Do outro lado, contudo, a esquerda ainda enfrenta impasses
Foto: Al Drago/Bloomberg
Do outro lado, contudo, a esquerda ainda enfrenta impasses. (Foto: Al Drago/Bloomberg)
Com as confirmações do deputado estadual André do Prado (PL) como pré-candidato para o Senado e Felício Ramuth (MDB) para vice-governador, a chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo está definida. O outro nome da direita que tentará o posto de senador já estava definido e será o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP). Eduardo Bolsonaro (PL) deve ser suplente de Prado.
Do outro lado, contudo, a esquerda ainda enfrenta impasses: Fernando Haddad (PT) não sabe quem será seu vice e há indefinição sobre quem serão os candidatos ao Senado. Hoje, além de Haddad como pré-candidato ao governo estadual, a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB) é o nome mais consolidado como pré-candidata ao Senado. Já a segunda vaga está entre dois outros ex-ministros de Lula (PT): Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB).
Para a vice de Haddad, a incógnita é ainda maior. O petista deseja um nome de centro e mais ligado ao agronegócio ou ao empresariado, que possa atrair votos especialmente do interior paulista, onde a esquerda historicamente enfrenta resistências.
Ele convidou lideranças do agro para compor sua chapa, mas ouviu negativas. Um dos nomes sondados foi Teresa Vendramini, a “Teca”, pecuarista filiada ao PDT e ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB). Ela negou o convite, mas, segundo aliados, ainda há esperança de tentar convencê-la. Também do PDT, outro nome citado nos bastidores é Marcelo Barbieri, ex-prefeito de Araraquara.
Cotados para o Senado, tanto Marina quanto França também poderiam ser vices de Haddad, mas a situação ainda não está definida – é o próprio ex-ministro da Fazenda quem vai dar a palavra final sobre a composição da chapa. Haddad tem dito, nas últimas semanas, que ainda está “muito cedo” para definir isso e tem dito que tem um “bom problema” nas mãos, citando todos os cotados como possíveis opções, mas que pessoalmente gostaria de ter uma vice mulher.
Na direita, a definição saiu nesta terça-feira (5), quando Tarcísio confirmou que Ramuth seguirá como seu vice e que André do Prado vai tentar o Senado.
“Está fechada (a chapa). A gente pode dizer que está fechada, o Felício é o nosso pré-candidato a vice-governador, um pré-candidato ao Senado é o Derrite, e o outro pré-candidato ao Senado é o André do Prado”, disse o governador.
Nos bastidores, a pré-candidatura de Prado era dada como certa por aliados e dependia apenas do aval de Eduardo. Isso porque o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) era o principal cotado para concorrer ao Senado pelo PL em São Paulo, mas, depois que passou a morar nos Estados Unidos e perdeu o mandato, ficou acertado que ele indicaria outra pessoa do partido para a disputa.
Eduardo, entretanto, será suplente de Prado e poderia assumir em caso de inelegibilidade, cassação, morte ou afastamento do titular — o que poderia acontecer se ele decidir, por exemplo, assumir alguma secretaria de estado ou ministério.
O fato de Eduardo concorrer como suplente ao Senado pode gerar questionamentos jurídicos. Apesar de ter sido cassado por excesso de faltas na Câmara dos Deputados, o ex-parlamentar não perdeu os direitos políticos porque seu mandato foi declarado vago por um ato administrativo da Câmara, com base no artigo 55 da Constituição, em razão do acúmulo de faltas às sessões deliberativas.
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Direita fecha chapa majoritária em SP com Eduardo Bolsonaro como suplente
Do outro lado, contudo, a esquerda ainda enfrenta impasses
Foto: Al Drago/Bloomberg
Do outro lado, contudo, a esquerda ainda enfrenta impasses. (Foto: Al Drago/Bloomberg)
Com as confirmações do deputado estadual André do Prado (PL) como pré-candidato para o Senado e Felício Ramuth (MDB) para vice-governador, a chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo está definida. O outro nome da direita que tentará o posto de senador já estava definido e será o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP). Eduardo Bolsonaro (PL) deve ser suplente de Prado.
Do outro lado, contudo, a esquerda ainda enfrenta impasses: Fernando Haddad (PT) não sabe quem será seu vice e há indefinição sobre quem serão os candidatos ao Senado. Hoje, além de Haddad como pré-candidato ao governo estadual, a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB) é o nome mais consolidado como pré-candidata ao Senado. Já a segunda vaga está entre dois outros ex-ministros de Lula (PT): Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB).
Para a vice de Haddad, a incógnita é ainda maior. O petista deseja um nome de centro e mais ligado ao agronegócio ou ao empresariado, que possa atrair votos especialmente do interior paulista, onde a esquerda historicamente enfrenta resistências.
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Na direita, a definição saiu nesta terça-feira (5), quando Tarcísio confirmou que Ramuth seguirá como seu vice e que André do Prado vai tentar o Senado.
“Está fechada (a chapa). A gente pode dizer que está fechada, o Felício é o nosso pré-candidato a vice-governador, um pré-candidato ao Senado é o Derrite, e o outro pré-candidato ao Senado é o André do Prado”, disse o governador.
Nos bastidores, a pré-candidatura de Prado era dada como certa por aliados e dependia apenas do aval de Eduardo. Isso porque o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) era o principal cotado para concorrer ao Senado pelo PL em São Paulo, mas, depois que passou a morar nos Estados Unidos e perdeu o mandato, ficou acertado que ele indicaria outra pessoa do partido para a disputa.
Eduardo, entretanto, será suplente de Prado e poderia assumir em caso de inelegibilidade, cassação, morte ou afastamento do titular — o que poderia acontecer se ele decidir, por exemplo, assumir alguma secretaria de estado ou ministério.
O fato de Eduardo concorrer como suplente ao Senado pode gerar questionamentos jurídicos. Apesar de ter sido cassado por excesso de faltas na Câmara dos Deputados, o ex-parlamentar não perdeu os direitos políticos porque seu mandato foi declarado vago por um ato administrativo da Câmara, com base no artigo 55 da Constituição, em razão do acúmulo de faltas às sessões deliberativas.
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