De acordo com a CNI, independentemente da estratégia adotada pelas empresas, a compensação integral das horas reduzidas tende a ser de difícil implementação.
Foto: Leonardo Conturis/CMPA/Arquivo
De acordo com a CNI, independentemente da estratégia adotada pelas empresas, a compensação integral das horas reduzidas tende a ser de difícil implementação. (Foto: Leonardo Conturis/CMPA/Arquivo)
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta sexta-feira (27) um estudo que estima os impactos da eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Segundo a entidade, a região Sul seria a mais afetada proporcionalmente, tanto no cenário de compensação por horas extras quanto na hipótese de novas contratações.
No primeiro caso, em que as empresas manteriam a produção por meio do pagamento de horas extras, o aumento de custos no Sul poderia chegar a 8,1%. No segundo cenário, com a recomposição da carga horária por meio da contratação de novos trabalhadores, a elevação estimada seria de 5,4%.
Em termos absolutos, no entanto, o maior impacto financeiro ocorreria no Sudeste. A CNI calcula que a região poderia registrar aumento de até R$ 143,8 bilhões nos custos. No cenário de novas contratações, o acréscimo estimado para o Sudeste seria de R$ 95,8 bilhões.
Considerando toda a economia, a entidade projeta que a redução da jornada para 40 horas semanais pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os gastos com empregados formais, o que representaria aumento de até 7% na folha de pagamento das empresas.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o tema exige cautela. “O impacto não será igual em todas as regiões, porque o Brasil tem realidades produtivas diferentes, o que faz com que o aumento de custos seja ainda mais relevante em alguns lugares, com reflexos sobre a competitividade e a organização do trabalho”, declarou.
No detalhamento regional do cenário de horas extras, o Sudeste teria aumento estimado de 7,3% nos custos, seguido pelo Nordeste (6,1%) e pelas regiões Norte e Centro-Oeste (5,5% cada). Já na hipótese de novas contratações, o ranking seria: Sul (5,4%), Sudeste (4,9%), Nordeste (4,1%) e Norte e Centro-Oeste (3,7% cada).
De acordo com a CNI, independentemente da estratégia adotada pelas empresas, a compensação integral das horas reduzidas tende a ser de difícil implementação. O estudo aponta que a recomposição é “economicamente improvável e operacionalmente inviável em grande parte dos segmentos industriais”.
Para Alban, o aumento expressivo dos custos teria efeito em cadeia. “Quando o custo do trabalho sobe dessa forma, o impacto não fica restrito a um setor ou a uma região. Ele se espalha pelas cadeias produtivas, encarece insumos, pressiona preços e afeta a competitividade do país”, afirmou.
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Escala 6×1: Região Sul do País lideraria aumento de custos com semana de 40 horas
De acordo com a CNI, independentemente da estratégia adotada pelas empresas, a compensação integral das horas reduzidas tende a ser de difícil implementação.
Foto: Leonardo Conturis/CMPA/Arquivo
De acordo com a CNI, independentemente da estratégia adotada pelas empresas, a compensação integral das horas reduzidas tende a ser de difícil implementação. (Foto: Leonardo Conturis/CMPA/Arquivo)
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta sexta-feira (27) um estudo que estima os impactos da eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Segundo a entidade, a região Sul seria a mais afetada proporcionalmente, tanto no cenário de compensação por horas extras quanto na hipótese de novas contratações.
No primeiro caso, em que as empresas manteriam a produção por meio do pagamento de horas extras, o aumento de custos no Sul poderia chegar a 8,1%. No segundo cenário, com a recomposição da carga horária por meio da contratação de novos trabalhadores, a elevação estimada seria de 5,4%.
Em termos absolutos, no entanto, o maior impacto financeiro ocorreria no Sudeste. A CNI calcula que a região poderia registrar aumento de até R$ 143,8 bilhões nos custos. No cenário de novas contratações, o acréscimo estimado para o Sudeste seria de R$ 95,8 bilhões.
Considerando toda a economia, a entidade projeta que a redução da jornada para 40 horas semanais pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os gastos com empregados formais, o que representaria aumento de até 7% na folha de pagamento das empresas.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o tema exige cautela. “O impacto não será igual em todas as regiões, porque o Brasil tem realidades produtivas diferentes, o que faz com que o aumento de custos seja ainda mais relevante em alguns lugares, com reflexos sobre a competitividade e a organização do trabalho”, declarou.
No detalhamento regional do cenário de horas extras, o Sudeste teria aumento estimado de 7,3% nos custos, seguido pelo Nordeste (6,1%) e pelas regiões Norte e Centro-Oeste (5,5% cada). Já na hipótese de novas contratações, o ranking seria: Sul (5,4%), Sudeste (4,9%), Nordeste (4,1%) e Norte e Centro-Oeste (3,7% cada).
De acordo com a CNI, independentemente da estratégia adotada pelas empresas, a compensação integral das horas reduzidas tende a ser de difícil implementação. O estudo aponta que a recomposição é “economicamente improvável e operacionalmente inviável em grande parte dos segmentos industriais”.
Para Alban, o aumento expressivo dos custos teria efeito em cadeia. “Quando o custo do trabalho sobe dessa forma, o impacto não fica restrito a um setor ou a uma região. Ele se espalha pelas cadeias produtivas, encarece insumos, pressiona preços e afeta a competitividade do país”, afirmou.
(Com informações do jornal O Estado de S.Paulo)
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