Deputado cassado afirma que o recurso não passou pelo fundo que recebeu o dinheiro enviado por Vorcaro para financiar a produção.
Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados
Deputado cassado afirma que o recurso não passou pelo fundo que recebeu o dinheiro enviado por Vorcaro para financiar a produção. (Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados)
O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) negou ter atuado como produtor de filme sobre Jair Bolsonaro (PL), seu pai, que recebeu dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Eduardo disse que investiu 50 mil dólares no filme e que, posteriormente, recebeu o dinheiro de volta. Mas que o recurso não passou pelo fundo que recebeu o dinheiro enviado por Vorcaro para financiar a produção.
“Recebi de volta o dinheiro investido, referente ao contrato com a produtora, mas essa transação não passou pelo fundo de investimento. A afirmação de que Eduardo Bolsonaro é financiado por Daniel Volcaro é falsa”, afirmou.
Reportagem do portal “Intercept Brasil” mostrou que Eduardo Bolsonaro trabalhou como produtor-executivo do filme “Dark Horse” sobre a história do pai. A função consta em contrato a que o portal teve acesso. Função incluía captação de recursos, diz o site. No vídeo, Eduardo Bolsonaro afirma que o contrato existiu apenas para garantir que o diretor continuasse trabalhando no projeto do filme.
“Investi US$ 50 mil nos Estados Unidos. O objetivo era garantir um contrato com um diretor de Hollywood, para que ele pudesse elaborar o roteiro e dar início ao projeto. Esse contrato permitiu manter o diretor por dois anos, assumindo eu, pessoalmente, todos os riscos”, disse.
“Próximo ao final do contrato, e diante da possibilidade de perder o diretor, surgiu a oportunidade de atrair um grande investidor, que posteriormente se consolidou em um grupo de investidores”, continuou o ex-deputado. Com a chegada desse investidor, que Eduardo Bolsonaro não diz quem é, ele teria deixado a função prevista no contrato.
Na quarta-feira (13), o site revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar o filme e que as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A publicação exibiu áudio em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro e pressiona pelos pagamentos. De acordo com a reportagem, o banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões. Uma das linhas de investigação busca esclarecer se o dinheiro teria sido destinado oficialmente à produção do filme ou se esse discurso serviu apenas como justificativa para a transferência dos valores para financiar despesas de Eduardo nos Estados Unidos. O deputado cassado mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, e não retornou ao Brasil desde então.
Na quinta-feira (14), Eduardo disse em uma publicação na internet que o status migratório dele nos Estados Unidos o impediria de receber dinheiro de fundo de investimento ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o Intercept, o contrato de produção foi assinado digitalmente por Eduardo em 30 de janeiro de 2024. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece ao lado do deputado federal Mario Frias, também do PL de São Paulo como produtor-executivo do filme. O documento traz a empresa GoUp Entertainment, que tem sede nos Estados Unidos, como produtora.
Ainda de acordo com o contato, cujos trechos foram publicados pelo site, a produtora e os produtores-executivos deveriam se dedicar a atividades de desenvolvimento do projeto. Essas atividades incluíam o “envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme e preparação de informações e documentação para investidores e assistência na identificação de recursos de financiamento de filmes, incluindo créditos e incentivos fiscais, colocação de produtos e patrocínio”. (Com informações do portal g1)
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Eduardo Bolsonaro diz que recebeu 50 mil dólares de reembolso em filme sobre o seu pai
Deputado cassado afirma que o recurso não passou pelo fundo que recebeu o dinheiro enviado por Vorcaro para financiar a produção.
Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados
Deputado cassado afirma que o recurso não passou pelo fundo que recebeu o dinheiro enviado por Vorcaro para financiar a produção. (Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados)
O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) negou ter atuado como produtor de filme sobre Jair Bolsonaro (PL), seu pai, que recebeu dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Eduardo disse que investiu 50 mil dólares no filme e que, posteriormente, recebeu o dinheiro de volta. Mas que o recurso não passou pelo fundo que recebeu o dinheiro enviado por Vorcaro para financiar a produção.
“Recebi de volta o dinheiro investido, referente ao contrato com a produtora, mas essa transação não passou pelo fundo de investimento. A afirmação de que Eduardo Bolsonaro é financiado por Daniel Volcaro é falsa”, afirmou.
Reportagem do portal “Intercept Brasil” mostrou que Eduardo Bolsonaro trabalhou como produtor-executivo do filme “Dark Horse” sobre a história do pai. A função consta em contrato a que o portal teve acesso. Função incluía captação de recursos, diz o site. No vídeo, Eduardo Bolsonaro afirma que o contrato existiu apenas para garantir que o diretor continuasse trabalhando no projeto do filme.
“Investi US$ 50 mil nos Estados Unidos. O objetivo era garantir um contrato com um diretor de Hollywood, para que ele pudesse elaborar o roteiro e dar início ao projeto. Esse contrato permitiu manter o diretor por dois anos, assumindo eu, pessoalmente, todos os riscos”, disse.
“Próximo ao final do contrato, e diante da possibilidade de perder o diretor, surgiu a oportunidade de atrair um grande investidor, que posteriormente se consolidou em um grupo de investidores”, continuou o ex-deputado.
Com a chegada desse investidor, que Eduardo Bolsonaro não diz quem é, ele teria deixado a função prevista no contrato.
Na quarta-feira (13), o site revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar o filme e que as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A publicação exibiu áudio em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro e pressiona pelos pagamentos. De acordo com a reportagem, o banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões. Uma das linhas de investigação busca esclarecer se o dinheiro teria sido destinado oficialmente à produção do filme ou se esse discurso serviu apenas como justificativa para a transferência dos valores para financiar despesas de Eduardo nos Estados Unidos. O deputado cassado mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, e não retornou ao Brasil desde então.
Na quinta-feira (14), Eduardo disse em uma publicação na internet que o status migratório dele nos Estados Unidos o impediria de receber dinheiro de fundo de investimento ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o Intercept, o contrato de produção foi assinado digitalmente por Eduardo em 30 de janeiro de 2024. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece ao lado do deputado federal Mario Frias, também do PL de São Paulo como produtor-executivo do filme. O documento traz a empresa GoUp Entertainment, que tem sede nos Estados Unidos, como produtora.
Ainda de acordo com o contato, cujos trechos foram publicados pelo site, a produtora e os produtores-executivos deveriam se dedicar a atividades de desenvolvimento do projeto. Essas atividades incluíam o “envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme e preparação de informações e documentação para investidores e assistência na identificação de recursos de financiamento de filmes, incluindo créditos e incentivos fiscais, colocação de produtos e patrocínio”. (Com informações do portal g1)
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