Datafolha aponta que ex-ministro (foto) empata tecnicamente com Flávio Bolsonaro no 2º turno. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
A possibilidade de Fernando Haddad (PT-SP) substituir Lula como candidato à Presidência da República tem despertado interesse entre integrantes do mercado financeiro. De acordo com relatos, banqueiros e executivos chegaram a procurar lideranças do PT e o próprio ex-ministro para tratar do assunto, demonstrando atenção ao cenário político e às eventuais alternativas dentro do partido.
As declarações de Lula sobre a própria candidatura têm sido interpretadas como ambíguas, o que contribui para essa movimentação. Na última quarta-feira (8), em entrevista ao portal ICL Notícias, o presidente afirmou que “ainda” não decidiu se será candidato. A fala foi vista como um elemento que mantém em aberto, ao menos no discurso, a definição sobre sua participação na disputa eleitoral.
Na sequência da mesma entrevista, Lula destacou que possui “o acúmulo de experiência que ninguém tem nesse País”. Essa afirmação foi interpretada por interlocutores como um indicativo de que a hipótese mais provável continua sendo a de sua candidatura à reeleição, apesar das declarações anteriores sugerirem indefinição.
Dentro do PT, lideranças que foram abordadas sobre o tema, assim como o próprio Fernando Haddad, descartam a possibilidade de Lula desistir da candidatura. Essa posição é mantida mesmo diante de pesquisas eleitorais que apontam a perspectiva de uma disputa considerada desafiadora contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Ainda assim, representantes do setor financeiro mantêm o que pode ser descrito como uma expectativa em relação a um cenário alternativo. Segundo essas avaliações, haveria preferência por um eventual governo liderado por Haddad em comparação à continuidade de Lula na presidência, embora esse cenário não seja tratado como o mais provável.
Em simulações de segundo turno nas eleições presidenciais, Haddad aparece em empate técnico com Flávio Bolsonaro, registrando 41% das intenções de voto, contra 43% do adversário. Esse desempenho é visto como um indicativo de competitividade eleitoral do ex-ministro em um cenário nacional.
A viabilidade de Haddad como candidato também levou algumas lideranças do PT a considerarem seu nome como um possível plano B. Essa hipótese é tratada como improvável, mas não completamente descartada, caso Lula opte por não concorrer à Presidência.
Lula é considerado, dentro do partido, o candidato mais forte para disputar a eleição. Por outro lado, uma eventual candidatura de Haddad representaria uma novidade no cenário eleitoral, enquanto Lula estaria em busca de seu quarto mandato. Em termos de rejeição, os números indicam 46% para Lula e 27% para Haddad.
O tema é tratado como sensível dentro do PT e, segundo relatos, costuma ser discutido de forma reservada, “em voz baixa”. (Com informações da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo)
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Eleições 2026: Haddad vira aposta do mercado financeiro para substituir Lula na candidatura à Presidência da República
Datafolha aponta que ex-ministro (foto) empata tecnicamente com Flávio Bolsonaro no 2º turno. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
A possibilidade de Fernando Haddad (PT-SP) substituir Lula como candidato à Presidência da República tem despertado interesse entre integrantes do mercado financeiro. De acordo com relatos, banqueiros e executivos chegaram a procurar lideranças do PT e o próprio ex-ministro para tratar do assunto, demonstrando atenção ao cenário político e às eventuais alternativas dentro do partido.
As declarações de Lula sobre a própria candidatura têm sido interpretadas como ambíguas, o que contribui para essa movimentação. Na última quarta-feira (8), em entrevista ao portal ICL Notícias, o presidente afirmou que “ainda” não decidiu se será candidato. A fala foi vista como um elemento que mantém em aberto, ao menos no discurso, a definição sobre sua participação na disputa eleitoral.
Na sequência da mesma entrevista, Lula destacou que possui “o acúmulo de experiência que ninguém tem nesse País”. Essa afirmação foi interpretada por interlocutores como um indicativo de que a hipótese mais provável continua sendo a de sua candidatura à reeleição, apesar das declarações anteriores sugerirem indefinição.
Dentro do PT, lideranças que foram abordadas sobre o tema, assim como o próprio Fernando Haddad, descartam a possibilidade de Lula desistir da candidatura. Essa posição é mantida mesmo diante de pesquisas eleitorais que apontam a perspectiva de uma disputa considerada desafiadora contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Ainda assim, representantes do setor financeiro mantêm o que pode ser descrito como uma expectativa em relação a um cenário alternativo. Segundo essas avaliações, haveria preferência por um eventual governo liderado por Haddad em comparação à continuidade de Lula na presidência, embora esse cenário não seja tratado como o mais provável.
Em simulações de segundo turno nas eleições presidenciais, Haddad aparece em empate técnico com Flávio Bolsonaro, registrando 41% das intenções de voto, contra 43% do adversário. Esse desempenho é visto como um indicativo de competitividade eleitoral do ex-ministro em um cenário nacional.
A viabilidade de Haddad como candidato também levou algumas lideranças do PT a considerarem seu nome como um possível plano B. Essa hipótese é tratada como improvável, mas não completamente descartada, caso Lula opte por não concorrer à Presidência.
Lula é considerado, dentro do partido, o candidato mais forte para disputar a eleição. Por outro lado, uma eventual candidatura de Haddad representaria uma novidade no cenário eleitoral, enquanto Lula estaria em busca de seu quarto mandato. Em termos de rejeição, os números indicam 46% para Lula e 27% para Haddad.
O tema é tratado como sensível dentro do PT e, segundo relatos, costuma ser discutido de forma reservada, “em voz baixa”. (Com informações da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo)
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