Aliados de Lula apostam que o tema poderá ser uma das bandeiras da gestão petista.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Aliados de Lula apostam que o tema poderá ser uma das bandeiras da gestão petista. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer dar celeridade à tramitação do projeto de lei que trata do fim da jornada de trabalho 6×1, de olho no alcance da medida e o impacto que ela pode trazer para as eleições. O Palácio do Planalto decidiu enviar o projeto nos próximos dias diante da avaliação de que o tema não está caminhando no Congresso e que os trabalhos legislativos deverão ficar esvaziados no segundo semestre, por causa do período eleitoral.
Aliados de Lula apostam que o tema poderá ser uma das bandeiras da gestão petista, assim como a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil. Segundo pessoas que acompanham as negociações, o governo não abre mão de três pontos da proposta: duas folgas na semana; previsão de jornada de trabalho de 40 horas semanais; e a não redução salarial. Eles dizem que é uma decisão política o timing do envio da proposta, mas apostam que isso pode ocorrer a partir da próxima semana.
Essa decisão foi costurada com anuência da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) e da Secretaria-Geral da Presidência, além de apoio do Ministério do Trabalho e Emprego. O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, assumiu a pasta tendo a votação dessa proposta como uma de suas prioridades. De acordo com relatos, a ideia é que seja um projeto sucinto, enviado no regime de urgência constitucional —que obriga análise pelos parlamentares em até 45 dias, sob risco de trancar a pauta do plenário.
A decisão do governo, no entanto, contraria parlamentares e a cúpula da Câmara, que preferiam discutir o tema no formato de Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou publicamente em fevereiro que a proposta seria votada até maio na Câmara e disse enxergar clima favorável à aprovação.
A iniciativa de Motta em definir a tramitação por PEC foi interpretada por governistas naquele momento como uma tentativa do presidente da Câmara em dividir o protagonismo da proposta, de grande alcance popular, num momento em que ele era criticado por parte da sociedade.
A PEC foi enviada por Motta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara no dia 10 de fevereiro. No dia 24, foi designado relator o deputado Paulo Azi (União Brasil-BA). De lá para cá, no entanto, não houve avanço na discussão. Além de ser aprovada na CCJ, uma PEC precisa ser analisada no âmbito de uma comissão especial antes de seguir para aval dos deputados em plenário. O prazo estipulado por Motta de votar em maio é considerado apertado por parlamentares.
O líder do Republicanos, Augusto Coutinho (PE), diz que a decisão do governo é uma sinalização de enfrentamento ao Congresso.
“Se o governo mandar um projeto, acho que mostra um enfrentamento com o Parlamento sem necessidade. Estamos tratando desse assunto e foi dito ao governo que a Câmara votaria a PEC em maio. Presenciei o presidente Hugo Motta falando isso ao governo. É uma amostra de desatenção com o Congresso”, afirma o parlamentar.
Paulo Azi avalia ser “desnecessário” o envio de um projeto de lei e diz que acredita que o tema seguirá sendo discutido por meio de uma PEC, já que essa foi a decisão de Motta inicial.
“Até porque existe um entendimento que essa matéria não dá para tratar por projeto de lei, tem que ser PEC. Acho que é desnecessário [o envio do projeto]. [O governo] Acusar que está demorando é irreal, porque uma matéria dessa complexidade e dessa repercussão completou um mês de tramitação agora”, diz o deputado. (Com informações do jornal O Globo)
Tendência é que ministro seja aposentado compulsoriamente, pena máxima prevista para processos administrativos. (Foto: Divulgação/STJ) A sessão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que definiu o afastamento do ministro Marco Buzzi de suas atividades teve clima tenso. Segundo relato de um dos integrantes da Corte, os ministros ficaram “calados e perplexos” enquanto o ministro Francisco …
As informações são aguardadas tanto por aliados do governo Lula quanto da oposição. Foto: Pedro França/Agência Senado As informações são aguardadas tanto por aliados do governo Lula quanto da oposição. (Foto: Pedro França/Agência Senado) A chegada de informações sigilosas sobre 165 pessoas e empresas, prevista para os próximos dias, deverá ampliar o poder da CPI …
As contas do setor público consolidado apresentaram um superávit primário de R$ 32,4 bilhões em outubro deste ano, informou o Banco Central (BC). O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de déficit primário.
Maioria dos que conseguiram era idoso. Já os que não conseguiram têm, majoritariamente, menos de 60 anos. (Foto: José Cruz/Agência Brasil) Dos 21 condenados que obtiveram o benefício, incluindo Heleno, 15 são idosos e todos apresentaram algum tipo de problema de saúde física ou mental. Entre os 17 que tiveram o pedido negado, 15 também …
Escala 6×1: Lula quer agilidade na votação do projeto e defende limitar jornada a 40 horas semanais
Aliados de Lula apostam que o tema poderá ser uma das bandeiras da gestão petista.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Aliados de Lula apostam que o tema poderá ser uma das bandeiras da gestão petista. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer dar celeridade à tramitação do projeto de lei que trata do fim da jornada de trabalho 6×1, de olho no alcance da medida e o impacto que ela pode trazer para as eleições. O Palácio do Planalto decidiu enviar o projeto nos próximos dias diante da avaliação de que o tema não está caminhando no Congresso e que os trabalhos legislativos deverão ficar esvaziados no segundo semestre, por causa do período eleitoral.
Aliados de Lula apostam que o tema poderá ser uma das bandeiras da gestão petista, assim como a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil. Segundo pessoas que acompanham as negociações, o governo não abre mão de três pontos da proposta: duas folgas na semana; previsão de jornada de trabalho de 40 horas semanais; e a não redução salarial. Eles dizem que é uma decisão política o timing do envio da proposta, mas apostam que isso pode ocorrer a partir da próxima semana.
Essa decisão foi costurada com anuência da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) e da Secretaria-Geral da Presidência, além de apoio do Ministério do Trabalho e Emprego. O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, assumiu a pasta tendo a votação dessa proposta como uma de suas prioridades. De acordo com relatos, a ideia é que seja um projeto sucinto, enviado no regime de urgência constitucional —que obriga análise pelos parlamentares em até 45 dias, sob risco de trancar a pauta do plenário.
A decisão do governo, no entanto, contraria parlamentares e a cúpula da Câmara, que preferiam discutir o tema no formato de Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou publicamente em fevereiro que a proposta seria votada até maio na Câmara e disse enxergar clima favorável à aprovação.
A iniciativa de Motta em definir a tramitação por PEC foi interpretada por governistas naquele momento como uma tentativa do presidente da Câmara em dividir o protagonismo da proposta, de grande alcance popular, num momento em que ele era criticado por parte da sociedade.
A PEC foi enviada por Motta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara no dia 10 de fevereiro. No dia 24, foi designado relator o deputado Paulo Azi (União Brasil-BA). De lá para cá, no entanto, não houve avanço na discussão. Além de ser aprovada na CCJ, uma PEC precisa ser analisada no âmbito de uma comissão especial antes de seguir para aval dos deputados em plenário. O prazo estipulado por Motta de votar em maio é considerado apertado por parlamentares.
O líder do Republicanos, Augusto Coutinho (PE), diz que a decisão do governo é uma sinalização de enfrentamento ao Congresso.
“Se o governo mandar um projeto, acho que mostra um enfrentamento com o Parlamento sem necessidade. Estamos tratando desse assunto e foi dito ao governo que a Câmara votaria a PEC em maio. Presenciei o presidente Hugo Motta falando isso ao governo. É uma amostra de desatenção com o Congresso”, afirma o parlamentar.
Paulo Azi avalia ser “desnecessário” o envio de um projeto de lei e diz que acredita que o tema seguirá sendo discutido por meio de uma PEC, já que essa foi a decisão de Motta inicial.
“Até porque existe um entendimento que essa matéria não dá para tratar por projeto de lei, tem que ser PEC. Acho que é desnecessário [o envio do projeto]. [O governo] Acusar que está demorando é irreal, porque uma matéria dessa complexidade e dessa repercussão completou um mês de tramitação agora”, diz o deputado. (Com informações do jornal O Globo)
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