Eduardo Bolsonaro (foto) afirmou ter pedido “mais coisa” nas reuniões que ele e o irmão Flávio tiveram com Trump, JD Vance e Marco Rubio. (Foto: Al Drago/Bloomberg)
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que novas medidas dos Estados Unidos relacionadas ao Brasil podem surgir nos próximos meses. A declaração foi feita após o governo do presidente Donald Trump anunciar a classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Ao comentar a decisão norte-americana, Eduardo disse que o reconhecimento representa um avanço no combate ao crime organizado e sugeriu que outras iniciativas ainda podem ser adotadas no âmbito da aproximação entre os dois países. Segundo ele, o tema esteve presente em reuniões recentes realizadas em Washington.
“Quando o bandido chora, a população trabalhadora se alegra. Sinto a sensação de dever cumprido. Mérito do Flávio que foi determinado defender esta declaração. E creio que ainda há mais por vir ao aproximar Brasil de EUA“, afirmou.
Nos bastidores das reuniões, outros assuntos também teriam sido discutidos. Em entrevista à coluna do jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, o influenciador Paulo Figueiredo relatou que uma das solicitações apresentadas durante as conversas envolveu a possibilidade de aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Segundo Figueiredo, a proposta não contou com a participação direta de Flávio Bolsonaro. O influenciador afirmou que a iniciativa partiu apenas dele e de Eduardo Bolsonaro.
“O Flávio não quis se envolver nessa questão, preferiu se preservar“, declarou.
Paulo Figueiredo, que reside nos Estados Unidos há vários anos, afirmou ainda que explicou a Donald Trump aquilo que considera serem os impactos da eventual aplicação da legislação norte-americana sobre o cenário político e institucional brasileiro.
Durante o relato, Figueiredo sustentou que a Lei Magnitsky teria potencial para provocar mudanças significativas dentro do Supremo Tribunal Federal. Na avaliação dele, um dos reflexos da medida teria sido a decisão do ministro Luís Roberto Barroso de deixar a Corte de forma antecipada.
“Expliquei ao Trump os efeitos positivos da Magnitsky no Brasil. Ela mudou o tabuleiro do Supremo Tribunal Federal, inclusive com a renúncia do Barroso. Ele renunciou com cagaço de ser alvo da Magnitsky. O Trump ficou muito impressionado com o efeito”, declarou Figueiredo.
As declarações ocorreram após a divulgação da decisão do governo norte-americano de incluir PCC e Comando Vermelho na lista de organizações classificadas como terroristas. (Com informações do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles)
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Ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro diz que “há mais por vir” dos Estados Unidos após a decisão sobre os grupos criminosos PCC e CV
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que novas medidas dos Estados Unidos relacionadas ao Brasil podem surgir nos próximos meses. A declaração foi feita após o governo do presidente Donald Trump anunciar a classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Ao comentar a decisão norte-americana, Eduardo disse que o reconhecimento representa um avanço no combate ao crime organizado e sugeriu que outras iniciativas ainda podem ser adotadas no âmbito da aproximação entre os dois países. Segundo ele, o tema esteve presente em reuniões recentes realizadas em Washington.
“Quando o bandido chora, a população trabalhadora se alegra. Sinto a sensação de dever cumprido. Mérito do Flávio que foi determinado defender esta declaração. E creio que ainda há mais por vir ao aproximar Brasil de EUA“, afirmou.
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Segundo Figueiredo, a proposta não contou com a participação direta de Flávio Bolsonaro. O influenciador afirmou que a iniciativa partiu apenas dele e de Eduardo Bolsonaro.
“O Flávio não quis se envolver nessa questão, preferiu se preservar“, declarou.
Paulo Figueiredo, que reside nos Estados Unidos há vários anos, afirmou ainda que explicou a Donald Trump aquilo que considera serem os impactos da eventual aplicação da legislação norte-americana sobre o cenário político e institucional brasileiro.
Durante o relato, Figueiredo sustentou que a Lei Magnitsky teria potencial para provocar mudanças significativas dentro do Supremo Tribunal Federal. Na avaliação dele, um dos reflexos da medida teria sido a decisão do ministro Luís Roberto Barroso de deixar a Corte de forma antecipada.
“Expliquei ao Trump os efeitos positivos da Magnitsky no Brasil. Ela mudou o tabuleiro do Supremo Tribunal Federal, inclusive com a renúncia do Barroso. Ele renunciou com cagaço de ser alvo da Magnitsky. O Trump ficou muito impressionado com o efeito”, declarou Figueiredo.
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