O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, preso na 4º Fase da Operação Compliance Zero.
Foto: Divulgação/BRB
O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, preso na 4º Fase da Operação Compliance Zero. (Foto: Divulgação/BRB)
O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, preso de forma preventiva na manhã desta quinta-feira, 16, por supostamente ter recebido R$ 74 milhões em propinas do esquema com o banco Master, negava qualquer ato ilícito de sua gestão à frente da instituição financeira, mesmo após as três fases da Operação Compliance Zero e a divulgação do relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que referendou as ações do Banco Central no caso.
Por outro lado, ele dizia a interlocutores que seu celular não deixaria que fosse criminalizado sozinho dentro do banco e no governo do Distrito Federal. A frase foi proferida após as declarações do ex-governador Ibaneis Rocha, que negava ter determinado a compra do Master e que teria sido convencido por Paulo Henrique de que a operação era vantajosa para o BRB. “Não sei passar um Pix”, disse Ibaneis, para justificar o seu baixo entendimento sobre o setor bancário.
Paulo Henrique afirmava que uma operação “desse tamanho”, como a do Master, não poderia ocorrer somente com a sua determinação, e que tudo era referendado por atas, apresentações, pareceres da secretaria de Economia do DF, da procuradoria do DF e de assessores externos. Ou seja, tinha o aval do governo do DF, e, em última instância, do próprio governador.
Os diálogos de mensagens de Whatsapp trocadas entre Paulo Henrique e Daniel Vorcaro revelam não só proximidade entre os dois, mas o combinado do que seria a propina a ser paga ao então presidente do BRB. Segundo a PF, o valor total chegaria a R$ 146 milhões, por meio da aquisição de seis imóveis de luxo em São Paulo e Brasília, e que R$ 74,6 milhões teria sido efetivamente pagos.
As mensagens enfraquecem a linha de defesa de Costa. Ele dizia que não sabia que as carteiras de crédito do Master eram podres, pelo contrário, que foi o próprio BRB que descobriu o problema e comunicou ao Banco Central.
Também alegava que as operações que foram feitas em 2024, com créditos originados pelo próprio Master, estavam dando lucro ao BRB. E que as carteiras com problemas, que foram originadas pela Tirreno e revendidas ao BRB pelo Master em 2025, haviam sido substituídas por outros ativos de qualidade. O BRB, portanto, não teria prejuízo algum com a operação.
Com a prisão preventiva, Paulo Henrique pode ter incentivos para também fechar um acordo de delação premiada. Mas, antes, terá que confessar a prática da conduta criminosa.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi reconduzido ao cargo na quarta-feira (12) com a votação mais apertada desde a redemocratização do Brasil. O plenário do Senado aprovou por 45 votos a favor e 26 contra a permanência de Gonet no comando da PGR (Procuradoria-Geral da República). A votação foi secreta, e eram necessários pelo menos 41 …
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Ex-presidente do BRB negava crimes, mas dizia que seu celular não o deixaria levar a culpa sozinho
O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, preso na 4º Fase da Operação Compliance Zero.
Foto: Divulgação/BRB
O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, preso na 4º Fase da Operação Compliance Zero. (Foto: Divulgação/BRB)
O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, preso de forma preventiva na manhã desta quinta-feira, 16, por supostamente ter recebido R$ 74 milhões em propinas do esquema com o banco Master, negava qualquer ato ilícito de sua gestão à frente da instituição financeira, mesmo após as três fases da Operação Compliance Zero e a divulgação do relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que referendou as ações do Banco Central no caso.
Por outro lado, ele dizia a interlocutores que seu celular não deixaria que fosse criminalizado sozinho dentro do banco e no governo do Distrito Federal. A frase foi proferida após as declarações do ex-governador Ibaneis Rocha, que negava ter determinado a compra do Master e que teria sido convencido por Paulo Henrique de que a operação era vantajosa para o BRB. “Não sei passar um Pix”, disse Ibaneis, para justificar o seu baixo entendimento sobre o setor bancário.
Paulo Henrique afirmava que uma operação “desse tamanho”, como a do Master, não poderia ocorrer somente com a sua determinação, e que tudo era referendado por atas, apresentações, pareceres da secretaria de Economia do DF, da procuradoria do DF e de assessores externos. Ou seja, tinha o aval do governo do DF, e, em última instância, do próprio governador.
Os diálogos de mensagens de Whatsapp trocadas entre Paulo Henrique e Daniel Vorcaro revelam não só proximidade entre os dois, mas o combinado do que seria a propina a ser paga ao então presidente do BRB. Segundo a PF, o valor total chegaria a R$ 146 milhões, por meio da aquisição de seis imóveis de luxo em São Paulo e Brasília, e que R$ 74,6 milhões teria sido efetivamente pagos.
As mensagens enfraquecem a linha de defesa de Costa. Ele dizia que não sabia que as carteiras de crédito do Master eram podres, pelo contrário, que foi o próprio BRB que descobriu o problema e comunicou ao Banco Central.
Também alegava que as operações que foram feitas em 2024, com créditos originados pelo próprio Master, estavam dando lucro ao BRB. E que as carteiras com problemas, que foram originadas pela Tirreno e revendidas ao BRB pelo Master em 2025, haviam sido substituídas por outros ativos de qualidade. O BRB, portanto, não teria prejuízo algum com a operação.
Com a prisão preventiva, Paulo Henrique pode ter incentivos para também fechar um acordo de delação premiada. Mas, antes, terá que confessar a prática da conduta criminosa.
(Com O Estado de S.Paulo)
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