Deputado afirma que Moraes quer matar o ex-presidente e forçar presidenciável sem sobrenome da família em 2026. (Foto: Reprodução/YouTube)
Para o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro é uma tentativa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de levar seu pai à morte antes das eleições de 2026 e forçar um candidato a presidente sem o sobrenome da família.
O parlamentar, tornado réu no Supremo por coação no curso do processo, vê o cerco se fechar contra si e diz que a conjuntura atual torna “inviável” seu retorno ao Brasil. A declaração foi dada em entrevista ao Estadão.
O ex-presidente começou a cumprir a sentença de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele continua em uma cela especial na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília, onde está desde sábado (22), quando passou a cumprir prisão preventiva após violar a tornozeleira eletrônica.
Eduardo diverge do que foi decidido pelo seu partido, o PL, na segunda-feira, (24). O encontro na sede da legenda reuniu cerca de 50 parlamentares, teve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ungido como porta-voz do pai e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro cobrando que os correligionários parem de lavar roupa suja em público.
Para Eduardo, no entanto, “sempre haverá confusão” sobre quem fala por Bolsonaro enquanto ele estiver preso, e é preciso reagir publicamente a atritos públicos entre bolsonaristas. O deputado também diz que não deve nada ao PL, ao defender sua atuação em solo americano.
1) Hoje (quarta, 26) se encerra o prazo para o julgamento da denúncia contra o sr. no STF. A Primeira Turma já formou maioria para torná-lo réu. Como isso impacta seus planos nos Estados Unidos?
Tudo o que eu sei é com relação ao que a imprensa noticia. Eu não fui notificado de absolutamente nada. O meu desejo era estar no Brasil, mas se eu retornar vou ser preso, porque não há segurança nenhuma jurídica no País. O (ministro do STF Alexandre de) Moraes acabou de prender o presidente Jair Bolsonaro. Não tem nenhum nexo, nenhuma relação dele com golpe nenhum. Nesse cenário, fica inviável o meu retorno ao País, ao menos neste momento.
2) Em relação à prisão preventiva no fim de semana, o presidente Bolsonaro disse que danificou a tornozeleira por curiosidade, e depois citou uma paranoia como resultado da mistura dos medicamentos. Qual sua impressão sobre isso?
Quem tem responsabilidade nisso é o Moraes. Absolutamente nenhum bandido do Brasil está com tornozeleira eletrônica 24 horas por dia, policiais ao redor da sua casa. Moraes quer humilhar, pressionar, torturar psicologicamente. Quem quer tirar a tornozeleira corta a pulseira, não abre o dispositivo em si. A intenção do Moraes é assassinar o Bolsonaro. Eles pressionaram ao máximo, ameaçaram para que o Bolsonaro indicasse um sucessor que fosse do gosto de Alexandre de Moraes. O Bolsonaro, valentemente, se recusou a fazê-lo, ainda sabendo que poderia pagar anos e décadas de prisão em virtude disso. Então, o Moraes agora está apelando para ver se consegue matar o Bolsonaro antes da eleição de 2026.
3) Quem seria esse sucessor “do gosto de Moraes”?
Qualquer um que não levasse o sobrenome Bolsonaro, que não fosse identificado com o movimento bolsonarista.
4) O governador (de São Paulo) Tarcísio de Freitas, por exemplo?
Aí é você quem está falando (risos). Mas eu acho que os pretensos candidatos que não tiverem problemas com o Alexandre de Moraes, esses aí certamente o Moraes gostaria de ver como presidente. Aqueles com os quais ele tem diálogo.
5) O senador Flávio foi anunciado como porta-voz do presidente Bolsonaro nessa reunião. Isso foi alinhado com o sr.?
Enquanto durar a prisão do Bolsonaro, sempre vai haver essa confusão de quem fala por ele, quem fala, quem não fala. Isso daí é uma variante que cada um vai acabar acreditando no que quiser. Eu acho que vai seguir dessa maneira. Tanto o Flávio como o Carlos, a Michelle, são pessoas que são próximas do meu pai e vão ter acesso a ele. Eu acho importante que sigam tendo essa proximidade pelo ponto de vista principalmente emocional. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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“Enquanto Bolsonaro ficar preso, haverá confusão de quem fala por ele”, diz o filho Eduardo
Deputado afirma que Moraes quer matar o ex-presidente e forçar presidenciável sem sobrenome da família em 2026. (Foto: Reprodução/YouTube)
Para o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro é uma tentativa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de levar seu pai à morte antes das eleições de 2026 e forçar um candidato a presidente sem o sobrenome da família.
O parlamentar, tornado réu no Supremo por coação no curso do processo, vê o cerco se fechar contra si e diz que a conjuntura atual torna “inviável” seu retorno ao Brasil. A declaração foi dada em entrevista ao Estadão.
O ex-presidente começou a cumprir a sentença de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele continua em uma cela especial na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília, onde está desde sábado (22), quando passou a cumprir prisão preventiva após violar a tornozeleira eletrônica.
Eduardo diverge do que foi decidido pelo seu partido, o PL, na segunda-feira, (24). O encontro na sede da legenda reuniu cerca de 50 parlamentares, teve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ungido como porta-voz do pai e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro cobrando que os correligionários parem de lavar roupa suja em público.
Para Eduardo, no entanto, “sempre haverá confusão” sobre quem fala por Bolsonaro enquanto ele estiver preso, e é preciso reagir publicamente a atritos públicos entre bolsonaristas. O deputado também diz que não deve nada ao PL, ao defender sua atuação em solo americano.
1) Hoje (quarta, 26) se encerra o prazo para o julgamento da denúncia contra o sr. no STF. A Primeira Turma já formou maioria para torná-lo réu. Como isso impacta seus planos nos Estados Unidos?
Tudo o que eu sei é com relação ao que a imprensa noticia. Eu não fui notificado de absolutamente nada. O meu desejo era estar no Brasil, mas se eu retornar vou ser preso, porque não há segurança nenhuma jurídica no País. O (ministro do STF Alexandre de) Moraes acabou de prender o presidente Jair Bolsonaro. Não tem nenhum nexo, nenhuma relação dele com golpe nenhum. Nesse cenário, fica inviável o meu retorno ao País, ao menos neste momento.
2) Em relação à prisão preventiva no fim de semana, o presidente Bolsonaro disse que danificou a tornozeleira por curiosidade, e depois citou uma paranoia como resultado da mistura dos medicamentos. Qual sua impressão sobre isso?
Quem tem responsabilidade nisso é o Moraes. Absolutamente nenhum bandido do Brasil está com tornozeleira eletrônica 24 horas por dia, policiais ao redor da sua casa. Moraes quer humilhar, pressionar, torturar psicologicamente. Quem quer tirar a tornozeleira corta a pulseira, não abre o dispositivo em si. A intenção do Moraes é assassinar o Bolsonaro. Eles pressionaram ao máximo, ameaçaram para que o Bolsonaro indicasse um sucessor que fosse do gosto de Alexandre de Moraes. O Bolsonaro, valentemente, se recusou a fazê-lo, ainda sabendo que poderia pagar anos e décadas de prisão em virtude disso. Então, o Moraes agora está apelando para ver se consegue matar o Bolsonaro antes da eleição de 2026.
3) Quem seria esse sucessor “do gosto de Moraes”?
Qualquer um que não levasse o sobrenome Bolsonaro, que não fosse identificado com o movimento bolsonarista.
4) O governador (de São Paulo) Tarcísio de Freitas, por exemplo?
Aí é você quem está falando (risos). Mas eu acho que os pretensos candidatos que não tiverem problemas com o Alexandre de Moraes, esses aí certamente o Moraes gostaria de ver como presidente. Aqueles com os quais ele tem diálogo.
5) O senador Flávio foi anunciado como porta-voz do presidente Bolsonaro nessa reunião. Isso foi alinhado com o sr.?
Enquanto durar a prisão do Bolsonaro, sempre vai haver essa confusão de quem fala por ele, quem fala, quem não fala. Isso daí é uma variante que cada um vai acabar acreditando no que quiser. Eu acho que vai seguir dessa maneira. Tanto o Flávio como o Carlos, a Michelle, são pessoas que são próximas do meu pai e vão ter acesso a ele. Eu acho importante que sigam tendo essa proximidade pelo ponto de vista principalmente emocional. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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2025-11-27
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