Iniciativa inclui distribuição de cartilhas à alunos, pais e demais protagonistas. (Foto: Fabrício Fernandes/Divulgação)
Celebrado nesta terça-feira, 7 de abril, o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola tem inspirado ações de conscientização sobre o tema em todo o País. Dentre as instituições engajadas à iniciativa em Porto Alegre está o Colégio Anchieta, que promove até sexta-feira (10) a 3ª Semana de Prevenção ao Bullying.
A programação é voltada a alunos de todos os níveis de ensino, por meio de rodas de conversa, dinâmicas de grupo, jogos cooperativos e palestras com especialistas na área de saúde mental. Também são compartilhadas cartilhas sobre o assunto.
Sob o tema “Faça amigos, não faça bullying”, a iniciativa é do Serviço de Orientação Educacional (SOE), com o apoio dos professores. As ações têm entre suas prioridades os conceitos de empatia, comunicação, cooperação, com foco em uma cultura da convivência com respeito às individualidades e diferenças.
Conforme a coordenadora do departamento, Isabel Cristina Tremarin, o trabalho de prevenção é contínuo e já começa nos primeiros anos escolares: “A questão é abordada por meio de linguagem adequada a cada faixa etária, respeitando-se o nível de compreensão dos alunos”.
Trata-se de uma estratégia alinhada à proposta educativa da instituição e que salienta a formação integral dos estudantes. Isabel acrescenta: “Na chamada ‘Pedagogia Inaciana’, os objetivos vão além do conteúdo em sala de aula. A ideia é formar pessoas por inteiro, desenvolvendo não só conhecimentos, como também valores e atitudes que ajudem no desenvolvimento pessoal e social, de modo que o indivíduo de posicione no mundo com empatia, responsabilidade e propósito”.
Ainda segundo ela, o combate ao bullying é tratado de forma permanente no cotidiano da instituição: “Prevenção e enfrentamento desse tipo de violência fazem parte do nosso dia-a-dia, de forma intencional e educativa. É algo presente em nossas práticas e na maneira como nos relacionamos, reforçando o cuidado com o outro e a construção de um ambiente mais justo e acolhedor”.
A proposta também busca orientar os estudantes na identificação de comportamentos abusivos, agressivos e violentos, promovendo a reflexão sobre respeito e convivência ética, tanto no ambiente escolar quanto no digital. Durante os encontros, as orientadoras educacionais abordam conceitos e diferentes formas de bullying, contribuindo para ampliar a compreensão dos estudantes a respeito do tema.
No que se refere às cartilhas, o material é distribuído a alunos, pais, responsáveis e colaboradores. O material reúne informações e orientações práticas sobre como agir diante de situações de bullying, seja como vítima, testemunha ou agente, fortalecendo a cultura de prevenção e cuidado coletivos no ambiente escolar.
Estatísticas preocupantes
A cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos, quatro relatam já terem sido alvos de bullying na escola.
– São índices que servem de alerta sobre um problema preocupante. Inclusive pela constatação de que houve um aumento de ao menos 0,7% no número de registros desse tipo em relação a 2019.
– Além disso, mais de 27% relataram ter passado por humilhação em duas ou mais vezes. A alta, nesse caso, é superior a 4%.
– Os dados constam na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ao longo de 2024. No foco do levantamento estão instituições de ensino públicas ou particulares de todo o País.
O que é o bullying?
Palavra de origem inglesa, o “bullying” se caracteriza por atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivos, praticados por um indivíduo ou grupo contra alguém que não consegue se defender facilmente. No Brasil, essa prática é crime desde 2024, quando a lei federal nº 14.811 incluiu no Código Penal punições que variam de multa e reclusão.
Para ser considerado bullying, o comportamento deve apresentar habitualidade (repetição ao longo do tempo, de forma sistemática) e desequilíbrio de poder. As principais formas são:
– Verbal: apelidos pejorativos, insultos, xingamentos e provocações. – Física: chutes, socos, empurrões e agressões corporais. – Material: furtar, roubar ou destruir pertences da vítima (como mochilas e cadernos). – Psicológica: ameaças, chantagens, perseguições e manipulação. – Social: isolamento proposital, exclusão de grupos e disseminação de boatos. – Cyberbullying: intimidação realizada no ambiente virtual (redes sociais, apps, jogos). – Sexual: assédio e comentários abusivos de natureza sexual.
Muitas vítimas sofrem em silêncio por medo ou vergonha. Fique atento se a criança ou adolescente apresentar recusa em ir à escola ou medo excessivo de frequentar determinados lugares, queda brusca no rendimento escolar, dificuldade de concentração, isolamento social, tristeza persistente, ansiedade ou irritabilidade.
Também são sinais de alerta pertences e roupas danificados, bem como sintomas físicos sem causa aparente. A lista inclui dores de cabeça, insônia ou perda de apetite, por exemplo.
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Dia Nacional de Combate ao Bullying: escola de Porto Alegre realiza programação especial nesta semana
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A programação é voltada a alunos de todos os níveis de ensino, por meio de rodas de conversa, dinâmicas de grupo, jogos cooperativos e palestras com especialistas na área de saúde mental. Também são compartilhadas cartilhas sobre o assunto.
Sob o tema “Faça amigos, não faça bullying”, a iniciativa é do Serviço de Orientação Educacional (SOE), com o apoio dos professores. As ações têm entre suas prioridades os conceitos de empatia, comunicação, cooperação, com foco em uma cultura da convivência com respeito às individualidades e diferenças.
Conforme a coordenadora do departamento, Isabel Cristina Tremarin, o trabalho de prevenção é contínuo e já começa nos primeiros anos escolares: “A questão é abordada por meio de linguagem adequada a cada faixa etária, respeitando-se o nível de compreensão dos alunos”.
Trata-se de uma estratégia alinhada à proposta educativa da instituição e que salienta a formação integral dos estudantes. Isabel acrescenta: “Na chamada ‘Pedagogia Inaciana’, os objetivos vão além do conteúdo em sala de aula. A ideia é formar pessoas por inteiro, desenvolvendo não só conhecimentos, como também valores e atitudes que ajudem no desenvolvimento pessoal e social, de modo que o indivíduo de posicione no mundo com empatia, responsabilidade e propósito”.
Ainda segundo ela, o combate ao bullying é tratado de forma permanente no cotidiano da instituição: “Prevenção e enfrentamento desse tipo de violência fazem parte do nosso dia-a-dia, de forma intencional e educativa. É algo presente em nossas práticas e na maneira como nos relacionamos, reforçando o cuidado com o outro e a construção de um ambiente mais justo e acolhedor”.
A proposta também busca orientar os estudantes na identificação de comportamentos abusivos, agressivos e violentos, promovendo a reflexão sobre respeito e convivência ética, tanto no ambiente escolar quanto no digital. Durante os encontros, as orientadoras educacionais abordam conceitos e diferentes formas de bullying, contribuindo para ampliar a compreensão dos estudantes a respeito do tema.
No que se refere às cartilhas, o material é distribuído a alunos, pais, responsáveis e colaboradores. O material reúne informações e orientações práticas sobre como agir diante de situações de bullying, seja como vítima, testemunha ou agente, fortalecendo a cultura de prevenção e cuidado coletivos no ambiente escolar.
Estatísticas preocupantes
A cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos, quatro relatam já terem sido alvos de bullying na escola.
– São índices que servem de alerta sobre um problema preocupante. Inclusive pela constatação de que houve um aumento de ao menos 0,7% no número de registros desse tipo em relação a 2019.
– Além disso, mais de 27% relataram ter passado por humilhação em duas ou mais vezes. A alta, nesse caso, é superior a 4%.
– Os dados constam na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ao longo de 2024. No foco do levantamento estão instituições de ensino públicas ou particulares de todo o País.
O que é o bullying?
Palavra de origem inglesa, o “bullying” se caracteriza por atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivos, praticados por um indivíduo ou grupo contra alguém que não consegue se defender facilmente. No Brasil, essa prática é crime desde 2024, quando a lei federal nº 14.811 incluiu no Código Penal punições que variam de multa e reclusão.
Para ser considerado bullying, o comportamento deve apresentar habitualidade (repetição ao longo do tempo, de forma sistemática) e desequilíbrio de poder. As principais formas são:
– Verbal: apelidos pejorativos, insultos, xingamentos e provocações.
– Física: chutes, socos, empurrões e agressões corporais.
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Muitas vítimas sofrem em silêncio por medo ou vergonha. Fique atento se a criança ou adolescente apresentar recusa em ir à escola ou medo excessivo de frequentar determinados lugares, queda brusca no rendimento escolar, dificuldade de concentração, isolamento social, tristeza persistente, ansiedade ou irritabilidade.
Também são sinais de alerta pertences e roupas danificados, bem como sintomas físicos sem causa aparente. A lista inclui dores de cabeça, insônia ou perda de apetite, por exemplo.
(Marcello Campos)
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