirma que condução da economia em um governo seu será parecida com a do pai
Ele avaliou a gestão econômica do pai como bem-sucedida e uma referência reconhecida. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, afirmou que a condução da economia do Brasil sob a sua gestão será parecida com a atuação do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele avaliou a gestão econômica do pai como bem-sucedida e uma referência reconhecida.
“Não vai ser surpresa para ninguém o que a gente vai propor de ideias e caminhos. A gestão do presidente (Jair) Bolsonaro é reconhecida mundialmente e, no pleno pós-pandemia, tivemos crescimento maior que o da China e inflação menor que a dos EUA”, disse.
“Vamos encaixar as despesas no Orçamento, gastar menos do que arrecada e reduzir impostos. A linha econômica será basicamente essa”, complementou.
Ao ser questionado se Paulo Guedes, ministro da Economia no governo Jair Bolsonaro, poderia integrar a equipe econômica, o pré-candidato evitou antecipar nomes. “Sem nomes ainda de quem vai ser o comandante dessa área”, disse.
O senador afirmou que o seu plano de governo ainda não está pronto e que não vê necessidade de antecipá-lo. Ele ainda pretende conversar com aliados e pessoas próximas, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição no estado.
As pesquisas eleitorais mais recentes indicam uma tendência de alta nas intenções de voto para o senador. Esse avanço, no entanto, não traz empolgação ao pré-candidato, que demonstra desconfiança em relação às instituições de pesquisa.
“É retrato de momento, mas sempre tenho um pezinho atrás com pesquisa. Mas o que há é uma tendência de crescimento permanente e consolidado que mostra que estamos no caminho certo, e ninguém aguenta mais quatro anos de PT. O Lula é uma mercadoria vencida”, comentou.
O senador criticou ainda as medidas do governo Lula para tentar conter aumentos do preço dos combustíveis causados pela guerra no Irã.
O alvo do senador foi a criação de um imposto de exportação do petróleo, instituído para compensar a perda de receita com a desoneração do PIS e Cofins do óleo diesel e a subvenção a produtores e importadores.
“Ele (Lula) consegue enxergar oportunidade de aumentar imposto até numa situação de crise como essa. Ele aumenta os impostos de exportação do nosso petróleo e dos seus derivados, uma tentativa equivocada de segurar esses produtos aqui no Brasil. Mas estamos falando de contratos já assinados, demandas que não estão sendo atendidas. Não tem nenhuma lógica fazer isso”, disse o senador em entrevista à imprensa.
A taxa de 12% vai incidir sobre todas as exportações de petróleo no país – que, em 2025, somaram US$ 44,6 bilhões (R$ 233 bilhões pela cotação atual). O governo federal avalia que as medidas estimularão refinarias brasileiras a aumentar a produção. A lógica é que, com o imposto de exportação, a oferta de petróleo para as refinarias nacionais ficará maior.
Flávio também criticou a atuação do governo junto aos caminhoneiros, grupo que vem ameaçando fazer nova paralisação. Uma das principais críticas do setor é que, poucos dias após o anúncio do pacote de renúncia fiscal do governo para baratear o diesel e reduzir o impacto da crise internacional sobre o combustível, a Petrobras aumentou o preço do diesel nas refinarias, o que, segundo caminhoneiros, anulou o efeito da redução tributária.
“O atual governo ainda comete um outro erro de querer obrigar os caminhoneiros a fazerem alguma coisa que vá completamente contra, que eles enxergam seu caminho para amenizar a alta do preço dos combustíveis aqui no Brasil”, disse o senador. (Com informações da Reuters)
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