Espécie é benéfica à natureza, inclusive ao ser humano. (Foto: Freepik)
A chegada da primavera amplia a presença de gambás em áreas urbanas, por conta do período reprodutivo da espécie. Para orientar sobre o convívio seguro com esses animais, a Equipe de Fauna Silvestre da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus) de Porto Alegre ressalta a importância de que não haja interferência nos hábitos desse mamífero.
Trata-se de um animal silvestre, protegido por lei e benéfico à natureza – inclusive ao ser humano. Não deve maltratado ou importunado. A preservação da espécie é essencial para a manutenção da qualidade ambiental e da biodiversidade no espaço urbano, ao atuar na dispersão de sementes, contribuindo assim para a regeneração de áreas verdes, inclusive florestas.
Outro aspecto a se levar em consideração é que, devido aos costumes noturnos, o gambá acaba auxiliando no controle de pragas urbanas como baratas, carrapatos e escorpiões. Vale lembrar que a capital gaúcha tem registrado alta incidência de escorpião-amarelo, espécie venenosa e cuja picada oferece sérios riscos a crianças, idosos e indivídos com comorbidades.
Sua presença durante o dia pode ocorrer em jardins ou árvores. Nesses casos, a orientação é não mexer com o animal. Outro ponto de atenção são os telhados de residências, já que o gambá pode procurar refúgio em forros. Para evitar situações desse tipo, é recomendada a revisão periódica da estrutura.
“É importante lembrar que, diferente do cangambá, os gambás não soltam mau cheiro. São animais que convivem bem nas cidades e não representam ameaça”, ressalta a bióloga Soraya Ribeiro, coordenadora da Equipe de Fauna Silvestre.
Em caso de dúvida ou necessidade de orientação, qualquer cidadão pode solicitar ajuda por meio do telefone 156, disponível 24 horas por dia. Ou então diretamente à Equipe de Fauna da Smamus, por meio do whatsapp (51) 3289-7517, de segunda a sexta-feira, das 8h30min ao meio-dia e das 13h30min às 18h (exceto feriados).
Saiba mais
Além de mamífero, o gambá é marsupial, característica dos animais que contam com uma bolsa ventral (marsúpio) onde os filhotes completam seu desenvolvimento após nascerem, frutos de uma gestação de curto período (menos de duas semanas). O mesmo ocorre com cangurus e coalas, comuns na Austrália.
Trata-se de uma espécie que vem ao mundo em um estágio de desenvolvimento bem precoce, ainda cegos e sem pelos– parecem mais com fetos do que filhotes. Após o nascimento, arrastam-se até a bolsa ventral da mãe para se prenderem às mamas e, dessa forma, terem alimento e proteção.
A fêmea pode dar à luz a várias ninhadas, sendo que cada filhote deve encontrar espaço e alimento no marsúpio para sobreviver. No território brasileiro há pelo menos quatro espécies de gambé: Didelphis albiventris, Didelphis aurita, Didelphis imperfecta e Didelphis marsupialis.
(Marcello Campos)
https://www.osul.com.br/equipe-municipal-de-porto-alegre-orienta-a-populacao-sobre-a-presenca-de-gambas-em-areas-urbanas/ Equipe municipal de Porto Alegre orienta a população sobre a presença de gambás em áreas urbanas 2025-10-03
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Trata-se de um animal silvestre, protegido por lei e benéfico à natureza – inclusive ao ser humano. Não deve maltratado ou importunado. A preservação da espécie é essencial para a manutenção da qualidade ambiental e da biodiversidade no espaço urbano, ao atuar na dispersão de sementes, contribuindo assim para a regeneração de áreas verdes, inclusive florestas.
Outro aspecto a se levar em consideração é que, devido aos costumes noturnos, o gambá acaba auxiliando no controle de pragas urbanas como baratas, carrapatos e escorpiões. Vale lembrar que a capital gaúcha tem registrado alta incidência de escorpião-amarelo, espécie venenosa e cuja picada oferece sérios riscos a crianças, idosos e indivídos com comorbidades.
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Saiba mais
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(Marcello Campos)
https://www.osul.com.br/equipe-municipal-de-porto-alegre-orienta-a-populacao-sobre-a-presenca-de-gambas-em-areas-urbanas/
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2025-10-03
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