O Google foi criado com a missão de organizar o conhecimento online. (Foto: Reprodução)
O mecanismo de busca do Google é um dos recursos mais utilizados de toda a internet. Apesar disso, pouco se sabe sobre como a ferramenta escolhe quais sites aparecem primeiro na lista – desde 1998, quando o Google foi criado com a missão de organizar o conhecimento online, esse sempre foi o grande segredo da empresa.
Isso, porém, pode estar prestes a mudar. No final de maio, foram vazadas aproximadamente 2,5 mil páginas de documentos que detalham como opera o buscador. A papelada aponta para a forma como o mecanismo estabelece a ordem de páginas que aparece para o usuário – algo que pode gerar mudanças entre os donos de sites que tentam posicionar melhor suas páginas no ranking do Google. Especialistas afirmam que o vazamento pode causar movimentação intensa na indústria especializada em ranqueamento de páginas.
Os dados foram revelados por Rand Fishkin e Mike King, especialistas em SEO – nome dos profissionais focados em técnicas para otimizar o ranqueamento de páginas.
Segundo eles, as informações estavam no GitHub (uma plataforma de hospedagem de códigos-fonte e arquivos) e teriam sido repassadas por uma pessoa identificada como Erfan Azimi, um leaker (vazador, em tradução livre), que são pessoas especializadas em divulgar informações sigilosas que sejam de interesse público de empresas.
“Aconselhamos cuidado ao se fazer suposições imprecisas sobre o Search baseado em informações descontextualizadas, ultrapassadas ou incompletas”, afirmou o porta-voz da empresa, Davis Thompson. “Compartilhamos informações extensas sobre como o Search funciona e os tipos de fatores que nossos sistemas pesam, ao mesmo tempo que trabalhamos para proteger a integridade de nossos resultados da manipulação”, disse.
Os documentos sugerem que, ao menos em algum momento, o Google Search contou com cerca de 14 mil indicadores focados em organizar a ordem e o ranking em que aparecem os sites na internet. Estão incluídos nessa fórmula número de cliques, palavras-chave e até mesmo a autoridade (credibilidade) da página em relação a certo tema.
No entanto, os papéis revelaram que alguns desses indicadores existem apesar de o Google ter negado anteriormente a sua influência no processo de ranqueamento. É o caso do número de cliques, do tempo gasto por internautas em determinada página e de outros dados coletados dos usuários a partir do Google Chrome – sites visitados a partir do navegador do Google ganham mais pontos, algo que a companhia negava fazer.
Assim, páginas mais populares podem aparecer primeiro na fila de sites, ainda que suas informações não apresentem a mesma qualidade dos sites em posições inferiores no ranking. Isso contradiz o que o Google vinha informando até o momento.
O vazamento mostra também que o buscador pode determinar uma quantidade máxima de sites ou posts que aparecerão após a busca e pode rebaixar páginas por conter pornografia ou por apresentar altos níveis de insatisfação do usuário. A companhia também mantém um filtro específico para temas sensíveis, como eleições, o que sugere que o teor político de uma página pode influenciar no seu ranqueamento.
O Google possui um histórico com uma cópia de cada versão de todos os sites já indexados para poder compará-las. Descobriu-se agora que as páginas indexadas são monitoradas e avaliadas pelo tempo em que estão no ar, apontando para a importância de sua longevidade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Isso, porém, pode estar prestes a mudar. No final de maio, foram vazadas aproximadamente 2,5 mil páginas de documentos que detalham como opera o buscador. A papelada aponta para a forma como o mecanismo estabelece a ordem de páginas que aparece para o usuário – algo que pode gerar mudanças entre os donos de sites que tentam posicionar melhor suas páginas no ranking do Google. Especialistas afirmam que o vazamento pode causar movimentação intensa na indústria especializada em ranqueamento de páginas.
Os dados foram revelados por Rand Fishkin e Mike King, especialistas em SEO – nome dos profissionais focados em técnicas para otimizar o ranqueamento de páginas.
Segundo eles, as informações estavam no GitHub (uma plataforma de hospedagem de códigos-fonte e arquivos) e teriam sido repassadas por uma pessoa identificada como Erfan Azimi, um leaker (vazador, em tradução livre), que são pessoas especializadas em divulgar informações sigilosas que sejam de interesse público de empresas.
“Aconselhamos cuidado ao se fazer suposições imprecisas sobre o Search baseado em informações descontextualizadas, ultrapassadas ou incompletas”, afirmou o porta-voz da empresa, Davis Thompson. “Compartilhamos informações extensas sobre como o Search funciona e os tipos de fatores que nossos sistemas pesam, ao mesmo tempo que trabalhamos para proteger a integridade de nossos resultados da manipulação”, disse.
Os documentos sugerem que, ao menos em algum momento, o Google Search contou com cerca de 14 mil indicadores focados em organizar a ordem e o ranking em que aparecem os sites na internet. Estão incluídos nessa fórmula número de cliques, palavras-chave e até mesmo a autoridade (credibilidade) da página em relação a certo tema.
No entanto, os papéis revelaram que alguns desses indicadores existem apesar de o Google ter negado anteriormente a sua influência no processo de ranqueamento. É o caso do número de cliques, do tempo gasto por internautas em determinada página e de outros dados coletados dos usuários a partir do Google Chrome – sites visitados a partir do navegador do Google ganham mais pontos, algo que a companhia negava fazer.
Assim, páginas mais populares podem aparecer primeiro na fila de sites, ainda que suas informações não apresentem a mesma qualidade dos sites em posições inferiores no ranking. Isso contradiz o que o Google vinha informando até o momento.
O vazamento mostra também que o buscador pode determinar uma quantidade máxima de sites ou posts que aparecerão após a busca e pode rebaixar páginas por conter pornografia ou por apresentar altos níveis de insatisfação do usuário. A companhia também mantém um filtro específico para temas sensíveis, como eleições, o que sugere que o teor político de uma página pode influenciar no seu ranqueamento.
O Google possui um histórico com uma cópia de cada versão de todos os sites já indexados para poder compará-las. Descobriu-se agora que as páginas indexadas são monitoradas e avaliadas pelo tempo em que estão no ar, apontando para a importância de sua longevidade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
https://www.osul.com.br/dispositivo-de-busca-do-google-esse-sempre-foi-o-grande-segredo/
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2024-06-06
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