“Investir em irrigação é proteger o produtor”, frisou Leite.
Foto: Vitor Rosa/Secom
Estratégia de R$ 60 bilhões para enfrentar estiagens e reposicionar o RS na agenda climática nacional.
Na 26ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, o governador Eduardo Leite apresentou o Plano Irrigação Resiliente, iniciativa que será levada ao governo federal em reuniões com ministros em Brasília. O projeto busca ampliar a área irrigada no Rio Grande do Sul, reduzir os impactos das estiagens recorrentes e garantir maior previsibilidade para a produção agrícola e para a economia do Estado.
Ao lado do secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Lemos, Leite detalhou ações voltadas à construção de infraestrutura hídrica e energética, além de incentivos para adoção de tecnologias de irrigação no campo. “Investir em irrigação é proteger o produtor, reduzir perdas em períodos de estiagem e garantir mais previsibilidade para a economia do Estado”, afirmou.
Diagnóstico e desafios
O plano parte do reconhecimento de que os eventos meteorológicos extremos se tornaram um desafio estrutural para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Nos últimos anos, estiagens severas provocaram perdas bilionárias, afetando diretamente a arrecadação pública e a estabilidade econômica. Dados oficiais apontam que o Estado foi o mais impactado economicamente por desastres naturais nas últimas décadas.
Em 2022, por exemplo, a estiagem reduziu em até 40% a safra de milho e soja, com perdas estimadas em R$ 36 bilhões. A quebra de safra não apenas atingiu produtores, mas também repercutiu na arrecadação estadual e no PIB gaúcho, evidenciando a vulnerabilidade estrutural da economia frente às mudanças climáticas.
Projeções e investimentos
O plano prevê diferentes cenários de expansão da área irrigada. No mais ambicioso, seriam criados até 2,68 milhões de novos hectares irrigados, com investimentos públicos que podem chegar a R$ 60 bilhões.
Esses recursos seriam destinados principalmente a:
Infraestrutura hídrica: construção de reservatórios, barragens e canais de distribuição.
Energia: ampliação da capacidade elétrica para sustentar sistemas de irrigação modernos.
Tecnologia: estímulo à adoção de sistemas inteligentes de irrigação, capazes de reduzir desperdícios e aumentar a eficiência.
A proposta também prevê mecanismos de financiamento acessíveis para médios e pequenos produtores, que são os mais vulneráveis às quebras de safra. A irrigação, nesse contexto, deixa de ser apenas uma tecnologia agrícola e passa a ser uma política de resiliência climática e econômica.
O anúncio na Expodireto ganha relevância porque o Rio Grande do Sul concentra cerca de 15% da produção nacional de grãos, mas enfrenta estiagens recorrentes que comprometem a competitividade do setor. A estratégia de irrigação resiliente busca estabilizar a produção e reduzir a volatilidade econômica, fortalecendo cadeias produtivas e garantindo segurança alimentar.
Ao antecipar o debate com o setor produtivo antes de levar a pauta a Brasília, Leite sinaliza que o plano não é apenas uma proposta de gabinete, mas uma agenda construída em diálogo com quem vive os impactos das estiagens no campo. A iniciativa conecta três dimensões centrais:
Economia: previsibilidade e estabilidade fiscal, reduzindo perdas bilionárias.
Produtividade: fortalecimento das cadeias agroindustriais e garantia de competitividade.
Resiliência climática: adaptação às mudanças ambientais e proteção do produtor.
Em Brasília, Leite buscará apoio federal para transformar o plano em política nacional. A expectativa é que a irrigação resiliente se torne um marco na estratégia de enfrentamento às estiagens, colocando o Rio Grande do Sul em posição de destaque na agenda climática e agrícola do país. (por Gisele – gisele@pampa.com.br)
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Eduardo Leite apresenta Plano de Irrigação Resiliente
“Investir em irrigação é proteger o produtor”, frisou Leite.
Foto: Vitor Rosa/Secom
Estratégia de R$ 60 bilhões para enfrentar estiagens e reposicionar o RS na agenda climática nacional.
Na 26ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, o governador Eduardo Leite apresentou o Plano Irrigação Resiliente, iniciativa que será levada ao governo federal em reuniões com ministros em Brasília. O projeto busca ampliar a área irrigada no Rio Grande do Sul, reduzir os impactos das estiagens recorrentes e garantir maior previsibilidade para a produção agrícola e para a economia do Estado.
Ao lado do secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Lemos, Leite detalhou ações voltadas à construção de infraestrutura hídrica e energética, além de incentivos para adoção de tecnologias de irrigação no campo. “Investir em irrigação é proteger o produtor, reduzir perdas em períodos de estiagem e garantir mais previsibilidade para a economia do Estado”, afirmou.
Diagnóstico e desafios
O plano parte do reconhecimento de que os eventos meteorológicos extremos se tornaram um desafio estrutural para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Nos últimos anos, estiagens severas provocaram perdas bilionárias, afetando diretamente a arrecadação pública e a estabilidade econômica. Dados oficiais apontam que o Estado foi o mais impactado economicamente por desastres naturais nas últimas décadas.
Em 2022, por exemplo, a estiagem reduziu em até 40% a safra de milho e soja, com perdas estimadas em R$ 36 bilhões. A quebra de safra não apenas atingiu produtores, mas também repercutiu na arrecadação estadual e no PIB gaúcho, evidenciando a vulnerabilidade estrutural da economia frente às mudanças climáticas.
Projeções e investimentos
O plano prevê diferentes cenários de expansão da área irrigada. No mais ambicioso, seriam criados até 2,68 milhões de novos hectares irrigados, com investimentos públicos que podem chegar a R$ 60 bilhões.
Esses recursos seriam destinados principalmente a:
A proposta também prevê mecanismos de financiamento acessíveis para médios e pequenos produtores, que são os mais vulneráveis às quebras de safra. A irrigação, nesse contexto, deixa de ser apenas uma tecnologia agrícola e passa a ser uma política de resiliência climática e econômica.
O anúncio na Expodireto ganha relevância porque o Rio Grande do Sul concentra cerca de 15% da produção nacional de grãos, mas enfrenta estiagens recorrentes que comprometem a competitividade do setor. A estratégia de irrigação resiliente busca estabilizar a produção e reduzir a volatilidade econômica, fortalecendo cadeias produtivas e garantindo segurança alimentar.
Ao antecipar o debate com o setor produtivo antes de levar a pauta a Brasília, Leite sinaliza que o plano não é apenas uma proposta de gabinete, mas uma agenda construída em diálogo com quem vive os impactos das estiagens no campo. A iniciativa conecta três dimensões centrais:
Em Brasília, Leite buscará apoio federal para transformar o plano em política nacional. A expectativa é que a irrigação resiliente se torne um marco na estratégia de enfrentamento às estiagens, colocando o Rio Grande do Sul em posição de destaque na agenda climática e agrícola do país. (por Gisele – gisele@pampa.com.br)
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